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20/11/2008
Lançamento do Projeto Político-Pedagógico Popular

Em homenagem à memória e espírito de luta de Zumbi dos Palmares, a Educafro escolheu o mês de novembro para fazer o lançamento de seu Projeto Político-Pedagógico (PPP).
O professor Adriano Rodrigues, coordenador pedagógico da Educafro e responsável pela organização do PPP, lembra que escolhemos historicamente trabalhar em prol da população negra e não-negra pobre. "Isso foi uma opção política deliberada, um meio de conscientização política desses segmentos da população que foram e são massacrados(as) todos os dias. Em particular, as mulheres negras".

O PPP foi possível graças ao forte trabalho de visitação dos(as) assessores(as), as reflexões feitas nas reuniões pedagógicas e nas sugestões dos diversos grupos da Educafro. É com esse espírito de revolta com as injustiças sociais e diálogo fraterno que apresentaremos o nosso PPP. Convidamos a todos(as), em especial os(as) coordenadores(as) pedagógicos(as). O evento de lançamento será no dia 22 de novembro, sábado, às 14 horas.

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13/10/2008
Informações do Setor Pedagógico:

*Programe-se: 2º simulado oficial

Os núcleos que entregaram com atraso a lista de solicitação do 2º simulado devem aguardar um pouco mais. Nossa demanda de trabalhos internos tem dificultado a operacionalização da montagem dos kit's. Informamos aos núcleos que já retiraram as apostilas que podem baixar do nosso site o arquivo, em Excel, para lançar manualmente as respostas dos estudantes. Não se esqueçam de nos enviar uma cópia do arquivo preenchido para: pedago.educafro@gmail.com


*Encontro Pedagógico: mudança de data

Devido à aplicação da Prova de Cidadania do dia 18/10, nossa reunião de coordenadores pedagógicos mudou para dia 25/10, sábado, às 14 horas, na Sede. Nela estudaremos parte da obra: Educação como Prática da Liberdade escrita por Paulo Freire. O representante do seu núcleo não vai ficar de fora, vai? Esta reunião é de grande importancia para a construção de nosso Projeto Político Popular Pedagógico e planejamento das atividades de 2009. Compareça! Até lá!


*Partilhas metodológicas:

Felizmente já está funcionando em nosso site o espaço "Partilhas Metodológicas". Nele, nossos professores e coordenadores podem divulgar as atividades educacionais desenvolvidas. O Núcleo Consciência Negra e Centro Ribeirão já fazem parte desse espaço. Aproveite nosso site e baixe livros, consulte bibliotecas e universidades públicas. Quem quiser divulgar as ações pedagógicas, mesmo as desenvolvidas em anos anteriores, mandem as propostas para: pedago.educafro@gmail.com

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02/10/2008
Vozes abafadas

Notícias de Educação 07 de Julho de 2008

Um estudo com 747 professoras constatou que 59,2% estavam com rouquidão. Pior: 25,6% tiveram perda temporária da voz, que, além do impacto sobre a saúde das profissionais, pode afetar o desempenho docente e prejudicar o processo de aprendizagem.

A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), teve resultados publicados na edição de junho dos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no artigo Fatores associados a alterações vocais em professoras.

As professoras, da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista (BA), com média de idade de 34 anos, responderam a um questionário com perguntas sobre atividades de trabalho, carga horária semanal, demanda psicológica envolvida nas tarefas e situação da saúde vocal, incluindo queixas de disfonia e presença de sintomas de rouquidão.

A avaliação da saúde vocal foi feita considerando as características do uso da voz, ocorrência de alterações, tipos de tratamentos buscados e informações sobre atividades domésticas.

“Ainda que não seja uma doença ocupacional aguda, a rouquidão começa com sintomas de fraqueza de voz, que levam à dificuldade de modulação, e percorre um caminho que pode levar a patologias como nódulos e calos nas cordas vocais”, disse Eduardo Farias dos Reis, professor da Faculdade de Medicina da UFBA, à Agência FAPESP.

“Isso ocorre com freqüência, uma vez que a atividade docente não pode parar e a voz é o principal instrumento de trabalho. Calos nas cordas vocais, que é o momento mais avançado em que a doença já está instalada, foram relatados por 12,9% das docentes”, aponta o também diretor do Fundo Estadual de Saúde, órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

O estudo aponta que 91,7% das professoras fazem uso intensivo da voz, sendo as duas alterações mais comuns o cansaço ao falar e a sensação de voz rouca ou fraca após um dia de trabalho. Quanto aos sintomas relacionados à saúde da garganta, os mais freqüentemente citados foram sensação de ressecamento (66,5%), coceira (51,5%), pigarro (49,7%) e dor (43,6%).

Reis reconhece que a prevalência de rouquidão encontrada no estudo foi elevada, alcançando patamares similares aos observados em outros estudos publicados em revistas internacionais, que apontaram um índice de 57% em professores na Espanha e 58% nos Estados Unidos.

“Outras pesquisas mostram ainda que uma parte importante do ato vocal é usada para controlar e disciplinar os alunos, e não para transmitir conhecimento. Esse é um problema vivido pelos professores de todo o país e que acaba tendo diferentes repercussões no ensino, que vão desde dificuldades na sala de aula, devido ao uso inadequado e nocivo da voz, até o afastamento temporário ou permanente do trabalho”, afirmou.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera os professores como a categoria de maior risco de contrair enfermidades da voz. O tipo de voz mais propenso a causar danos aos órgãos vocais, segundo a organização, é a "voz projetada", aquela utilizada para exercer influência sobre outras pessoas, seja para chamar atenção ou para tentar persuadir e ganhar a audiência.

O estudo aponta que a rouquidão esteve associada a fatores como trabalhar como professora há cinco ou mais anos, exercer atividades em duas ou mais escolas, ter mais de 24 horas semanais em sala de aula em todas as escolas em que trabalha e usar a voz gritando ou falando alto. A rouquidão, cansaço ao falar, perda da voz e irritação na garganta foram mais freqüentes entre os professores com mais de 25 horas semanais de trabalho.

Outro dado importante levantado pelo trabalho é o consumo de bebida alcoólica, referido por 19,3% das docentes, e o número de docentes fumantes (7%). “Há também baixa procura por ajuda médica. Por envolver um tratamento caro, demorado e que normalmente não é coberto pelos convênios, apenas 4,9% das professoras disseram ter consultado um fonoaudiólogo”, disse Reis.

De acordo com o artigo, os fatores de risco para o adoecimento vocal listados com mais freqüência na literatura científica são de cunho biológico (predisposição hereditária) ou relativos aos hábitos individuais (falta de educação vocal apropriada).

Um dos principais destaques do estudo foi mostrar a importância dos fatores associados à forma e à intensidade com que o trabalho docente é executado, indicando a necessidade de redimensionamento de alguns aspectos do trabalho docente, como, por exemplo, a diminuição do tempo que se usa a voz profissionalmente.

“Vale lembrar que o uso intensivo da voz foi referido por mais de 90% das professoras. Então, esse tipo de fator associado à ocorrência de alterações vocais deve ser considerado na formulação e na execução de medidas preventivas do adoecimento vocal dessas profissionais em todo o país”, destacou o professor da UFBA.

(Agência Fapesp)
Fonte:Portal Aprendiz

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16/09/2008
Formação pedagógica e visitas aos núcleos

As visitas pedagógicas andam de vento em poupa. Além das que estão ocorrendo na região metropolitana, já iniciamos as visitas para o interior. Fomos recebidos com muito carinho, comunhão e partilha em São José do Rio Pardo, Vinhedo, Louveira, Piracaia e Joanópolis. Neste final de semana estaremos na Baixada Santista visitando 7 núcleos. Também estamos aprofundando a reflexão e formação dos coordenadores pedagógicos e professores com base na leitura de Paulo Freire. No sábado, dia 20/09, às 14:00 estudaremos os capítulos 3 e 4 da obra "Pedagogia do Oprimido". Sigamos firmes!

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28/07/2008
Formação dos coordenadores pedagógicos

Em nossa última reunião de coordenadores pedagógicos (19/07/2008) tentamos, sem sucesso, assistir a um vídeo onde discutiríamos as propostas educacionais de Paulo Freire relacionando-as com nossa realidade. Nossa assessora pedagógica Kamila da Silva apresentou os principais aspectos que seriam trabalhados. Segue abaixo um breve resumo dos principais aspectos tratados no filme.

Paulo Freire não criou um método de caráter técnico, ele desenvolveu uma teoria do conhecimento, fundamentada a partir de uma visão de mundo e de ser humano. Nosso mestre procurou saber como o ser humano aprende, e por que aprende.
Segundo Freire, as pessoas aprendem a partir de constantes aproximações a um objeto, nesse sentido o educando se mantém na condição de constante aprendiz, isso porque o objeto sempre revela coisas novas, dimensões que escapam a uma primeira aproximação.
A proposta de Paulo Freire contempla três momentos que consistem em:

• Investigação Temática;
• Tematização;
• Problematização;

Podemos resumir os momentos da seguinte forma:

Investigação Temática
É o momento onde o educador deve descobrir por meio do diálogo o que o educando já sabe, busca-se conhecer as palavras e definir os temas geradores, com isso, o educador partindo do que o educando já sabe, o faz conhecer melhor o que sabe, espera-se que dessa forma o educando passe a conhecer mais o que sabe e amplie o conhecimento. Isso é possível por meio da motivação e sedução para a curiosidade nata do ser humano.

Tematização
É o momento onde o educador deve descobrir os significados das palavras e temas geradores que foram percebidos nas conversas anteriores. Nesse processo há uma interação entre educador e educando, isso ocorre porque quem edifica o conhecimento é o educando, ele é tratado como sujeito. O educador assume uma postura de quem incentiva, coordena e testemunha a importância do conhecimento. Uma busca por motivação do outro para que ele se sinta seduzido a desabrochar e construir o seu próprio conhecimento. O conhecimento é constituído coletivamente com uma forte carga de crítica a realidade social. Nesse segundo momento há um processo de codificação e decodificação da palavra geradora, do tema gerador.

Problematização
É o momento quando o educando descobre o sentido, o significado do conhecimento em sua própria vida e na sociedade como um todo, o conteúdo aprendido torna-se instrumento de conscientização e intervenção social. Para Paulo Freire o conhecimento é solidário, libertador, emancipador. Por isso esse momento, conduz a pessoa ao engajamento e ao compromisso.

Essa forma de entender a educação é incrivelmente rica, pois, possibilita e obriga os educadores e agentes educacionais a uma constante atualização conforme a necessidade do educando e realidade exposta. O conhecimento tem uma função libertadora, de promover com o educando a capacidade reflexiva de compreensão do mundo em que se está inserido, de forma que o educando possa vivenciar o conhecimento, se ver como agente histórico que cria e transforma o mundo.

Resumo produzido por:
Adriano Rodrigues – Coordenador pedagógico
Emerson Veloso – Assessor pedagógico

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