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20/08/2008
Manifesto da juventude defende ações afirmativas
Entre os dias 11 e 15 de agosto de 2008, 1200 jovens, representantes de 24 movimentos sociais de 20 estados, realizaram o 1º Encontro Nacional da Juventude do Campo e da Cidade. Foram cinco dias de formação política e cultural, troca de experiências e amadurecimento militante. As atividades de formação foram realizadas em espaço cedido pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro. A Educafro participou com 16 militantes de São Paulo e 1 de MInas Gerais. Ao final do encontro, foi realizado um ato público, que parou as principais ruas do centro do Rio de Janeiro. Foram feitas manifestações em frente aos prédio do Ministério da Educação, da Vale do Rio Doce e do Consulado dos Estados Unidos. O último alvo de protestos foi o Tribunal de Justiça (RJ), onde foi lido, coletivamente, um manifesto preparado pelos movimentos presentes no encontro. Entre outras reivindicações, a juventude do campo e da cidade pede o fim do vestibular, a adoção de ações afirmativas nas
unive rsidades públicas e o fim da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
Leia o texto integral do MANIFESTO.
14/08/2008
Vitória: após pressão, USP prorroga prazo para solicitar isenção
da taxa!!
Articulação jurídica e protesto da Educafro faz USP recuar e mudar regra
da isenção. Universidade prorroga prazo e amplia o benefício para concluintes
do ensino médio em todo Brasil!!
Assim que a USP e a FUVEST lançaram o regulamento sobre as isenções da taxa
do vestibular, nossa base popular começou a se mexer e protestar publicamente
pelos quatro cantos que o regulamento é inconstitucional! A USP agiu de
forma descabida e totalmente excludente: limitou o direito à isenção somente
aos estudantes com ensino médio concluído em São Paulo! A nossa resposta
foi data por meio de uma nota pública, enviada à USP pela internet e distribuída
aos meios de comunicação e poderes públicos por nosso Informativo Semanal
de 11/07 e INFO-Nacional publicado na internet em 20/07. Tratamos do
assunto em 6 reuniões públicas, com cerca de 200 pessoas em cada. O estopim
ocorreu dia 09 de agosto, na aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento
Jurídico da Educafro, quando os Advogados da Educafro conclamaram os integrantes
do Núcleo Jurídico a impetrarem ações judiciais visando reverter a absurda
proibição. A nossa denúncia chegou aos ouvidos dos(as) Dirigentes da USP/Fuvest
e eles(as) virão que o desg aste político-jurídico seria enorme. Agiram
rápido e tentaram corrigir as suas falhas.
A USP reconheceu a imoralidade administrativa e o erro que estavam
cometendo e decidiu refazer o regulamento, ampliando o direito à isenção
para todos estudantes de quaisquer escolas públicas do Brasil e não mais
só para as do Estado de SP. As mudanças no regulamento foram feitas ontem,
terça-feira (12/08). O prazo terminará dia 16/08.
Um grupo de advogados e estagiários se reuniu e avaliou que mesmo com as
mudanças apresentadas, a Educafro irá acionar a USP judicialmente nos próximos
dias, por várias outras questões, como a permanência do inciso III. comprovação
de residência no Estado de São Paulo como regra do art. 1º. do regulamento.
Como pensar a maior universidade da América Latina, 113ª. "melhor" no ranking
mundial insistir num regulamento eivado de regra tão escancaradamente confrontante
com nosso ordenamento jurídico e princípios constitucionais. Não é necessário
ser jurista ou letrado para perceber que um vestibular público - o maior
do Brasil, não pode destinar a isenção da taxa apenas para residentes no
Estado de São Paulo. O art. 3º da Constituição elenca como objetivos fundamentais
da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização
e reduzir as desigualdades sociais e regionais e IV - promover o bem de
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação.
Essa luta continua, e promete...
Solicite a isenção acessando o site
www.fuvest.br .
11/08/2008
7 Setembro: Vamos organizar nosso Núcleo!
Nossos núcleos já estão recebendo os cartazes de divulgação do Ato de 7
de Setembro, que este ano cairá num domingo. É importantíssimo que os coordenadores
iniciem esse debate com nossos alunos. A participação da Educafro no Grito
dos Excluídos é histórica. Mesmo que em seu núcleo estejam freqüentes poucos
alunos, precisamos provocar a participação de todos. Como acontece em todos
os anos, faremos nossa concentração em separado e depois unificaremos com
o Ato geral. Construiremos os detalhes na próxima reunião geral de coordenadores,
no domingo, dia 17, na parte da manhã.
Não falte.
11/08/2008
Luta pelas Universidades Públicas!!! Ampliação da UFABC, implantação
da Federal da Zona Sul e de São Bernardo do Campo: você topa?
O encontro de Guararema foi um marco na vida da Educafro. Se ainda havia
dúvidas, elas foram eliminadas: nosso foco é a luta por universidades públicas.
Para seguir essa orientação, a equipe da Sede está buscando formas diversas
para ampliar a nossa luta. Na próxima reunião geral de Coordenadores receberemos
a visita dos Professore Dr. Jorge Tomioka e Dr. Gerson Montovane, representantes
da UFABC/Federal do ABC, que estiveram na Sede conversando com Douglas e
Cleyton sobre a implantação da Universidade Federal da Região Bragantina
e aceitaram a pauta de expandir a Universidade Federal na Zona Sul da Capital.
Eles foram responsáveis pela implementação da UFABC e acompanham também
os projetos que prevêem a construção de Universidades Federais em São Bernardo
do Campo, Guarulhos e Osasco.
Em nosso encontro, ele nos trará dados importantes para potencializarmos
nossa luta. O que você acha de uma universidade federal pública, gratuita,
de qualidade e com cotas pertinho de sua comunidade? Essa é nossa hora.
Não faltem: Domingo, dia 17/08, às 09 horas na manhã, na Reunião Geral de
Coordenadores, na Sede. Vamos unir as forças dos núcleos do Grande ABC e
da Zona Sul e pressionar a Reitoria para nossa pauta ir adiante! Colocamos
como proposta inicial a UFABC ampliar o rol de seus cursos para todas as
áreas, divulgar mais a política de cotas, criar uma comissão de ação afirmativa
com participação de representantes dos núcleos locais da Educafro! Chegou
a hora de priorizar esta luta! Não perca a reunião geral de 17/08, às 09h.
Até lá!!
07/08/2008
Militantes podem participar da Aula Magna do Curso de aperfeiçoamento
Jurídico
Convite Especial
A equipe de Políticas Públicas e Ações Afirmativas da Educafro convida a
todos/as para participar da Aula Magna do Curso de Aperfeiçoamento Jurídico,
fruto da parceria entre a Educafro e Movimento Ministério Público Democrático.
A aula inaugural será realizada no dia 09 de agosto, às 14h, na faculdade
de Direito da USP, no Largo São Francisco. Os interessados devem dirigir-se
ao prédio anexo, na Av. Brigadeiro Luis Antônio, no Salão Nobre XI de agosto
–auditório térreo. "Direitos Humanos" será o tema inaugural da aula, que
será ministrada pelos seguintes convidados:
29/07/2008
Na Bahia, mais uma universidade pública adota cotas!!
Malungos e Malungas: Muito axé nessa travessia! Após mais de 3 anos de luta, a UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) é a mais recente universidade pública brasileira a adotar cotas. A UESB possui três campus (Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga) e mais de 36 cursos de graduação e também de pós-graduação! Representantes de movimentos sociais, quilombolas, estudantes, pré-vestibulares comunitários e de religiões de matrizes africanas pressionaram o CONSEPE (Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão), até que se votasse e definisse a configuração do PROGRAMA DE AÇÕES AFIRMATIVAS NA UESB, no que diz respeito aos princípios, objetivos e reserva de vagas. É um dos melhores modelos de ação afirmativa já aprovados, graças ao esforço e à luta do povo organizado e devido à pressão e articulação na Universidade! Resumidamente, o seguinte foi aprovado: reserva de Vagas de 50% das vagas na UESB para alunos oriundos de escolas públicas; reserva de 75% dessas vagas para candidatos auto-declarados negros; duração de 15 anos do Programa de Ações Afirmativas da UESB, com avaliação anual e qüinqüenal, com vistas ao aperfeiçoamento do programa; cotas adicionais para Quilombolas, Indígenas e pessoas com necessidades educativas especiais; prioridade de Isenção de 100% da Taxa de Vestibular para quilombolas, indígenas, pessoas com necessidades especiais, alunos de pré-vestibulares comunitários da região sudoeste; garantia de 01 representante dos movimentos sociais no Comitê Gestor do Programa de Ações Afirmativas na UESB. A UESB é a última universidade estadual da Bahia a adotar políticas de ação afirmativa. Acorda USP! Acorda São Paulo! Acorda Sudeste! O Brasil está dando uma lição nas universidades elitistas que insistem em usar sua Autonomia para excluir negros e manter privilégios! O Programa terá início já no Vestibular de 2009. Axé! (colaborou Flávio José dos Passos)
29/07/2008
Universidade Federal Bragantina: nossa conquista!
O nosso Retiro mais uma vez afirmou a identidade da Educafro como uma organização que luta por educação em todos os níveis, em especial no ensino superior. Por isso, a luta por acesso à Universidade Pública torna-se prioritária. Além das lutas por democratização no acesso à USP, Unesp, Unicamp, Unifesp e Fatecs, a instalação de Universidades Federais tem sido outro braço de nossa ação. A UFABC já nasceu com Cotas para negros e pobres. Agora, teremos a chance de alcançar outra vitória: A instalação da Universidade Federal da Região Bragantina, que deverá instalar campus nas cidades de Atibaia e Bragança Paulista. A Educafro estará representada em reunião diante de um grupo de professores responsáveis pelo trabalho inicial de implementação da Universidade. Levaremos a proposta de a Educafro, através dos Núcleos da região, compor um conselho popular onde toda a comunidade deverá estar representada, no sentido de garantir a construção de uma Universidade de acesso democratizado, com espaços garantidos para negros, indígenas, pobres, mulheres e portadores de necessidade especiais, além da garantia de instrumento de permanência dos mais pobres. E vamos à Luta!
11/07/2008
Mulheres, Atenção! 25 de Julho, dia de Reflexão
No dia 25 de Julho, comemora-se o dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Caribenha. O Grupo de Mulheres Negras da Educafro convoca toda a sociedade brasileira, em especial as mulheres negras, para uma reflexão. Nos dias 25, 26 e 27 de julho realizaremos um encontro de formação, na cidade de Mongaguá. Coordenadoras, universitárias e alunas de núcleo, organizem-se e participem deste momento. O número de vagas é limitado. Envie sua ficha de inscrição(clique aqui), até o dia 19 de julho para mulheres.educafro@gmail.com. Todas as despesas com transporte, alimentação e alojamento serão assumidas pela sede.
Confira no quadro abaixo os temas para nossa reflexão, e
palestrantes convidadas.
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| Cleide Neves da Silva Santos | Psicologia Pós-Graduação: Gerência em Unidade de Saúde - USP. - 2003–Gestão em Políticas Públicas (Cursando) – USF; - Trabalha na área de Saúde Pública há 32 anos. Coordena a Unidade de Saúde - CTA-CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENETO EM DST/AIDS na Zona Leste. Iniciou atividades na Educafro em l998.Fez parte do Conselho Gestor, até o ano de 2006. Desenvolveu o Projeto de Orientação Vocacional para Sede Nacional. (Modelo): o mesmo realizado nos Núcleos. | Mudando atitudes: motivação e auto-estima. |
| Edilene Machado Pereira | Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Estadual da Bahia Mestre em Antropologia? pela PUC - SP. Licenciada em Ciências Sociais e Bacharel em Sociologia-pela - UFBA Trabalha com Raça e gênero feminino. A trajetória das mulheres pretas brasileiras. | Marias vencedoras: Suas andanças. |
| Eunice Aparecida de Jesus Prudente | Advogada militante, Diretora da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP, Profª.dra.da FD da USP, Profª.dra. das Faculdades Campos Salles, Ex. Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo e Ex-Diretora da Fundação PROCON de São Paulo. | Ser Mulher Negra no Brasil: uma questão política |
| Ísis Aparecida Conceição | Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de São Paulo, Especialista em Direitos Humanos pela USP e mestranda em Direito do Estado-USP. Diretora Financeira do Instituto de Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil. | Intelectual negra orgânica |
| Márcia Maria Micussi de Oliveira | Graduação na Universidade de Glasgow e pós-graduação no Jordanhill College of Education – (Escócia). Mestranda em Antropologia pela PUC-SP área de estudos é racismo e gênero. Lecionou Sociologia na universidade, de Guarulhos em São Paulo e a de Middlesex na Inglaterra. Por anos foi docente de Inglês como Língua Estrangeira em cursos livres como Cultura Inglesa São Paulo e Senac Jundiaí. Trabalhou em várias ONGs como Strathclyde Rape Crisis Centre, Family Service Unity e National Assembly Against Racism, na Grã Bretanha, sempre na temática de gênero e combate ao racismo. Atualmente é pesquisadora do CEAB (Centro de Estudos África-Brasil), ligado à Ong ACUBALIN e membro do Grupo de Estudos Relações Raciais, Memória, Identidade e Imaginário da PUC/SP. | Raça e gênero: Biologia ou Construção social? |
| Reimy Solange | Graduada em Psicologia pela UniFMU, especialista em socio-psicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) mestranda em psicologia social pela PUC-SP e consultora da rc3 consultoria. | Desenvolvimento Pessoal e Profissional: Planejando a sua carreira. |
Nós Mulheres, lutamos pelo direito de sermos também “Senhoras de todos os espaços”.
08/07/2008
Confira últimas notícias sobre Vestibulares Públicos
e Enem
Unifesp: é Publica e adota cotas para negros em SP!
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) abre as inscrições no dia 22 de setembro e encerra em 10 de outubro. A convocação para as provas e a divulgação dos locais de exame serão feitos entre 17 e 19 de novembro. As provas começam em dezembro: dia 17, de conhecimentos gerais; dia 18, de língua portuguesa, língua estrangeira e redação; dia 19, conhecimentos específicos. A primeira chamada sai em 30 de janeiro.
Esta é uma das mais tradicionais Universidades Federais do Brasil e possui cursos de Graduação no Campus São Paulo, São José dos Campos, Diadema, Guarulhos e Baixada Santista. Veja aqui informações sobre os cursos, clicando aqui http://www.unifesp.br/prograd/
ISENÇÕES: COMPROMISSO DE TODOS ALUNOS DA EDUCAFRO:
Todos devemos lutar pela UNIFESP, pois 10% das suas vagas são destinadas
exclusivamente para negros, pelo critério de Ação Afirmativa (cotas).
Vários guerreiros já conseguiram e foram aprovados!!!
O requerimento para a isenção para a UNIFESP deve ser obtido no período
de 27 de junho a 11 de julho de 2008 no site:
http://dgi.unifesp.br/comunicacao/
ENEM reabre inscrições
Última oportunidade para quem concluiu ou está concluindo o Ensino Médio! As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão reabertas até a próxima sexta-feira, dia 11/07/08. Os interessados deverão preencher o formulário disponível na página www.enem.inep.gov.br/inscricao. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, os estudantes podem se inscrever somente pela internet, a partir de segunda-feira, dia 07/07/08. O pagamento da taxa de R$ 35 deve ser feito até o dia 14. Os interessados que não têm condições de pagar a taxa deverão imprimir, preencher e enviar o formulário de Declaração de Carência, constante na página de inscrição, junto com uma cópia de documento de identidade, pelo correio, para:
Exame Nacional do Ensino Médio (Inep/Daeb), SCN Quadra 04 Bloco B Sala 704 - Centro Empresarial Varig - CEP 70.714-900, Brasília - DF.
A USP é nossa!!! Campanha de divulgação da Isenção da Fuvest
Os núcleos da Educafro já iniciaram a campanha de divulgação da isenção da taxa de inscrição no vestibular da FUVEST/2009. Serão oferecidas 65 mil isenções. O objetivo é ampliar o número de candidatos e percorrer ao menos 200 escolas públicas da periferia de São Paulo. Ao mesmo tempo, a Educafro denuncia a omissão do Estado e da USP. Teremos que correr em ritmo dobrado. Guerreiras e guerreiros da Educafro e periferia, temos a seguinte missão: Cada núcleo de pré-vestibular da Educafro se comprometerá divulgar, como tarefa cidadã, em cinco escolas públicas da comunidade. O Curso Pré-Vestibular Ler o Mundo Plural / Escola Janete Lia, coordenado pelos jovens militantes Evaldo (ex-aluno da Educafro), Thiago, Marcos e Giovanni, situado na cidade de São Carlos e o Cursinho Popular Conexão, da comunidade de Ribeirão Preto, con forme informou o coordenador Danilo, estão firmes apoiando a luta! Parabéns aos guerreiros e guerreiras! A USP vai perceber a força da articulação do povo pobre e negro! Isenções para toda a rede pública! Coordenador de núcleo, organize suas equipes e assuma esse compromisso. Todos relatarão suas experiências no Retiro de Coordenadores. POR QUE A USP EXCLUI OS POBRES DE OUTROS ESTADOS? Outra luta que vamos acolher com força é a absurda exclusão da isenção aos nossos irmãos nordetinos, mineiros, cariocas, paranaenses e todos os pobres que moram fora de São Paulo ou concluiram o ensino público em outro Estado. Ora, o vestibular da USP não é público? As inscrição pagas não são para quaisquer pessoas? Porque uma regra tão preconceituosa e excludente como esta? Porque esta prática de exclusão no pr óprio Edital das Isenções? Os advogados solidários da Educafro irão acionar a Justiça e o MP para mudar esta regra e ampliar, assim, o prazo para solicitação das isenções!!! Valeu Zumbi!!!
FOLHA DIRIGIDA PUBLICA CADERNO ESPECIAL
A Folha Dirigida, nossa grande parceira, preparou um caderno especial voltado aos estudantes que buscam o ingresso nas universidades públicas. O caderno traz o calendário dos processos seletivos de meio e final de ano das universidades públicas. É possível encontrar também o calendário e as instruções para o pedido de isenção nas taxas dos vestibulares. Outras reportagens trazem informações sobre o ENEM, Prouni e concursos públicos. Agradecemos à direção e equipe de redação da Folha Dirigida por ter preparado um material tão rico em informações e por ter cedido exemplares para a Educafro. Portanto, todos aqueles/as que sonham com a universidade pública devem retirar seu exemplar na sede e divulgar em seus núcleos e comunidades.
26/06/2008
Cursinhos comunitários fazem 'Campanha' em protesto pelas isenções/USP
A Educafro - movimento social que organiza uma rede de cursinhos comunitários
para afrodescendentes e carentes organizará uma Camapnha para divulgar
as isenções para o vestibular da USP nas escolas públicas da periferia
de São Paulo. Segundo Jorge Américo (jornalista da Educafro) "a FUVEST
se orgulha em oferecer 65 mil isenções da taxa de seu vestibular. O
que nunca é divulgado é que mais de 400 mil alunos oriundos da rede
pública se formam no estado de São Paulo todos os anos, realidade essa
que nos deixa profundamente indignados".
Por outro lado, a coordenação da FUVEST se defende argumentado que no
último vestibular foram oferecidas 65 mil isenções e que um pouco mais
da metade foram retiradas. Américo rebate essa afirmação dizendo que
não há por parte dessa fundação um trabalho sério de divulgação. Nas
periferias não há cartazes, baners, e panfletos de divulgação. "Nas
escolas públicas nem os professores sabem que existe a possibilidade
de se pedir a isenção da taxa." completa Américo.
O assessor da Educafro explica que "o objetivo da campanha é ampliar
o número de candidatos e percorrer ao menos 200 escolas públicas da
periferia de São Paulo! Ao mesmo tempo, a Educafro denuncia a omissão
do Estado e da USP."
Para tanto, convocamos toda a militância da Educafro para mais uma vez
fazer a parte do Estado e divulgar o máximo possível a suada conquista
da Isenção da Taxa de Inscrição do Vestibular FUVEST/USP. Nossas conquistas
sempre foram mais árduas, mas nos fortalece à medida que nos organizamos
e nos unirmos. Vamos à luta para conseguir incluir o maior número possível
de negros e pobres na USP.
E AGORA EM 2008, COMO SERÁ A CAMPANHA?
13/06/2008
Militantes ocupam escritório da Votorantim em defesa dos Quilombolas
Entre outras razões, a ocupação motivou-se pela intenção do Grupo de
ampliar a produção de alumínio, construindo uma usina hidrelétrica no
vale do Ribeira, que inundará uma área de 11 mil hectares de mata atlântica.
Caso isso ocorra, as comunidades quilombolas serão expulsas de suas
terras. Outro motivador da jornada é a monocultura, como a de eucalipto
usado na produção de celulose, em grandes territórios. Essa prática
inviabiliza a produção de alimentos. Além disso, a Votorantim paga pela
energia elétrica que utiliza um valor 37% menor do que aquele cobrado
da população pelas distribuidoras, sendo que a empresa consome aproximadamente
4% de toda a energia elétrica produzida no país. Os meios de comunicação
mostraram o ato como um gesto de vandalismo e tentaram novamente desqualificar
a luta. Nenhum veículo da grande imprensa noticiou que as famílias que
consomem menos de 220 kwh por mês têm direito à “Tarifa Social”, que
representa um desconto de até 50% na conta de luz. Mesmo diante de tanta
truculência da Polícia, o recado foi dado e os movimentos sociais demonstraram
que "a união do povo é a única arma de resistência às barbáries patrocinadas
pelo Capitalismo e, em especial, por 'Antonio Alumínio de Moraes'",
como disse um jovem militante.
13/06/2008
Após mais de 3 anos de luta, UESB pode aprovar cotas
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que possui três campus
(Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga) e mais de 36 cursos de graduação
e também de pós-graduação votará nas próximas semanas, através do CONSEPE,
o seu programa de ações afirmativas. A votação será a partir da elaboração
de três minutas que formam um documento-base para a configuração das
cotas na UESB: 1. Princípios e Objetivos. 2. Acesso e 3. Assistência
Estudantil. Tal documento foi elaborado entre outubro de 2007 e
maio de 2008, por uma comissão específica para este fim tendo a participação
ativa e militante de representantes de movimentos estudantis, sociais
e negros da região. A luta de diversos cursinhos comunitários daquela
região, dentre eles, o GRIOT, fundado e coordenado por jovens do movimento
Hip Hop, que segue a metodologia da EDUCAFRO, foi fundamental para a
consolidação dessa vitória que ainda depende da apreciação dos colegiados
e departamentos da instituição antes da votação final prevista para
julho. Nos próximos dias, a mobilização maior dos cursinhos comunitários
de Conquista será a visita aos demais cursinhos e escolas públicas para
a mobilização da juventude. Também é organizado um seminário previsto
para a primeira quinzena de julho. A UESB é a última das 07 públicas
na Bahia a instituir políticas de ação afirmativa. O desafio maior é
que o perfil da ação afirmativa seja mais avançada que as demais públicas
da Bahia, como a UNEB, UFBA e UESF que garantiram cotas no mestrado
(UNEB), para indígenas e quilombolas (UFBA e UEFS) e cotas raciais (todas
as baianas). Vamos nos articular e apoiar a luta de nossos irmãos baianos.
Axé! Parabéns ao nosso guerreiro Flávio Passos, militante dos núcleos
do Sul da Bahia!
13/06/2008
Curso de aperfeiçoamento jurídico terá início em agosto
A Educafro e o Movimento do Ministério Público Democrático retomarão,
no próximo mês, a parceria iniciada em 2005 para a realização de um
Curso de Formação Jurídica, voltada para universitários pobres e negros.
O curso terá caráter de preparação e formação para o ingresso nas carreiras
jurídicas de maior excelência. Já estão confirmadas para os dias 13,
20, 27 de junho de 2008, às 19h00, na Sede da Educafro, as reuniões
com os interessados em participar do curso. As aulas ocorrerão na Faculdade
de Direito da USP, no Largo São Francisco. Além de militantes que sonham
com a transformação social e aplicam o Direito em causas de inclusão,
todos nós temos que nos dedicar cada vez mais ao estudo e às exigências
colocadas pelo mercado de trabalho. Por isso mesmo, o primeiro módulo
tratará de assuntos ligados a técnicas de estudos. Se fortalecermos
nossa qualificação, teremos mais condições de lutar pelos direitos do
povo. Além de propiciar uma maneira alternativa de enxergar o Direito,
a parceria pretende abranger a importante missão da formação técnica
processual de nossos estudantes, sem perder de vista a formação de uma
consciência crítica e política, com conteúdo que preencha lacunas deixadas
pelas universidades, tanto na formação técnica, como em Direitos Humanos.
Portanto, você estudante ou já graduado no curso de Direito, compareça!
São apenas 45 vagas, que serão preenchidas de acordo com critérios de
seleção internos.
09/06/2008
Desenvolvimento Pessoal e Profissional" será tema de Encontro
de Mulheres Negras
Não perca! No próximo sábado dia 14 de junho, às 14h, na Sede, o Núcleo
de Mulheres Negras irá pautar o tema: " Desenvolvimento Pessoal e Profissional",
a Psicóloga Reimy Solange Chagas, consultora da RC3, fará a abordagem
na qual apresentará os fatores pessoais que os indivíduos desconhecem,
mas que influenciam na procura e manutenção do emprego ou trabalho,
tais como um planejamento de vida, autoconhecimento para um bom marketing
pessoal, stress ocupacional, assédio moral e outros. Atenção!
Os núcleos ainda estão encaminhando seus alunos de forma muito tímida.
A coordenação da Educafro irá avaliar os núcleos com maior participação!
02/06/2008
Militância virtual: VAMOS PRESSIONAR OS DEPUTADOS!
A Educafro convoca toda a militância para participar do ato cidadão
que pode beneficiar todo o povo negro. Precisamos direcionar forças
para Brasília nos próximos dias, com a finalidade de aprovarmos o Estatuto
da Igualdade Racial e o PL 73/99 (que institui reserva de vagas nas
universidades federais para alunos egressos da rede pública, negros
e indígenas). Na ultima semana, o nosso irmão Thiago Thobias esteve
em Brasília, atendendo pedido da Educafro, articulando vários contatos!
A discussão desses projetos entrou novamente na pauta devido à forte
pressão popular, inclusive às manifestações do último dia 13 de maio.
Devemos mandar todos os dias e-mails para os deputados, senadores e
ministros, solicitando a eles total empenho para a aprovação do Estatuto
e do PL 73/99.
Seguem os contatos dos deputados que fazem parte da Comissão Especial
que está coordena as discussões:
dep.dalvafi gueiredo@ camara.gov.br; dep.evandromilhomen@camara.gov.br;
dep.joaoalmeida@camara.gov.br; dep.jusmarioliveira@camara. gov.br; dep.tonhamagalhaes@camara.gov.br;
dep.veloso@camara.gov.br; dep.joselinhares@camara.gov.br; dep.paulohenriquelustosa@
camara.gov.br;dep.ronaldocaiado@camara.gov.br; dep.antonioroberto@camara.gov.br;
dep.eduardobarbosa@camara.gov.br; dep.gilmarmachado@ camara.gov.br;
dep.leonardoquintao@camara.gov.br; dep.miguelmartini@camara.gov.br;dep.damiaofeliciano@camara.
gov.br; dep.paulorubemsantiago@camara.gov.br; dep.raulrauljungmann@camara.gov.br;
dep.abelardolupion@camara.gov. br; dep.dr.rosinha@camara.gov.br; dep.andreiazito@camara.gov.br;
dep.carlossantana@camara.gov.br; dep.dr.adilsonsoares@ camara.gov.br;
dep.edmilsonvalentim@camara.gov.br; dep.felipebornier@camara.gov.br;
dep.pastormanoelferreira@camara. gov.br; dep.pauloroberto@camara.gov.br;
dep.gervasiosilva@camaraA?.gov.br; dep.guilhermecampos@camara.gov.br;
dep.janeterochapieta@ camara.gov.br;dep.vicentinho@camara.gov.br.
A Educafro disponibilizará alguns esses e outros contatos no site
(www.educafro.org.br). Exerça sua cidadania. Acesse o site da Câmara
dos Deputados e envie mensagem a todos deputados e também aos líderes
partidários do Governo e da Oposição.
20/05/2008
Povo negro pressiona e congresso decide votar projeto de Cotas
Após grande articulação da Educafro, movimentos Sociais, ONG´s, setores da academia, sindicatos, igrejas, estudantes, intelectuais, artistas e associações populares, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu o Manifesto em Defesa da Justiça e da Constitucionalidade das Cotas. O Documento foi assinado por personalidades tais como as atrizes Taís Araújo e Zezé Mota, os atores Lázaro Ramos, Wagner Moura e Paulo Betti a cantora Margareth Menezes, o rapper MV Bill, o arquiteto Oscar Niemeyer, o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, além de Frei David, Frei Valnei, diversos professores e pesquisadores universitários, advogados, juízes, jornalistas e mais de 700 lideranças. A pressão continuou durante Audiência com o presidente do STF, realizada no próprio dia 13 de Maio. Antes do encontro com o ministro Gilmar Mendes, o grupo portador do manifesto foi recebido pelo ministro Joaquim Barbosa. "Nós estamos aqui confiantes de que o Supremo Tribunal Federal está empenhado na construção de um Brasil melhor", disse frei David Santos, que participou da redação do documento. "Para nós é lamentável que 97% do A?povo afro-brasileiro jamais tenha chegado à universidade. É inaceitável que menos de 1% dos professores das universidades públicas sejam afro-descendentes", ressaltou. Segundo ele, o sistema de cotas é o primeiro passo rumo à construção de uma sociedade justa. "Estamos combatendo o racismo", completou. Em abril, 113 personalidades entregaram ao STF um documento contrário às cotas. O documento demonstra o receio das elites quanto ao sistema de cotas e segue a linha política defendida pela Rede Globo, Revista Veja e segmentos reacionários, que se declaram anti-racistas, mas na verdade trabalham diuturnamente contra as ações afirmativas e defendem manutenção de privilégios. Ao mesmo tempo em que essas articulações aconteciam em Brasília, em todo o Brasil pipocavam manifestações e atos de protesto, com destaque para a ocupação do Aeroporto de Congonhas por militantes da Educafro, em São Paulo. Foi sob o contexto de pressão social que os deputados federais não resistiram e cederam. Em reunião das lideranças partidárias da Câmara Federal, ocorrida na tarde do dia 15/05, resolveram por "desengavetar" o PL de Cotas (73/99). Eis a primeira grande vitória: a Lei de Cotas poderá, a partir de agora, ser votado a qualquer momento!! A Educafro manterá, a partir de segunda-feira, 2 militantes em período integral em Brasília. A tarefa consistirá em construir relações políticas entre os parlamentares e demais movimentos, com o objetivo de garantir o apoio da maioria no momento decisivo da votação. Fiquem atentos e preparem as malas. Assim que a data da votação de nosso projeto de cotas for confirmada, colocaremos nosso povo na estrada e acompanharemos de perto esse momento histórico.Vida longa à militância revolucionária da Educafro !!! Leia na íntegra o ManiA?festo a favor das cotas e faça sua adesão no site: www.manifestopelascotas.net.
20/05/2008
Por que as cotas incomodam tanto as elites?
As atividades públicas organizadas durante o mês de maio pelos núcleos
da Educafro em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Santa Catarina, Brasília
e tantas outras localidades reafirmaram diante da sociedade que, nós
da Educafro, não nos contentamos apenas com a articulação política,
com a proposta de ações afirmativas e políticas públicas educacionais.
É necessário ocupar as ruas, as universidades, a mídia... e por que
não os espaços públicos símbolos do poder econômico, como ocorreu no
belíssimo ato dia 13 de maio no aeroporto de Congonhas? Em uma visita
à Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, descobrimos que não estamos
sós na luta por cotas e inclusão racial. Na página do movimento na internet,
encontramos lições históricas: "Para falar sobre a trajetória do MST
é preciso falar da história da concentração fundiária que marca o Brasil
desde 1500. Por conta disso, aconteceram diversas formas de resistência
como os Quilombos, Canudos, as Ligas Camponesas, as lutas de Trombas
e Formoso, a Guerrilha do Araguaia, entre muitas outras. Em seu último
Congresso nacional, em 2007, o MST apresentou entre seus compromissos:
articular com todos os setores sociais e suas formas de organização
para construir um projeto popular que enfrente o neoliberalismo, o imperialismo
e as causas estruturais dos problemas que afetam o povo brasileiro e
defender os nA?ossos direitos contra qualquer política que tente retirar
direitos já conquistados". O grande aprendizado é esse: a nossa luta
não é apenas por cotas, bolsas, educação ou emprego! A nossa luta é
maior: queremos transformação social! Nossa meta é empoderar o nosso
povo, reparar as injustiças cometidas pela escravidão, pela Igreja,
pelo latifúndio, pelo mercado de trabalho, pelo racismo e subverter
a lógica imposta pelos meios de comunicação de que cada um deve lutar
sozinho pelo seu próprio espaço. Por que as cotas incomodam tanto as
elites? Por que mexem com o tesouro sagrado do Capitalismo: a concentração
de poder e renda! Juntos, somos mais fortes! Axé!
20/05/2008
Leci Brandão faz cobranças a bolsistas que abandonam a luta
No último dia 26 de abril, a Educafro realizou um debate para refletir
se o acesso à universidade garante ou não a transformação social. O
encontro entre estudantes, professores e militantes de movimentos sociais
aconteceu na Zona Leste de São Paulo e teve como convidados especiais
a cantora, compositora e militante Leci Brandão, o professor Waldemar
Milanez, da Universidade São Francisco e Tatiana Oliveira, do MST. Mais
de mil estudantes participaram do encontro, que teve duração de mais
de três horas. Leci Brandão disse que "a mulher negra e pobre não pode
se curvar aos desmandos do patrão. É preciso coragem para estudar e
mudar a realidade social". Leci ainda cobrou um maior comprometimento
dos alunos bolsistas. "Os estudantes que conquistam uma bolsa e abandonam
a luta devem repensar essa atA?itude. Precisamos lutar para que outros
irmãos consigam entrar na universidade". Tatiana Oliveira lembrou do
ato-conjunto que resultou na ocupação da Faculdade de Direito da USP
em agosto do ano passado. "O simples fato de todas aquelas pessoas estarem
reunidas ali, reivindicando seus direitos, foi suficiente para demonstrar
a nossa força de mobilização e desencadear aquela ação truculenta da
Polícia". A estudante de Direito Denise Martins, 32, é bolsista e acredita
que os entraves para a transformação social muitas vezes estão dentro
de casa."Pelo fato de eu me enquadrar na tríade 'mulher-pobre-negra',
a minha família acha que não vale a pena apoiar, pois as portas do mercado
de trabalho estarão sempre fechadas para mim, mesmo que eu consiga um
diploma de nível superior. Precisamos, antes de tudo, eliminar essa
visão preconceituosa e pessimista", desabafa. O professor Waldemar Milanez
defende uma mudança radical na maneira de se produzir e absorver o conhecimento.
"A transformação social só será possível se o cidadão, ao entrar na
universidade, não se esquecer de que é pobre, mulher ou negro".
20/05/2008
Educafro é homenageada na OAB-SP
O diretor executivo da Educafro, Frei Valnei Bruneto, recebeu uma homenagem
no dia 13 de maio de 2008. Em sessão solene realizada na sede da Ordem
dos Advogados do Brasil, em São Paulo, Frei Valnei dedicou a menção
honrosa do prêmio "Luta pela Igualdade Racial" a todos os militantes
e colaboradores da Educafro. "Esse reconhecimento é resultado do trabalho
coletivo e incansável de milhares de pessoas A?que se doam inteiramente
ao ideal de construção de um mundo livre do preconceito e da discriminação
étnica". Diversas personalidades e entidades que se destacam na luta
pela promoção da igualdade racial receberam o prêmio. Frei Valnei esteve
acompanhado pelos militantes da Sede Nacional Nádia, Bueno, Paulo, Thayan
e Everton. A atividade fez parte da celebração dos 120 anos da assinatura
da Lei Áurea.
15/05/2008
Aeroporto de Congonhas: juventude negra e pobre protesta de forma
ousada contra o racismo!
Veja algumas notícias sobre o ato da Educafro
em 13 de maio de 2008. Ninguém cala a nossa voz!
1 - Reportagens da TV Globo destacam a força do nosso protesto nas ruas!
- Bom dia São Paulo
- Jornal Nacional
- Matéria do site Agência Brasil relata algumas reivindicações do povo
organizado
- O Portal G1 foi o primeiro a anunciar o ato em Congonhas, às 19:00h
do dia 13/05
2 - Um dia antes, Agência Estado e UOL entrevistaram a coordenação da
Educafro
- Agência Estado
- Agencia UOL
Clique aqui para ver as fotos.
Valeu guerreiros e guerreiras!!!
Mais notícias, vídeos e relatos no INFO-Educafro... em breve!
12/05/2008
Educafro prepara ato surpresa para os "120 Anos da Abolição Não-Conclusa"
Movimento realizará um ato pacífico num espaço público próximo à
região central de grande circulação de pessoas e de enorme importância
econômica e estratégica
No próximo dia 13 de maio, viveremos um momento histórico. Em todas
as regiões do país, milhões de brasileiros sairão às ruas para protestar
em razão dos "120 Anos da Abolição Não-Conclusa". Em São Paulo, a
Educafro –Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes– realizará
um ato pacífico surpresa, que contará com a presença de, pelo menos,
1300 pessoas. A intervenção será realizada num espaço público de grande
circulação de pessoas e de enorme importância econômica e esA?tratégica.
A concentração será no Largo São Francisco, no centro de São Paulo,
a partir das 16 horas. Em seguida, será feito o deslocamento até o local
escolhido. "É hora de mandar o racismo, o preconceito e a discriminação
para longe..." será o tema do ato.
A Educafro é uma rede de cursinhos pré-vestibulares comunitários. Nossa
luta está fundamentada no combate ao racismo e na defesa dos Direitos
Humanos. Os dramas pessoais vividos pelos nossos alunos indicam que
a cor da pele, a textura do cabelo e os traços fenotípicos são base
para um racismo sofisticado. No Brasil, ele opera de maneira sistematizada:
negando a existência de raça e, ao mesmo tempo, usando-a como arma de
dominação econômica, política e cultural.
No espaço público escolhido para o ato surpresa é grande a circulação
de empresários, professores universitários, políticos e executivos.
Esse público terá a oportunidade de vivenciar, durante o protesto, os
diferentes aspectos da cultura afro-brasileira, através de manifestações
artísticas, como capoeira, canto e dança afro. Simultaneamente, o grupo
fará denúncia do racismo existente no país e suas conseqüências nos
indicadores sociais, discriminação às religiões de matriz africana e
a negação do acesso à universidade pública.
Acontecerão manifestações descentralizadas nas regionais da Educafro
do interior de São Paulo, Baixada Santista, e nos estados do Rio de
Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. A presença do povo nas ruas
faz-se necessária diante dos assuntos que têm norteado o noticiário
nos últimos dias. Está em tramitação, na Câmara de Deputados, o Estatuto
da Igualdade Racial (já aprovado no Senado) e a Lei das Cotas, que prevê
a reserva de vagas nas universidades públicas, de acordo com a proporcionalidade
étnico-racial de cada estado brasileiro.
Passados 120 anos da abolição oficial da escravidão, as seqüelas deixadas
pelos crimes cometidos contra os negros continuam visíveis a olho A?nu.
Douglas Belchior, coordenador político da Educafro afirma que "as divisões
perigosas impostas pelo racismo institucional, que desqualifica
os negros no mercado de trabalho, na universidade pública e no acesso
à justiça é uma realidade inquestionável. Os elementos fundamentais
do debate teórico, acerca da necessidade de reparações dirigidas a população
negra há muito se esgotou. A questão agora é política, não teórica".
10/05/2008
"Educafro e Movimento sociais levam manifesto de apoio às cotas
à Brasilia - leia na integra!"
"Leia o manifesto a favor das cotas na íntegra"
MANIFESTO
EM DEFESA DA JUSTIÇA E CONSTITUCIONALIDADE DAS COTAS
07/05/2008
Manifesto de Luta pela garantia dos direitos das comunidades
remanescentes de quilombos
As entidades abaixo assinadas vêm a público alertar para o risco de
retrocesso na garantia dos direitos das comunidades quilombolas. Após
serem alvo de intensos ataques veiculados pela imprensa que questionou
a legitimidade de seus direitos e sua luta, os/as quilombolas correm
o risco de terem seus direitos territoriais cerceados por meio da aprovação
de nova instrução normativa que altera o texto da Instrução Normativa
20/2005 do Incra, que estabelece o procedimento administrativo para
identificação e A? titulação dos territórios quilombolas.
A justificativa dada pelo governo para a modificação da instrução vigente
baseia-se na necessidade de evitar que iniciativas em curso, junto ao
Judiciário e ao Congresso Nacional, suspendam ou anulem o Decreto 4.887/2003
que regulamentou o processo administrativo de reconhecimento dos direitos
territoriais previstos no Art. 68 do ADCT da Constituição Federal.
A proposta de nova instrução elaborada pelo governo regride em relação
ao estabelecido na IN Incra 20/2005 quanto às concepções sobre identidade
quilombola e conceito de território, aos mecanismos para concertação
de interesses de Estado e à solução de conflitos que se sobreponham
aos territórios quilombolas, à efetividade e celeridade processuais
para obtenção do título de propriedade.
Discordamos que a solução para enfrentar as ameaças em curso seja retroceder
na garantia de direitos por meio da alteração da instrução normativa
do Incra. Na defesa das normas vigentes, temos recentes decisões do
Judiciário que reconhecem a auto-aplicabilidade do artigo 68 do ADCT
da Constituição Federal e a constitucionalidade do Decreto 4.887/2003.
Preocupado em cumprir a determinação de consulta prévia estabelecida
pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre
Povos Indígenas e Tribais, o governo federal convocou uma consulta aos
quilombolas entre os dias 15 a 17 de abril, em Luziânia, Goiás, para
discutir a nova norma.
Mesmo discordando do conteúdo proposto para a nova instrução e do procedimento
pouco democrático de sua elaboração que não envolveu a sociedade, os
quilombolas por meio da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades
Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) aceitaram participar de consulta.
Cerca de 250 quilombolas e 12 assessorias participaram do encontro,
reafirmando o caráter deliberativo do evento e apresentando propostas
concretas para a nova instrução normativa.
Ressaltamos que a CoA?nvenção 169 da OIT determina no seu Art. 6º(2)
que: "a consulta deverá ser efetuadas com boa fé e de maneira apropriada
às circunstâncias, com o objetivo de se chegar a um acordo e conseguir
o consentimento acerca das medidas propostas". No entanto, foram poucos
os dispositivos consensuados entre governo e quilombolas.
A maioria das propostas de alteração da atual IN Incra 20/2005 sugeridas
pelo governo não obtiveram o consentimento dos quilombolas. Por outro
lado, as mais importantes propostas dos quilombolas não foram acatadas
tais como: a não obrigatoriedade da certidão da Fundação Cultural Palmares
para início do processo de titulação e a adequação dos quesitos do relatório
destinado a identificar o território a ser titulado.
De acordo com o governo, as propostas de alteração não consensuadas
na consulta, serão analisadas pessoalmente pelo Presidente da República
e os Ministros das pastas afins. Neste sentido, as organizações abaixo
assinadas vêm a público reivindicar que as propostas apresentadas pelos
quilombolas sejam realmente consideradas, e mais, aprovadas pelo governo
federal.
A não observância, pelo governo brasileiro, dos requisitos de validade
da consulta estabelecidos pela Convenção 169 da OIT – chegar a um acordo
e conseguir o consentimento acerca das medidas propostas – colocará
em risco a validade da própria consulta bem como dos resultados que
objetivava produzir.
6 de maio de 2008.
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG)
Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte / Paraná
Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR
-Ba)
Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAÍ )
Centro de Cultura Luiz Freire
Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (CEDEFES)
Centro de Cultura Luiz Freire
Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN-MA)
Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae (CA?EPIS)
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA)
Centro de Estudos Bíblicos no Rio Grande do Sul (CEBI-RS)
Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (COHRE)
Centro pela Justiça e Direito Internacional (CEJIL)
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Comissão Pastoral da Terra - Regional Maranhão
Comissão Pastoral da Terra Norte Minas
Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP)
Conselho Nacional de Iyálórisás, Egbomys e Ekedys Negras
Coordenação Continental do Grito dos Excluídos/as
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE)
Educafro
Dignitatis
Instituto Socioambiental (ISA)
Instituto de Assessoria as Comunidades Remanescentes de Quilombo (IACOREQ)
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
Instituto Terramar
Justiça Global
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE)
Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará
Fórum Estadual de Mulheres Negras/RJ
Fórum de Mulheres Negras do Estado de São Paulo
Grupo Ação, Mobilização e Desenvolvimento - ABAKÊ
Grupo de Estudos Rurais e Urbanos/PPGCS/UFMA
Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
Grupo de Trabalho sobre Regularização de Territórios Quilombolas em
Minas Gerais
GT Combate ao Racismo Ambiental
GT Ambiente AGB-Rio e AGB- Niterói /Associação dos Geógrafos Brasileiros
RJ
Koinonia Presença Ecumênica e Serviço
Movimento Negro Unificado - Seção do Rio Grande do Sul
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Observatório Negro-Recife/PE.
ORIASHÉ - Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra/SP
Organização Consciência Negra do Maranhão (CNEGRA)
Rede de Integração Verde
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Relatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
Terra de Direitos
07/05/2008
Brevíssima nota sobre a constitucionalidade da reserva de cotas
para o ingresso de negros na Universidade!
Fábio Konder Comparato
O sistema constitucional brasileiro não compreende apenas o princípio
da igualdade formal ou isonomia, mas também o da igualdade substancial
de condições de vida. Os pressupostos de fato na aplicação de um e outro
desses princípios fundamentais são, como se sabe, opostos. Assim, enquanto
a isonomia ou igualdade perante a lei supõe, para ser aplicada, a inexistência
de desigualdades e diferenças relevantes de condição de vida entre pessoas
ou grupos sociais, a igualdade aplica-se, exatamente, quando existem
tais desigualdades ou diferenças.
Convém distinguir a desigualdade da diferença. A primeira é criada no
curso da vida social, e estabelece uma relação de superior a inferior,
no tocante a respeito ao respeito à dignidade humana. Ela é, portanto,
rigorosamente imoral e inconstitucional. Já as diferenças dizem respeito
à condição biológica das pessoas (a diferença de gênero, por exemplo),
ou ao seu patrimônio cultural, como no caso das comunidades étnicas
ou religiosas. As diferenças, assim caracterizadas, devem ser respeitadas
e protegidas, como formas de expressão da dignidade humana.
Temos, pois, que o pressuposto da isonomia é uma igualdade de fato a
ser respeitada, ao passo que o objetivo a princípio da igualdade substancial
de condições de vida é a eliminação das desigualdades existentes, a
ser efetivada por meio de políticas públicas ou programas de ação estatal.
Essa duplicidade de regimes jurídicos correspA?onde, na verdade, à distinção
feita por Aristóteles, no livro V da Ética a Nicômaco, entre justiça
comutativa ou contratual e justiça distributiva ou proporcional.
Na Constituição Federal de 1988, o princípio da igualdade substancial
é enunciado no art. 3º,inciso III, verbis.
"Constituem objetivos fundamentais de República Federativa do Brasil:
III- erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades
sociais e regionais." A própria Constituição desenvolve esse princípio
no sistema de direitos econômicos, sociais e culturais, mencionados
no art. 6º e explicado no título de ordem econômica social. Com efeito,
os direitos econômicos, sociais e culturais têm como titulares os grupos
sociais carentes ou desfavorecidos, e visam justamente a eliminação
dessas desigualdades.
Temos,assim, que todo o direito do trabalho, cujas normas fundamentais
acham-se inscritas nos arts. 7º e seguintes, representa uma aplicação
do princípio inscrito no art. 3º - III, da superação das desigualdades
e condições básicas de vida; no caso, uma compensação da chamada hipossuficiência
dos trabalhadores diante dos empresários. Aliás,até mesmo dentro do
direito do trabalho, a Constituição estabelece uma proteção especial
de certos trabalhadores, como se vê pela soma do art,7º - XX: proteção
do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos.
Outras disposições constitucionais referentes ao princípio da igualdade
substancial de condições de vida devem ser referidas, como, por exemplo:
1) Usucapião privilegiados de pequena áreas urbanas e rurais
(arts. 183 e 191).
2) Tratamento favorecido e diferenciado às empresas de pequeno
porte (arts. 170 - IX e 179).
3) Apoio e estímulo ao cooperativismo(art. 174 , 2º e 4º)
4) A garantia de um salário mínimo de benefício mensal á pessoa
portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuirA? meios
de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família (art.203
- V).
5) Prioridade absoluta dos direitas da criança e do adolescente,
quando em concorrências em direito de outras pessoas (art. 227).
Em todas essas disposições constitucionais, como se vê, objetiva-se
em proteger o mais fraco ou o mais pobre, mediante a outorga de direitos
especiais.Trata-se, sempre, de aplicar o princípio geral da busca de
uma igualdade de condições básicas de vida, objetivando a constrição
de uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º - I).
Insista-se no fato de que entre o princípio da igualdade formal e o
da igualdade substancial não existe o menor atrito ou incompatibilidade,
exatamente porque os seus pressupostos de aplicação são diversos. É
mesmo possível que a isonomia venha corrigir algum excesso ou abuso
na aplicação do princípio da igualdade substancial. Por exemplo, quando
se estabelece uma distinção descabida entre titulares do mesmo direito
social ou econômico.
Em conclusão, afirmo que a idéia de se criar um sistema de favorecimento
especial aos negros para o acesso à universidade enquadra-se, perfeitamente,
no sistema constitucional brasileiro, que contempla o princípio da busca
de uma erradicação da pobreza e da marginalização social. A eventual
inconstitucionalidade poderá advir, tão só, de uma imperfeita ou abusiva
formulação da regra, no caso concreto.
Fábio Konder Comparato é
Doutor honoris causa da Universidade de Coimbra, Doutor em Direito da
Universidade de Paris, professor titular aposentado da Faculdade de
Direito da USP. É autor, entre outras obras, de "Ética - Direito, Moral
e Religião no Mundo Moderno" e A afirmação
Histórica dos Direitos Humanos"
05/05/2008
13 de maio: ato da Educafro vai bombar!
Está tudo certo: a estratégia de mobilização para a nossa manifestação
pública de 13 de maio está indo a todo vapor! A organização do ato e
as tarefas de cada coordenador foram delineadas na última sexta-feira,
na Sede. Veja alguns encaminhamentos importantes, para repassar aos
militantes de seu núcleo, aos professores, bolsistas, solidários e familiares:
A concentração está confirmada para o Largo São Francisco, em frente
a Faculdade de Direito da USP, a partir das 16 horas do dia 13. Quem
puder chegar ao ato após às 16 horas, deve fazer o máximo para chegar
o quanto antes. Todos devem ter certeza que mesmo atrasado, deverá vir
para o centro da cidade a fim de participar da manifestação. O horário
previsto para término é entre 21 e 22 horas. Mas a grande ação surpresa
acontecerá antes disso !
Cada núcleo deve providenciar faixas e cartazes, com muita criatividade,
abordando os assuntos focados na manifestação:
a) Cotas para negros e pobres nas universidades públicas principalmente
USP e UNESP e o sucesso daquelas que já adotam cotas);
b) Inclusão de negros e mulheres no mercado de trabalho;
c) Denúncia do racismo no Brasil;
d) Denúncia das outras formas de discriminação na sociedade (pobres
da rede pública, nordestinos, sem-terra, GLBTT, trabalhadores em geral);
e) Pautar os programas de governo de todos os partidos com as questões
étnico-raciais, visando colocar propostas de ações afirmativas em todas
as esferas do executivo e legislativo municipais;
Alguns advogados e advogadas solidários(as) estarão acompanhando o ato
para dar tranquilidade aos participantes, se houver alguma intervenção
externa.
Na mística do ato principA?al serão valorizados componentes da cultura
afro, bem como alguns toques ecumênicos com participação de freis franciscanos,
pastores evangélicos, pais de santo, mães de santo e líderes de outras
igrejas; Estaremos todos com a camiseta da Educafro, ou com roupas das
cores vermelha, verde, amarelo e trajes típicos africanos;
Nesse ato não usaremos bexigas e nem apitos, pois estes dão um tom de
comemoração. A presença do núcleo deve ser combinada, com bastante animação
e consciência sobre o significato do dia 13 de Maio. A próxima reunião
de coordenadores (sexta-feira 09/05, às 19 horas) será dedicada aos
últimos preparativos do ato. Cada núcleo deve trazer suas contribuições
e estimativa de número de participantes.
Zumbi e Dandara estão do nosso lado! A força do nosso grito irá se ouvir
bem longe.
Chegou a hora de pretos e pobres decolarem, com inclusão e educação!
29/04/2008
Presença na posse do Procurador-Geral de São Paulo
Mais uma vez, a Educafro marcou presença em um importante evento para
o Estado de São Paulo, que foi a posse do novo Procurador Geral do Ministério
Público
do Estado Fernando Grella Vieira. A cerimônia ocorreu no dia 24 deste
mês, no salão nobre da USP, no Largo São Francisco. A Educafro esteve
representada por seu Diretor-Executivo, Frei Valnei Brunetto, sua mãe,
dona Líria Brunetto, juntamente com a assessora voluntária de Ciências
Sociais e Antropologia da Educafro, Edilene Pereira. Frei Valnei ainda
contou com a assessoria de Eduardo Pereira e Zilá Ferreira, do Setor
de Políticas Públicas da Educafro. O momento mA?arcante da noite foi
quando Frei Valnei Brunetto entregou nas mãos do novo Procurador Geral
do MP, uma carta oficial com a "cobrança" da entidade e solicitou “um
tratamento especial no sentido de que o MP assuma de fato a causa do
povo negro e pobre de São Paulo”. Deixamos claro que esse é o papel
da Educafro: cobrar as instâncias competentes para que o sonho de uma
sociedade justa e igualitária possa de fato se tornar uma realidade
plausível aos olhos de todos os homens e mulheres. Os jovens que participavam
do encontro de Acolhida na Sede Nacional da Educafro na mesma data tiveram
a oportunidade de participar de seu primeiro ato cidadão como militante.
Todos eles aceitaram o convite feito pela coordenação e também assistiram
à cerimônia. Parabéns ao Procurador-Geral! Esperamos muito do seu mandato!
19/04/2008
USP continua "cega" diante das questões étnicas
Em dois anos de implementação,
nenhum dos objetivos do Inclusp – Programa de Inclusão da USP, foi alcançado:
não atraiu e não aprovou mais alunos da rede pública. Pior: o percentual
de estudantes de escolas públicas na primeira convocação da Fuvest diminuiu.
Em 2007, eram 26,1%. Em 2008, caiu para 25,3%. Como o programa não contempla
recorte sócio-econômico e étnico, o fracasso foi absoluto no que diz
respeito à inserção de pobres e negros. Agora, como resposta ao constrangedor
fracasso, a Reitoria da USP lança em toda imprensa nacional a informação
de que ampliará o bônus para estudantes de escolas públicas, que poderá,
segundo a USP, chegar a 12% de acréscimo em cada uma das fases da Fuvest.
O enfoque trabalhado por toda a mídia, destaca a idéia de que a bonificação
oferecida pela Instituição se ampliará de 3% para 12%. Pura falácia:
Em A?primeiro lugar há de se questionar qual o objetivo desta nova ação.
Se o objetivo for democratizar o acesso, é preciso desconsiderar a proposta
por completo, uma vez que mesmo as projeções mais otimistas, levando
em conta a nova proposta, alterariam significativamente a estrutura
de segregação histórica desta Instituição. Dos prometidos 12% de acréscimo
aos estudantes de escolas públicas, 3% são do atual modelo do Inclusp.
Mesmo diante da prova de seu fracasso; Outros 3% destes 12% profetizados
vêm através dos resultados de uma prova específica à rede pública, batizada
de "Programa de Avaliação Seriada" – PAS. Questionado sobre o tema,
o coordenador político da Educafro, Douglas Belchior afirma: "Ora,
como é possível um programa de avaliação seriada que não se esgota nele
mesmo? Se a avaliação final ainda depende de outros processos, inclusive
da própria prova da Fuvest, a avaliação não é seriada. Ademais, o estudante
alcançaria os 3%, segundo a proposta, apenas se gabaritar a prova, ou
seja, se acertar 100% da prova! Os demais 6% possíveis seriam fruto
do rendimento do estudante na prova do ENEM. E mais uma vez os prometidos
6% só serão alcançados por aqueles que "gabaritarem" a prova do Enem,
além de alcançar nota máxima também em redação."A má-fe da USP
está em apresentar como novidade algo que não é novo. O ENEM já é usado
como pontuação do vestibular e é dirigido a todos os estudantes, independente
de ser escola pública ou não. O que há de novo nesse processo? Apenas
a tal da Avaliação Seriada, que possibilita até 3% de bônus na hipótese
de acerto integral na prova, sem recorte étnico ou social. Douglas Belchior
conclui: "A Educafro mantém sua postura de defesa radical de defesa
de ações afirmativas concretas na USP. Por isso exigimos a imediata
implementação de Cotas para pobres de escolas públicas e negros na USP,
sendo que para estes caibam uma reserva de vagas proporcional a sua
presença populacional no estado, 31%."
| Está provada
a capacidade dos estudantes de escola pública! A jornalista Renata Cafardo, do jornal Estadão, publicou uma matéria sobre os primeiros resultados do desempenho acadêmico dos jovens beneficiados pelo Inclusp em 2007. Os estudantes de escolas públicas obtveram melhor (ou igual) desempenho em cursos como Medicina, Direito, Enfermagem, Engenharia Mecânica, Arquitetura. "No primeiro ano de curso na USP, os calouros que vieram de escolas públicas tiveram média 6,3 e o restante, 6,2. Em alguns cursos, a diferença passa dos 2 pontos, com desvantagem para quem cursou escola particular. Esse tipo de resultado se repete em outras universidades que implementaram políticas afirmativas." Afirma Cafardo em blog http://blog.estadao.com.br/blog/renata . No Rio de Janeiro, pesquisas comprovam que, ao contrário do que temiam os adversários do sistema de cotas, o nível acadêmico das universidades não caiu. Nos cinco anos de vigência da lei de cotas no estado, o desempenho dos alunos cotistas superou o rendimento médio dos demais universitários. Um estudo com base em dados da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), revelou que estudantes negros tiveram coeficiente de rendimento (CR) médio 6,41, superado apenas pelos cotistas vindos da rede pública (6,56). Os alunos que ingressaram pelo vestibular sem reserva de vaga obtiveram CR médio 6,37. A pesquisa constatou que os estudantes cotistas entram nas universidades em desvantagem em relação aos colegas, porém, no decorrer do curso, eles se empenham mais e conseguem igualar e até superar os não-cotistas. Outro dado apontado no estudo confirma a dedicação dos cotistas para conseguir o diploma. Entre os negros, o percentual de alunos que abandonam o curso é de 12,99%, enquanto entre os não-cotistas a taxa de evasão sobe para 16,97%. O índA?ice é ainda menor (9,66%) entre os alunos oriundos de escolas da rede pública e os portadores de deficiência e indígenas (8,47%). A Universidade Federal da Bahia (UFBA) conclui em 2006, a avaliação de desempenho do primeiro grupo de estudantes que ingressou na Universidade pelo Programa de Ações Afirmativas. Os dados revelam que, em 56% dos cursos, os cotistas obtiveram coeficiente de rendimento igual ou melhor aos não-cotistas. Mesmo que as clarividências provem o contrário, muitos demagogos continuam insistindo em negar a eficiência das ações afirmativas. Qualquer indivíduo bem esclarecido sabe que contra fatos, não há argumentos. Na USP, Unicamp, UERJ, UFBA, Unifesp e várias outras universidades o desempenho acadêmico dos beneficiados por ações afirmativas é igual ou melhor aos demais. O mais importante é que no vestibular, as notas desse grupo são bem menores. Está quebrado o mito (criado pelos contrários às cotas) de que haveria queda na qualidade do ensino! Dar uma oportunidade aos jovens da periferia é determinante para os mesmos provarem suas capacidades! |
19/04/2008
13 de Maio: A prova da luta do povo negro Brasileiro
1971. Tempos de ditadura no Brasil. A partir de Porto Alegre-RS, e daí para todo o Brasil, o movimento negro retomaria sua trajetória de participação política. Naquele 20 de Novembro as ruas seriam "empretecidas" e a calmaria rompida por gritos de denúncia ao racismo e por melhores condições de vida da população negra brasileira.
1978, ainda na ditatura militar, se consolidaria o MNU – Movimento Negro Unificado, a partir de um grande ato público realizado nas escadarias do Teatro Municipal, em São Paulo. Em novembro do mesmo ano, A?na cidade de Salvador, Bahia, este mesmo Movimento Negro Unificado, composto por uma infinidade de entidades e grupos, cada um com sua especificidades e bandeiras, em Assembléia Nacional, decidiriam pela transformação do 20 de novembro em Dia Nacional da Consciência Negra, e transformariam o 13 de maio em Dia Nacional de Denúncia e Protesto contra o Racismo. Zumbi seria apresentado como herói nacional e o "13 de Maio" como a farsa da abolição. Inicia-se nesse momento, um novo movimento negro, combativo, reivindicativo, progressista e comprometido com questões sociais amplas. Mais de 37 anos se passaram desde o pontapé inicial em RS. 30 anos se passaram desde a reanimação das lutas negras em São Paulo.

A ditadura militar caiu. A ditadura democrática instituiu-se. E a ditadura racista permaneceu.
O Movimento Negro cresceu, alcançou conquistas e consolidou mudanças em nossa cultura de luta. A reivindicação do dia 13 de Maio como Dia Nacional de Luta contra o Racismo é uma dessas vitórias. Hoje, a idéia da consagração da Princesa Isabel como "libertadora" dos escravos soa "piada de mau gosto". Neste ano de 2008 o simbolismo é ainda maior. Serão completos 120 anos desde a oficialização do fim da escravidão. Nossa população, "africanos em diáspora", segundo Abdias do Nascimento, permanece alijada de direitos sociais, vitimadas pelo preconceito e pelo racismo, além de se constituir no grupo que mais sofre mais sofre com as contradições da sociedade capitalista e neoliberal deste País. Mas, acima de tudo nosso povo afro descendente permanece em estado de ação, sonhador e com sede de protagonismo. Neste aniversário da "NÃO- LIBERDADE", nosso grito vai soar e de punhos cerrados seguiremos em luta.
Diante das várias frentes de luta por ações afirmativas nas universidades, inclusão social, oportunidades, valorização da cultura afro e inserção no mercado de trabalho, a Educafro convoca todA?a a militância para o grande Ato do dia 13 de Maio. A nossa CONCENTRAÇÃO será no Largo São Francisco, em frente a Faculdade de Direito, no Centro de São Paulo, dia 13 de Maio, terça-feira, à partir das 16 horas. Contamos com a presença de todos, para juntos, alimentarmos a tradição de luta do povo negro brasileiro! Axé!!!
17/04/2008
Ação Afirmativa na Unicamp: primeiro passo é pedir as isenções
A Unicamp anunciou a abertura do período de solicitação de isenção para o Vestibular 2009. Os pedidos podem ser feitos entre os dias 22 de abril e 23 de maio, exclusivamente pela internet, na página da Comvest www.comvest.unicamp.br. Para finalizar o processo de inscrição, o candidato deve enviar a documentação necessária (descrita no Edital) pelo correio até o dia 30 de maio. A isenção do Vestibular Nacional da Unicamp é parte do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), que acrescenta 30 pontos na nota final da segunda fase aos candidatos que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública brasileira. Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas também têm, além dos 30 pontos adicionais, mais dez pontos acrescidos à nota final. As isenções Vestibular da Unicamp estão disponíveis para estudantes de família baixa renda (renda líquida máxima de R$450,00 por morador do domicílio) Os candidatos devem ter cursado integralmente os ensinos fundamental e médio em escolas da rede pública, ser residentes e domiciliados no Estado de São Paulo e já ter concluído ou estar concluindo em 2008 o ensino médio. A lisA?ta dos contemplados com a isenção será divulgada dia 06 de agosto. A falta de qualquer documento ou o envio após o prazo excluem o estudante do processo. Lembramos que os estudantes contemplados não estão automaticamente inscritos no Vestibular Unicamp 2009. É preciso, posteriormente, fazer a inscrição no Vestibular, usando o código de isento fornecido pela Comvest. Apesar de várias críticas, a ação afirmativa da Unicamp é focada para a rede pública e possui recorte étnico-racial. Divulgue nas escolas públicas da sua região esse direito! Devemos motivar todos os estudantes dos núcleos a solicitarem a isenção!
11/04/2008
Novas regras para entrada de cotistas no Rio
Valeu a pena o esforço e a articulação da Educafro RJ e SP. Parabéns
ao Frei David e ao Frei Valnei que nesta semana estiveram no Rio de
Janeiro e tiveram participação ativa, provocando esta notícia! Uma das
novidades é que o Projeto em estudo prevê criação de incentivos no
início da vida profissional e extensão de bolsa! Que Zumbi dos Palmares
continue iluminando-os sempre em direção à vitória do povo! Veja abaixo
a matéria do jornal "O Dia":
Rio - Cinco anos depois, o sistema de cotas nas universidades estaduais
do Rio está de volta ao centro da polêmica. O prazo de validade da atual
legislação, que reserva 45% das vagas na Uerj, Uezo e Uenf para cotistas,
expira em 3 de setembro. O vestibular de 2009 já será feito sob as novas
regras, que estão em discussão. O futuro projeto de lei está em elaboração
e deverá ampliar benefícios.
Além de manter o percentual de reserva (20% das vagas para estudantes
negros, 20% para aA?lunos da rede pública fluminense e 5% para deficientes
e indígenas), o texto em discussão prevê a extensão de bolsas-auxílio,
inclusão de estudantes vindos da rede pública de qualquer estado do
Brasil, mais investimento nas universidades e financiamento facilitado
para formandos e recém-formados cotistas iniciarem as suas vidas profissionais.
TRANSPORTE
Para estudantes como Mariane Oliveira, 21 anos, aluna do 5º período
de Direito da Uerj, o novo sistema de cotas deve incluir recursos para
financiar o transporte dos cotistas. Moradora de Campo Grande, ela é
obrigada a pegar quatro conduções para chegar ao campus da Uerj no Maracanã.
Outra queixa dela é o acervo reduzido na biblioteca, prejudicando quem
não tem dinheiro para comprar livros caros: “Normalmente tem dois ou
três exemplares. Quem pega primeiro consegue estudar”. A intenção da
revisão da lei é corrigir erros e promover ainda mais a inclusão, afirma
Frei David, defensor da causa e diretor da Rede de Pré-Vestibulares
Educafro, que mantém 255 cursinhos comunitários no Rio e em São Paulo.
Entre as iniciativas para aumentar a inclusão está a extensão da bolsa
para cotistas, que hoje só recebem a ajuda — R$ 193 mensais na Uerj
e R$ 214 na
Uenf — durante o primeiro ano de curso e passariam a ganhar o benefício
até a formatura. A medida já é tema de um projeto de lei aprovado pela
Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) quarta-feira da semana passada.
O governador Sérgio Cabral tem 15 dias úteis para sancionar a lei. Caso
contrário, a Alerj, onde o tema tem o apoio da maioria dos deputados,
deverá promulgá-la. Além disso, estão em estudo benefícios que ajudem
os cotistas a iniciar a carreira como profissional. O procurador do
estado Augusto Werneck, que participa da elaboração do novo projeto,
cita como alternativas a prioridade em estágios no serviço público,
postos de trabalho terceirizados no serviço público estadual e empréstimos
do estado para que formandos e recém-formados montem A?seus consultórios,
por exemplo.
No anteprojeto em elaboração também estão previstas medidas antifraude,
para evitar e punir estudantes que se inscrevam para cotas quando não
teriam esse direito. Uma das formas estudadas para coibir a falsa declaração
é tornar presencial a inscrição de cotistas no vestibular. “Para evitar
problemas, a autodeclaração pela Internet não valeria”, adiantou Werneck.
Universidades têm vagas excedentes
As universidades que adotam a política de reserva de vagas têm grandes
desafios pela frente, como resolver a sobra de vagas nos cursos das
três instituições. Para Alexandre Cardoso, secretário estadual de Ciência
e Tecnologia, pasta à qual estão vinculadas as universidades estaduais,
o Programa Universidade para Todos (Prouni) — que financia bolsas para
estudantes carentes em universidades particulares — vem absorvendo grande
parte dos alunos de baixa renda. Ele acredita que o percentual de reserva
de vagas deva ser recalculado. “Eu defendo a política de cotas, mas
sou a favor de sua reavaliação”, afirma. Especialista em Direito e Relações
Raciais, o pesquisador do Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da
Uerj, Renato Ferreira, acredita, no entanto, que as vagas não são preenchidas
porque falta divulgação. Algumas das propostas para corrigir o erro
seriam campanhas publicitárias e a instituição do Dia da Inclusão em
todas as escolas estaduais de Ensino Médio, às vésperas da inscrição
no vestibular. Mais do que discutir percentual, Ferreira crê que é preciso
garantir a permanência dos cotistas: “Falta o governo do estado investir.
A universidade ficou esperando os recursos, estruturas para laboratório,
bibliotecas. Estudantes cotistas precisam ainda mais de suporte. Como
fazer Medicina ou Engenharia sem livros?” Rendimento melhor que o de
não-cotistas Pesquisas comprovam que, ao contrário do que temiam os
adversários do sistema de cotas, o nível acadêmico das universidades
não caiu. Nos cinco anos da lei atual, o desempenho dos alunos cotistaA?s
superou o rendimento médio dos demais universitários. Estudo encomendado
pela ONG Educafro, com base em dados da Uerj, revela que estudantes
negros tiveram coeficiente de rendimento (CR) médio 6,41, superado apenas
pelos cotistas vindos da rede pública (6,56). Os alunos que ingressaram
pelo vestibular sem reserva de vaga obtiveram
CR médio 6,37.
A estudante de Direito Allyne Andrade, 22, tem o Coeficiente de Rendimento
acima da média. A cotista estudou o primeiro ano do curso sem livros.
Mesmo assim, tem média 8,4 e vai se formar no fim deste ano.
O levantamento da Educafro constata que os estudantes cotistas entram
nas universidades em desvantagem em relação aos colegas, porém, no decorrer
do curso, eles se empenham mais e conseguem igualar e até superar os
não-cotistas.
Outro dado apontado no estudo confirma a dedicação dos cotistas para
conseguir o diploma. Entre os negros, o percentual de alunos que abandonam
o curso é de 12,99%, enquanto entre os não-cotistas a taxa de evasão
sobe para 16,97%. O índice é ainda menor (9,66%) entre os alunos oriundos
de escolas da rede pública e os portadores de deficiência e indígenas
(8,47%). Os dados jogam por terra argumentos dos que sempre foram contrários
ao sistema. Para eles, as cotas subvertem o princípio do mérito acadêmico,
ao deixar de fora alunos com notas maiores no vestibular. “Vestibular
não mede a capacidade dos alunos. As cotas ampliaram essa discussão
na sociedade. Nenhum estudo conseguiu provar até hoje que existe relação
entre a nota no vestibular e o rendimento acadêmico”, rebate o pesquisador
da Uerj Renato Ferreira. Reportagem de Daniela Dariano e Maria Luisa
Barros
Fonte: http://odia.terra.com.br/educacao/htm/novas_regras_para_entrada_de_cotistas_163702.asp
07/04/2008
Educafro presente no lançamento do Mapa da Diversidade
A
Educafro marcou forte presença no último dia 02, no lançamento do Mapa
da Diversidade do setor bancário, que será feito pela Federação Brasileira
de Bancos (Febraban). O programa visa valorizar a diversidade nas instituições
financeiras do País, com base em ações educativas e na divulgação de
experiências que deram certo nos bancos associados à entidade. O pontapé
inicial do projeto será um censo com 400 mil bancários, de 16 instituições,
para identificar as relações entre ascensão profissional e gênero, etnia
e porte de deficiências. A partir daí, será consolidada, gradualmente,
uma política inclusiva no setor. O público presente representava a força
máxima do setor bancário, entre eles Diretores-Executivos, Presidentes
e gestores de RH e programas de Responsabilidade Social das Instituições.
Cleyton Borges, do setor de Políticas Públicas e Ações Afirmativas,
presente no evento, disse que a Educafro fez uma enorme força para que
isso acontecesse e vamos continuar cobrando soluções, disse Borges.
Vemos a iniciativa da Federação como extremamente positiva, desde que
entendida como um primeiro passo de muitos outros, urgentes e necessários.
A expectativa da Federação é inspirar iniciativas semelhantes em outros
setores da economia. Só o sistema financeiro é pouco, mas, se cada um
cuidar do seu redor, podemos mudar muito, afirmou Barbosa. Segundo o
diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos,
o modelo, construído pela entidade e organizações parceiras desde o
início do ano passado, ficará a disposição de outros setores. As experiências
não são exclusivas do setor. O que aprendermos, vamos compartilhar,
e quA?em quiser dividir algo conosco será bem-vindo.
Ocupações das agências bancárias
Desde 2003, a Educafro promove manifestações, ocupações de agências bancárias
e ações judiciais, com representações ao Ministério Público do Trabalho
(MPT), para denunciar casos de racismo no setor. Muitos empregadores evitam
contratar negros para funções que exigem contato com o público. Mesmo
120 anos depois da abolição da escravatura, persiste no Brasil o preconceito.
O Educafro defende a adoção de cotas para os negros nas empresas. Hoje,
pela lei, há reserva de vagas apenas para portadores de deficiências físicas.
É uma das medidas de melhor resultado e maior impacto, disse Cleyton.
Já há sindicatos que colocaram na convenção coletiva da categoria a aprovação
de cotas e lojas reservam até 20% dos postos para negros.
Aquela que limpa a mesa das decisões
Para a integrante do Educafro, Zilá Ferreira, o censo deve apontar
ainda para a necessidade de ações direcionadas às mulheres negras, que,
em sua opinião, vivem o preconceito de forma mais dura. "No mercado
de trabalho, a mulher negra é estereotipada como aquela que limpa a mesa
das decisões", disse. "Continuamos sendo invisíveis e, para
que alcancemos a ascensão profissional, vai ser necessário muita luta."
Para a diretora-executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho
e Desigualdades (Ceert) - Cida Bento, o projeto expande as discussões
sobre diversidade. "Não haverá avanços para as mulheres sem os homens,
para os negros sem os brancos, para os homossexuais sem os heterossexuais.
A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís
Wender Abramo, informou que o relatório global da OIT ''Igualdade no trabalho
- enfrentando desafios'', divulgado ano passado, apontou desigualdades
"muito profundas, sérias e difíceis", disse Laís. "Mulheres
e negros estão em desvantagem em qualA?quer indicador de mercado de trabalho."
Lançamento em um novo evento
Representaram
a Educafro no evento, os militantes William, Enilda Suzart, Jarlene,
Gislene, Zilá, Cleyton, Eduardo Pereira, Irmã Telma e Daniel. O grupo
articulou várias questões com os presentes, tendo em vista a nossa luta.
O coordenador da Educafro Eduardo, iniciou um diálogo com o diretor
da Febraban Mário Sérgio, para viabilizar um novo evento de lançamento
do Mapa da Diversidade, com presença de movimentos sociais, entidades
do movimento negro, estudantes, igrejas, sindicatos, etc. Em breve teremos
mais notícias!
01/04/2008
Ocupação de agências bancárias... Febraban lança o Censo da Diversidade!
Vitória: todos os bancos do país realizarão o Censo da Diversidade!
Desde 2003, a Educafro vem provocando ações que visam a inclusão do
povo negro no mercado de trabalho, em especial no Setor Bancário. Ao
lado do MinisA?tério Público do Trabalho, diversos diálogos foram promovidos
com a FEBRABAN (Federação Brasileira dos Bancos) – organismo de classe
que defende os interesses dos banqueiros brasileiros.
Graças a essa iniciativa, tivemos avanços significativos na mudança
de paradigma cultural na diversidade como valor de responsabilidade
social. A Educafro e o Movimento Negro organizado têm se empenhado em
exigir da FEBRABAN ações concretas no sentido de inserir em seu corpo
funcional negros, mulheres, idosos, PNE´s e homossexuais. O primeiro
passo foi dado: o lançamento do Censo da Diversidade.
A Febraban – Federação Brasileira de Bancos, com a consultoria do CEERT
- Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, que será
lançado dia 2 de abril o Programa de Valorização da Diversidade no Setor
Bancário. O objetivo é realizar um completo mapeamento, por meio do
qual seja possível identificar as características de cor, gênero, idade
e escolaridade, entre outras, dos cerca de 400 mil empregados do sistema
bancário brasileiro. Após anos de pressão social e judicial da comunidade
negra, valeu a pena ocuparmos as agências bancárias... Febraban lança
o Censo da Diversidade!
Conforme informações da Assessoria do CEERT - Centro de Estudos das
Relações de Trabalho e Desigualdades, a idéia é construir, ao longo
deste programa, que envolve um conjunto amplo de ações, uma sociedade
mais justa e participativa, promovendo a igualdade de oportunidade e
buscando atingir maior diversidade humana no mercado de trabalho bancário.http://www.ceert.org.br/modulos/editorial/editorial.php?id=3
Frei Valnei, da Educafro, (11-8473-5568, 11-3107-5024) entende que este
é apenas o primeiro passo de grandes ações em prol da Inclusão de Negros
no Setor Bancário e na luta pela Diversidade!
O Programa de Valorização da Diversidade no Setor BancárioA? será apresentado
no
7º Café com Sustentabilidade, dia 02/04/08. O programa conta com o apoio
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro
(Contraf).
28/03/2008
Entrega das bolsas em Pós-Graduação na USF será dia 31
Uma das notícias mais aguardadas: na próxima segunda-feira, dia 31,
conheceremos os novos guerreiros(as) aprovados(as) e contemplados(as)
com bolsas na Pós-Graduação na USF. O resultado será divulgado em uma
reunião com todos os candidatos encaminhados pela Educafro, que será
realizada na Sede da Educafro, às 19:00h, do dia 31/03. Se você é candidato(a),
a algum dos 4 cursos, não deixe de comparecer! Ajude a avisar os demais
colegas. Será um momento inesquecível, uma vitória de toda Família Educafro!
Não percam!
Nova chance! Vamos nos articular e completar todas turmas! A inclusão
será bem maior! Ajudem a divulgar!
28/03/2008
Educafro se reúne com a Secretaria de Educação/SP
A Direção da Educafro conseguiu uma audiência no último dia 20, na
Secretaria Estadual de Educação, com o chefe de gabinete e Secretário
interino (em exercício) Dr. Fernando Padula e a Assessora Especial Sra.
Bernadete. A pauta da reunião foi proposta pela Educafro. O A?primeiro
assunto tratado foi a respeito do grave problema enfrentado por alguns
núcleos de pré-vestibular que funcionam em escolas públicas estaduais
e têm sofrido ameaças de não poderem mais utilizar o espaço. Em certas
localidades como Bragança Paulista, Guaianazes, Sapopemba e Itaquaquecetuba,
as Diretoras das Escolas chegaram a “comunicar” os coordenadores voluntários
da Educafro que estariam despejados e deveriam procurar outro espaço.
A alegação é inconsistente, ligada ao Programa Escola da Família ou
questões até mesmo pessoais, como desinformação por parte das gestoras
das escolas. A equipe da Sede demonstrou ao chefe de gabinete que há
10 anos os nossos cursinhos proporcionam inclusão, vida, organização,
oportunidade e cidadania em mais de 70 Escolas Estaduais e 40 Escolas
Municipais, bem como em espaços comunitários, igrejas, sindicatos, etc.
A rotina de um bairro onde se instala um núcleo da Educafro nunca é
a mesma. A juventude da periferia tem um motivo a mais para acreditar
em suas potencialidades e seu protagonismo. Tomando um único exemplo
de núcleo que funciona numa escola pública, percebemos a grandeza do
gesto que a Educafro faz pela comunidade, justamente suprindo a ausência
do Estados nos finais de semanas: em Poá, o núcleo XI de Agosto já beneficiou
mais de 130 pessoas ingressantes em universidades públicas ou particulares
com bolsa e 5 jovens estão se formando em Medicina em Cuba. O Dr. Padula
foi bastante atencioso e disse que desconhece o problema relatado e
garantiu que fará o que for necessário para garantir o espaço de escolas
estaduais para nossos cursinhos comunitários. Ele ainda citou que o
Programa Escola da Família é perfeitamente compatível com as atividades
da Educafro. Sendo assim, a Direção da Educafro solicita que os núcleos
que ainda tenham alguma resistência por parte de Diretoras de escolas,
fale urgentemente com a Sede, A?para que a solução seja rápida!
Outros três pontos que foram discutidos nessa reunião:
*Aplicação da Lei 10.639 e 11.465 (História do Negro e do índio):
estuda-se a realização de um grande seminário, para fortalecer os mecanismos
disponíveis para que a Lei saia do papel.
* Divulgação das isenções das Públicas: por sugestão da Educafro,
a Secretaria pretende agir com antecedência e possibilitar que todas
as escolas estaduais recebam o material da USP, UNESP, UNICAMP e FATEC.
* Ações afirmativas e Inclusp: mesmo não sendo responsabilidade
da pasta, o compromisso é de que a Secretaria participe ativamente do
debate e futuras audiências, no sentido de se encontrar o melhor método
de inclusão para as Universidades do Estado. Parabéns aos guerreiros
da Sede, Heber, Daniela Fabrette e Cleyton, presentes na reunião, falando
em nome da luta de milhares de militantes dos núcleos! Não vamos deixar
a luta esmorecer! Nosso dever é continuar dialogando e pressionando!
20/03/2008
120 anos de abolição não-conclusa.
Este ano marca o 120 anos da abolição da escravidão no Brasil, que
o Senador Paulo Paim intitulou de “AnoNacional dos 120 anos da Abolição
não conclusa”, através do PLS 225/07. Mesmo com esse projeto aprovado
por unanimidade no Senado , poucos e tem escutado falar nele. A mídia
tem ofuscado esse assunto com outras datas que o ano de 2008 marca.
É o caso dos 200 anos da chegada ou “fuga” da família real portuguesa
para o Brasil. Fato esse, que em nosso entendimento, reforçou ainda
mais o atraso no processo de libertação do povo africano e afro-brasileiro.
Presenciamos por conta desta “fuga”, uma semana inteiA?ra de matérias
relacionadas no principal telejornal do país
(sob o comando de Ali Kamel), exposições de arte no Rio de Janeiro,
lançamentos de livros, páginas inteiras de jornal e inúmeras comemorações
previstas. Num país que possui a segunda maior população negra do planeta,
perdendo apenas para a Nigéria, seria razoável que os 120 anos da Abolição
recebessem maior destaque. Por que não é assim? Porque no Brasil existe
uma praga chamada de “Mito da Democracia Racial”, que mascara o racismo
existente em nossa sociedade. Por conta dessa hipocrisia, a Educafro
pretende dar a resposta no dia 13/05, realizando um grande ato contra
a falsa abolição que nos assola até os dias de hoje. A luta contra o
racismo é uma luta sem cor, é uma luta de todos que sonham com uma nação
justa e soberana. Não é uma luta por separação e segregação, como dizem
muitos por aí. Apesar disso, temos uma vitória para comemorar. Finalmente
foi instalada na Câmara Federal, a Comissão Especial que conduz irá
os trabalhos visando a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial!
20/03/2008
USP não tem mais o que falar sobre o fracasso do Inclusp

O tema do INCLUSP voltou a aparecer com força na mídia.
Os principais Jornais (Folha de
S. Paulo, Estadão, O Globo) e diversos sites abordaram a opinião da
Educafro. O perfil dos convocados para a matrícula da Universidade de