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A Educafro Brasil e a Frente Nacional Antirracista Entram com ação contra o Linkedin

A Educafro Brasil e a Frente Nacional Antirracista Entram com ação contra o Linkedin.
A empresa derrubou anúncio de vaga que dava preferência a candidatos negros e indígenas
e Viola a constituição.

Matéria veiculada na TV Cultura, no Jornal da Cultura do dia 28 03 2022

Oportunidades link:
https://allmylinks.com/educafro


EDUCAFRO e Centro Santo Dias pedem 'reparação por dano moral coletivo' contra a população negra pelo que classificaram como caso de 'racismo estrutural e institucional'

EDUCAFRO e Centro Santo Dias pedem 'reparação por dano moral coletivo' contra a população negra pelo que classificaram como caso de 'racismo estrutural e institucional'

As associações Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo entraram na semana passada com uma ação civil pública na Justiça contra o governo de São Paulo no caso do jovem negro que foi algemado e puxado por um policial militar em uma moto na capital paulista, no último dia 30 de novembro.

O caso veio à tona depois que testemunhas filmaram Jhonny Ítalo da Silva, de 18 anos, sendo detido de maneira irregular pelo cabo Jocélio Almeida de Souza da Polícia Militar (PM) na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente, Zona Leste. O vídeo viralizou nas redes sociais.


EDUCAFRO assume o compromisso contra a violência policial e o racismo institucional

A EDUCAFRO assume o compromisso contra a violência policial e o racismo institucional

Os movimentos negros e as articulações, como a Frente Nacional Antirracista, vivem um novo e positivo momento: *estão ampliando os métodos de cobrar do Estado, pelos seus erros contra a população negra.

Os poderes executivo, legislativo e judiciário, precisam fazer cursos de letramento racial.

Além de continuar com passeatas, cartas abertas, abaixo assinados, colocamos em prática este forte instrumento, chamado de mandato coletivo.

Ele é apropriado para combater os erros da iniciativa privada - que causa o racismo estrutural - e os erros da iniciativa pública, através das ofensas de seus agentes, como os maus policiais, etc..

Nossa ação coletiva contra o Governador de São Paulo quer se repetir contra os governadores dos 5 estados que mais matam jovens negros. exterminam nossos irmãos negros. Assim como os políticos brancos, altamente ladrões, ao serem detidos são bem tratados pelos policiais e tem direito a todo ritual do processo legal, queremos o mesmo para nossos irmãos negros que erram.

Tratar bem os ladrões branco e tratar com violência um os ladrões negros, isso tem um nome: RACISMO ESTRUTURAL.

VAMOS ATACAR, COM GARRA TODAS AS ATITUDES DE RACISMO ESTRUTURAL DOS PODERES DE ESTADO. É NOSSA DECISÃO.


Frei David participou do Tribunal do Genocídio da PUC-SP no qual o presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 78 anos em julgamento simbólico

Frei David participou do Tribunal do Genocídio da PUC-SP no qual o presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 78 anos em julgamento simbólico

 

Trecho da fala de Frei David durante o julgamento simbólico no Tribunal do Genocídio da PUC-SP:
“Seria possível evitar 400 mil mortes. Bolsonaro é culpado quantas pesquisas mostram e provam que a grande maioria dos mortos na pandemia eram afro-brasileiros. Bolsonaro é culpado. Por causa da pandemia mais de 30 % dos cotistas das universidades federais foram obrigados a abandonar suas vagas. Isso eu não aceito, quem vai pagar por isso. Que seja condenado sim, o presidente da República e do salário dele seja tirado a pensão de um salário mínimo das vítimas da Covid até completarem 21 anos. É chamado de racismo estrutural, um genocídio. Foi desmontado em 100% o plano nacional de defesa da saúde da população negra. Os afro-brasileiros da EDUCAFRO Mais de 80% perderam suas vagas nas universidades particulares por causa do desemprego nesse governo. E quem vai pagar por isso, tem culpado e não podemos ser omissos”.
Frei David

 

Links:
https://www.youtube.com/watch?v=Da66VRcQleg
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/tribunal-genocidio-puc-bolsonaro/


Artigo: Abuso de autoridade o autoridades abusiva

Matéria publicada originalmente em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-abuso-de-autoridade-ou-autoridades-abusivas-23899437

Processos que vitimizam negros têm alto grau de conivência do Ministério Público
David Santos e Hélio Santos
26/08/2019 - 00:00

O projeto 7956/2017 — aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado — nada mais é do que retomar princípios constitucionais que historicamente foram e são negados aos pretos, pobres e prostitutas. Ter medo dele é dizer que não quer valorizar este importante pedaço da Constituição
Cidadã. Poucas vezes vimos no Congresso um projeto que tão bem se encaixa na demanda e no clamor históricos dos que desejam uma sociedade justa e autoridades sujeitas ao princípio da legalidade.
Tivemos a escravidão mais longa do Hemisfério Ocidental, cerca de 350 anos — o que vem a ser a matriz da profunda desigualdade brasileira. Portanto, quando procuradores, juízes e policiais clamam pelo veto da lei que pune o abuso de autoridades que investigam, denunciam, condenam, reprimem e prendem em nome do Estado, abusivamente, o ativismo negro se coloca frontalmente a esse bramido. A população negra é a que mais sofre os abusos decorrentes das arbitrariedades praticadas por agentes do Estado.

Não se deve esquecer que a Justiça e seu aparato que envolvem as polícias estão a serviço de uma sociedade reconhecidamente rica, branca e racista, que coloca policiais negros, de todos os postos e patentes, em confronto com os direitos dos seus iguais. O racismo estrutural — que sabemos fazer parte do DNA da burguesia brasileira — impregna toda a máquina estatal. Ora, esse aparato serve àquela sociedade e, no que diz respeito à polícia, é o próprio braço armado dela. Imaginar que esse construto legal- repressivo é isento de racismo é desconhecer o bê-á-bá da psicologia social. Policiais negros, tais como capitães do mato, são os executores de uma política genocida de negros e pobres, gerenciada por outros agentes do sistema de Justiça, incluindo o Ministério Público e Magistratura.

Essa estrutura funciona como imagem e sombra que se conectam e é uma eficiente máquina de moer cidadania dos mais humildes, especialmente os negros. É bem diferente sofrer racismo no mercado de trabalho do que se defrontar com o racismo dos tribunais e das ações policiais. O número avassalador de mortes que ficam impunes, por abuso dos promotores de Justiça, magistrados e autoridades policiais, escancara esse fato. Por isso, para a população negra o projeto de lei é estratégico, a fim de reconhecer os direitos de cidadania daquele segmento majoritário.
Quando a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entende que o “remédio pode virar veneno”, ela deveria ouvir as inúmeras mães negras deste Brasil cujos filhos foram exterminados pelos abusos policiais e conivências dos promotores, defensores e juízes, sem que nada os colocasse como criminosos, a não ser o fato de serem pretos e pobres. Como exemplo recente, está o abusivo assassinato de seis jovens negros no Rio de Janeiro, estado onde mais acontece o abuso de autoridades.

Nenhuma autoridade que se quer isenta e justa pode temer uma legislação que condena ações praticadas com a finalidade específica de prejudicar alguém ou beneficiar a si mesmo ou a terceiros. Juízes comprometidos com os direitos das pessoas humanas não temem tal lei, nem submissão a julgamento. Ao contrário, confiam na Justiça que integram, pois serão julgados pelos seus pares, que acreditam tão justos quanto o são. O clamor corporativista que se instalou está lutando não pelos direitos da sociedade, mas pela manutenção de privilégios abusivos que, muitas vezes, se compactuam, blindam atitudes e ações de autoridades que cometem violências, incrustadas na cultura do racismo estrutural. Isso ocorre no policiamento ostensivo, nos tribunais e na negligência aos direitos que o Ministério Público nem sempre está disposto a defender. Os processos que vitimizam pessoas da comunidade negra têm um alto grau de conivência do Ministério Público, que deveria exercer a função constitucional de controle da atividade policial. Mas também contam com a complacência do Judiciário.

Para os afrodescendentes — 54,9% da população —, a sanção, por parte do presidente Bolsonaro, do projeto de lei 7.596/2017 não é um desserviço à nação. Pelo contrário, é o resguardo da cidadania secularmente aviltada por agentes de um Estado estruturalmente racista, como revelam inúmeros estudos feitos por autores nacionais e estrangeiros.
Está na mesa do presidente Bolsonaro, para promulgação — até 5 de setembro — uma das leis que mais beneficiarão o povo negro. O direito penal brasileiro sempre puniu abusivamente mais os negros, pobres e prostitutas do que os brancos, ricos e com “vida escondida”. Esta é uma das poucas vezes em que, na briga entre os grandes, acabam fazendo uma lei que, sem querer, irá beneficiar largamente a juventude negra, vítima em alto grau do abuso das autoridades em geral e das autoridades policiais em especial.

David Santos é teólogo; Hélio Santos é administrador

Matéria publicada originalmente em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-abuso-de-autoridade-ou-autoridades-abusivas-23899437


Denúncia de racismo em questão de prova

Questão de prova para crianças é anulada após denúncia de racismo

Prova foi feita por alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, em Santos
Prefeitura decidiu anular a questão e marcou reunião para esta terça-feira.

Mariane RossiDo G1 Santos

Questão de prova é considerada racista por entidade (Foto: Reprodução/Representação MP)Questão de prova é considerada racista por entidade (Foto: Reprodução)

A questão de uma prova aplicada para crianças em escolas municipais de Santos, no litoral de São Paulo, foi considerada racista pelo Educafro, uma entidade de Educação e Cidadania para Afrodescendentes e Carentes. A organização entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a investigação do caso. Já a Prefeitura de Santos anulou a questão e marcou uma reunião para esta terça-feira (6) com representantes da entidade para discutir o assunto.

O Educafro recebeu uma denúncia anônima de discriminação racial e foi averiguar o caso. Uma prova foi aplicada a cerca de 3 mil alunos do 4º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas de Santos, no dia 16 de setembro, e continha uma questão considerada racista pela entidade.

O objetivo da questão era levar o aluno a perceber algo em comum em duas tirinhas, que abordavam a importância de ser criança. Na primeira situação, um menino de cor branca é informado pela mãe que precisa fazer várias atividades durante o dia, como aula de francês, música e futebol e ele pergunta qual o horário em que poderá ser criança. Na outra tirinha, uma criança negra olha para um carrinho de mão e diz que não era exatamente esse tipo de carrinho que gostaria de ganhar.

Para o advogado, professor e coordenador do Educafro, Julio Evangelista dos Santos Júnior, a questão da prova incita o racismo. “A criança branca tem todas as oportunidades para estudar, fazer cursos, esporte. Enquanto a criança negra, o carrinho de mão leva a entender que ela tem que ir para o trabalho mais cedo, nos remete a escravidão. Leva a entender que é um racismo. Temos que ter uma educação que respeite os povos. Pedagogicamente, psicologicamente e juridicamente é errado”, diz ele.

Advogado, professor e coordenador do Educafro, Julio Evangelista dos Santos (Foto: Arquivo Pessoal/Julio Evangelista)Advogado, professor e coordenador do Educafro, Julio Evangelista (Foto: Arquivo Pessoal/Julio Evangelista)

De acordo com o documento apresentado ao MP, a atividade retrata a criança negra com características pejorativas, associando à escravidão, pois o menino negro é retratado descalço com pés em tamanho maiores do que o real, além de remeter a população negra ao trabalho braçal e a situação de inferioridade.

Ainda de acordo com o documento, a atividade faz com que as crianças negras tenham suas identidades construídas tendo como referência positiva a identidade branca, já que as crianças negras percebem as barreiras encontradas, a invisibilidade social e a discriminação sofrida por conta das representações e seu enquadramento racial, ocasionando uma baixa autoestima, estimulando a auto-rejeição e negação da sua própria cultura.

Educafro entrou com representação no MP sobre o caso (Foto: Reprodução/Educafro)Educafro entrou com representação no MP
sobre o caso (Foto: Reprodução/Educafro)

“É uma prova do racismo institucional. Estamos preocupados com a saúde emocional dessas crianças, com a conscientização dos cidadãos da cidade de Santos. Temos dificuldade de fazer boletins de ocorrência como racismo. Fomos logo ao Ministério Público, que vai apurar. Estamos cansados de sermos tratados com descaso”, diz Evangelista.

Além da representação no MP, a entidade levou o caso para a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e para a Ouvidoria Nacional de Igualdade Racial. A entidade também oficiou a Secretaria de Educação de Santos. O advogado diz que foi marcada uma audiência com a secretária Venúzia Fernandes do Nascimento nesta terça-feira (6) para falar sobre o caso. Ele diz que apenas a anulação da questão não é a solução para o problema.

“Queremos a implantação da lei que obriga as escolas a falar sobre a história da África e dos negros no Brasil, que capacite todos os professores da rede, dialogue com as famílias. Tem que ter previsão orçamentária para fazer material didático e dialogar com o movimento negro. Que faça uma verdadeira força tarefa para acabar com o racismo”, afirma ele.

Em nota, a Secretaria de Educação de Santos disse que até o momento não foi oficiada pelo Ministério Público. Porém, o Educafro - Educação e Cidadania de Afrodescendentes e carentes (Núcleo Valongo) solicitou via processo administrativo agendamento de uma reunião, que será realizada nesta terça.

Mesmo antes da manifestação do Educafro , a Secretaria Municipal de Educação reavaliou conceitualmente a questão e decidiu anulá-la. A Secretaria esclareceu, ainda que reuniu todos os professores das salas em cuja avaliação foi aplicada para uma formação sobre diversidade étnica.

A Seduc disse ainda que repudia quaisquer atos ou palavras que possam ensejar preconceito e discriminação racial, assim, ao menor sinal de situações possam sugerir práticas racistas atua preventivamente.


FAÇA, DILMA

FAÇA,
DILMA
A pedido do ‘Estado’, grupos e entidades dos mais diversos setores apresentam suas demandas para o segundo mandato de Dilma, que prometeu dialogar mais nos próximos quatro anos.

Por mais igualdade e inclusão


A comunidade negra, e especialmente a Educafro, assumiram como prioridade as seguintes pautas: 

Diversidade étnica e de gênero na escolha de ministros para o Supremo Tribunal Federal, para Superior Tribunal de Justiça e para os ministérios do governo federal. É uma vergonha para a nação só ter ministro negro na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. 

A regulamentação da Lei 12.990/2014 de Cotas no Serviço Público. Apesar de já estar em vigor, cada concurso aplica uma interpretação, o que gera distorções. 

Plano de inclusão de negros e negras no programa "Ciências sem Fronteira", abandonando a meritocracia injusta e adotando a meritocracia justa. 

Criar um método de inclusão de indígenas e negros nos programas de mestrado e doutorado da CAPES/MEC, revendo o conceito equivocado de meritocracia adotado pela CAPES. 

Incluir no Orçamento da União para 2015 verba para bolsa moradia e alimentação para os cotistas das Universidades Federais. Como é possível construir uma nação sólida se os jovens pobres são obrigados a abandonar as faculdades por falta de sustentabilidade para a subsistência? 

Queremos que o governo atue pela aprovação do "Fundo para Programas de Inclusão", em tramitação no Congresso. Constava no Estatuto da Igualdade Racial, mas foi excluído pela oposição com o silêncio da situação. 

Queremos também empenho pela aprovação do projeto que termina com o forjamento dos "autos de resistência" [homicídios ou lesões cometidos por policiais sob alegação de confronto em abordagens], resquício do tempo da ditadura, praticado até hoje pelas polícias estaduais, que mata prioritariamente negros. 

ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes)

fonte: Estadão


Nota à Imprensa: INCLUSÃO DE NEGROS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Nota à Imprensa

Nota à imprensa

Esta Lei do Estado de São Paulo (que não são cotas) vale para os PODERES:

EXECUTIVO

LEGISLATIVO

JUDICIÁRIO!!!!

Precisamos fazer o governo Federal dar o mesmo passo!

Equipe de Políticas públicas da EDUCAFRO

INCLUSÃO DE NEGROS NO ESTADO DE SÃO PAULO

A EDUCAFRO reafirma sua convicção de que cabe ao Movimento Social Negro cobrar dos Partidos, Governos e demais setores públicos a INCLUSÃO DE NEGROS/AS em todas as áreas e setores produtivos da sociedade. Esta missão não é privilégio do partido A ou B, mas de todos!

Há duas linhas de inclusão, com métodos diferentes:

1 – Inclusão através da “metodologia das cotas”;

2 – Inclusão através da “pontuação acrescida”.

Comparando todas as Instituições públicas que adotaram a metodologia da “pontuação acrescida”, constatamos que a eficácia tem sido superficial. Citamos como exemplo as metodologias adotadas pela UNICAMP e pela USP. Inclusive constatamos que nos vestibulares da USP caiu a procura de candidatos pobres e negros por estes saberem, de antemão, que na prática, tal método se revela ilusório e de pouca eficácia. Na UNESP, que adotou cotas após a EDUCAFRO ocupar o prédio da Reitoria, cresceu a procura de pobres e negros no seu último vestibular! Parabenizamos o Conselho Universitário da UNESP por ter ouvido o Movimento Social e o Governador do Estado de São Paulo, que solicitavam a adoção de cotas.

Estamos conclamando o Governador Alckmin a criar uma comissão capacitada para regulamentar a Lei de “pontuação acrescida”, para os concursos públicos do Estado de São Paulo, a qual está sendo hoje promulgada, evitando cair no mesmo erro da USP: falta de eficácia da metodologia na “pontuação acrescida”. A EDUCAFRO tem propostas para garantir a eficácia da “pontuação acrescida” nos concursos públicos e se disponibiliza a ajudar nesta missão. Até hoje a USP não apresentou nenhum estudo técnico justificando o porquê do índice da “pontuação acrescida” adotado em seu vestibular, o que gerou descrédito e fracassos  generalizados. Não basta dizer que tem meta se não há punição para quem não as cumpre.

Queremos dar um voto de confiança ao Governador, por ter definido a meta de 35% de inclusão de Negros em todos os concursos públicos a serem lançados após a assinatura desta lei. Estamos esperançosos na certeza de que a regulamentação desta lei tirará qualquer desconfiança na metodologia da “pontuação acrescida”, até então ineficaz e enganosa.

São Paulo, 15 de janeiro de 2015.

Direção da EDUCAFRO BRASIL

Família EDUCAFRO,

 
O sistema de bônus para negras e negros em concursos públicos
 
no EXECUTIVO, LEGISLATIVO e JUDICIÁRIO,
 
já foi publicado no Diário Oficial. Segue na íntegra:
 
 "LEI COMPLEMENTAR Nº 1.259" 
                               DE 15 DE JANEIRO DE 2015
 
Autoriza o Poder Executivo a instituir sistema de pontuação diferenciada em concursos públicos, nas condições e para os candidatos que especifica e dá providências correlatas
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar:
Artigo 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a instituir sistema de pontuação diferenciada para pretos, pardos e indígenas em concursos públicos destinados à investidura em cargos e empregos no âmbito do serviço público paulista.
Artigo 2º - O sistema de pontuação diferenciada a que se refere o artigo 1º desta lei complementar consiste na aplicação de fatores de equiparação, mediante acréscimos percentuais na pontuação final dos candidatos beneficiários, em cada fase do concurso público, inclusive na de avaliação de títulos, quando for o caso.
Artigo 3º - Os candidatos pretos, pardos e indígenas participarão dos concursos públicos em igualdade de condições com os demais candidatos, no que se refere ao conteúdo das provas e à avaliação de desempenho.
Artigo 4º - Para fazer jus aos benefícios de que trata esta lei complementar, os candidatos deverão declarar, no ato da inscrição para o concurso público, que são pretos, pardos ou indígenas.
Parágrafo único - Constatada a falsidade da autodeclaração a que alude o “caput” deste artigo, o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado ou admitido, sujeitar-se- à anulação do respectivo ato mediante procedimento de invalidação, na forma dos artigos 58 e seguintes da Lei nº 10.177, de 30 de dezembro de 1998.
Artigo 5º - Compete à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania propor:
I - a composição dos fatores de equiparação de que trata o artigo 2º desta lei complementar, que deverão necessariamente considerar:
a) etnia;
b) condição sócioeconômica;
c) estudos comparativos de desempenho em concursos públicos entre os segmentos a serem beneficiados e a média da população;
d) subrepresentação na Administração Pública Estadual, em termos proporcionais, dos segmentos a serem beneficiados; e
e) outros critérios julgados relevantes para a determinação de fatores de equiparação que promovam a justa redução das desigualdades de condições de participação em concursos públicos.
Parágrafo único - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania deverá disponibilizar à população em geral, em seu sítio eletrônico, sem prejuízo de outros meios de divulgação que se mostrem adequados, os estudos em que se fundamentem as propostas de que trata este artigo.
Artigo 6º - O Poder Executivo deverá editar, no prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da data da publicação desta lei complementar, decreto estabelecendo a composição dos fatores de equiparação de que trata o artigo 2º desta lei complementar.
Artigo 7º - As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente, suplementadas se necessário.
Artigo 8º - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 15 de janeiro de 2015.
GERALDO ALCKMIN
Aloisio de Toledo César
Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania
Renato Villela
Secretário da Fazenda
Marcos Monteiro
Secretário de Planejamento e Gestão
Edson Aparecido dos Santos
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 15 de
janeiro de 2015."

 


MOVIMENTO NEGRO: O QUE ESPERA DO GOVERNO DILMA EM 2015?

Por mais igualdade e inclusão

A comunidade negra, e especialmente a Educafro, assumiram como prioridade as seguintes pautas: 

Diversidade étnica e de gênero na escolha de ministros para o Supremo Tribunal Federal, para Superior Tribunal de Justiça e para os ministérios do governo federal. É uma vergonha para a nação só ter ministro negro na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. 

A regulamentação da Lei 12.990/2014 de Cotas no Serviço Público. Apesar de já estar em vigor, cada concurso aplica uma interpretação, o que gera distorções. 

Plano de inclusão de negros e negras no programa "Ciências sem Fronteira", abandonando a meritocracia injusta e adotando a meritocracia justa. 

Criar um método de inclusão de indígenas e negros nos programas de mestrado e doutorado da CAPES/MEC, revendo o conceito equivocado de meritocracia adotado pela CAPES. 

Incluir no Orçamento da União para 2015 verba para bolsa moradia e alimentação para os cotistas das Universidades Federais. Como é possível construir uma nação sólida se os jovens pobres são obrigados a abandonar as faculdades por falta de sustentabilidade para a subsistência? 

Queremos que o governo atue pela aprovação do "Fundo para Programas de Inclusão", em tramitação no Congresso. Constava no Estatuto da Igualdade Racial, mas foi excluído pela oposição com o silêncio da situação. 

Queremos também empenho pela aprovação do projeto que termina com o forjamento dos "autos de resistência" [homicídios ou lesões cometidos por policiais sob alegação de confronto em abordagens], resquício do tempo da ditadura, praticado até hoje pelas polícias estaduais, que mata prioritariamente negros. 

ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes)

 

fonte: Estadão


Edição da Mimunegra celebra 70 anos da atriz e cantora Zezé Motta

Evento acontece sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro. Entrada é gratuita

Edição da Mimunegra celebra 70 anos da atriz e cantora Zezé Motta

Homenagem

Evento acontece sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro. Entrada é gratuita
por Portal BrasilPublicado: 26/12/2014 17h12Última modificação: 26/12/2014 17h12
Divulgação/Valéria Martins/MinCZezé é a homenageada da 4ª edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra

Zezé é a homenageada da 4ª edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra

Em 27 de junho deste ano, a atriz, cantora e escritora bissexta Zezé Motta completou 70 anos de idade. Foi também em 2014 que Maria José Motta de Oliveira (seu nome de batismo) comemorou 50 anos de carreira como atriz, com presença marcante em teatro, cinema e televisão.

Sua atuação política também merece registro: eterna ativista contra o racismo, Zezé é criadora e presidente de honra do Cidan (Centro de Informação e Documentação do Artista Negro) e teve seu nome indicado coletivamente ao Prêmio Nobel da Paz, em 2005, numa lista da qual constavam mil mulheres de várias nacionalidades.

Por causa de tudo isso, Zezé é a homenageada da quarta edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra (Mimunegra), que acontece neste sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro.

"Zezé Motta é uma de nossas profissionais mais impactantes", ressalta a atriz e produtora Iléa Ferraz, idealizadora do evento ao lado da também atriz Jana Guinond. "Ela sempre foi uma mulher de muita atitude, especialmente em questões raciais", acrescenta Iléa, amiga de longa data da homenageada  e sua inspiração para estudar artes cênicas.

A mostra, que busca colocar em evidência a participação da mulher negra nas artes, tem programação extensa.

Além da exposição de fotos de Zezé Motta com trabalhos assinados por brasileiros e estrangeiros, o público poderá homenagear a atriz num pequeno tablado instalado no foyer do teatro. Valem esquetes teatrais, números de dança, leitura de poesia ou depoimentos.

Na ocasião, também será entregue o Prêmio Divas, dedicado a artistas negras. O show de encerramento será, claro, da própria Zezé, que cantará músicas de Dona Ivone Lara, com participação da cantora inglesa Folakemi. A Mimunegra tem apoio da Fundação Cultural Palmares.

Programação

15h: Abertura da exposição fotográfica Zezé Motta

15h às 18h: Visitação à exposição

18h30: Abertura solene da cerimônia de entrega do Prêmio Divas

19h: Entrega do Prêmio Divas

20h30: Show "Zezé Mota canta Dona Ivone Lara", com participação especial da inglesa Folakemi

4ª Edição da Mimunegra – Zezé Motta

Teatro Dulcina: Rua Alcindo Guanabara 17, Cinelândia. Sáb (27), a partir das 15h.

Entrada franca.

https://www.facebook.com/mimunegra?fref=ts

https://mostramimunegra.blogspot.com.br