MEC abre inscrições para 9 mil vagas em cursos presenciais de inglês

O programa Inglês sem Fronteiras abre nesta quinta-feira, 31, a oferta de aproximadamente 9 mil vagas em cursos presenciais gratuitos de inglês para estudantes da educação superior. As inscrições devem ser feitas on-line até às 12h do dia 8 de agosto próximo, observado o horário de Brasília. As aulas terão início no dia 18 do mesmo mês.

Para concorrer às vagas, o candidato deve observar os requisitos:

  • Ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas (NucLi).
  • Ser estudante participante e ativo no curso My English, on-line, níveis 2, 3, 4 ou 5, cuja inscrição tenha sido validada com até 48 horas de antecedência à inscrição no núcleo de línguas.
  • Ter concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso.

Para efeito de classificação, terão prioridade:

  • Alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras.
  • Estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação.
  • Estudantes que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso, com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade.
  • Bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência de qualquer curso de graduação.

A carga horária presencial estabelece quatro aulas de 60 minutos, distribuídos em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Os cursos terão a duração mínima de 30 dias e máxima de 120.

Lançado pelo Ministério da Educação em dezembro de 2012, o programa Inglês sem Fronteiras foi elaborado para aprimorar a proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários brasileiros e abrir oportunidades de acesso a instituições de ensino no exterior.

Inscrições e mais informações sobre o Inglês sem Fronteiras na página do programa na internet.

fonte MEC


Os cotistas desagradecidos

A incoerência é típica dos desagradecidos. É o auge da hipocrisia individualista, o que há de mais nojento no ser humano. A cena patética de cuspir no prato e enfumaçar a história.

Depois que o Brasil começou recentemente a política de cotas, a algaravia da intolerância tomou conta do país. A cota, no geral, é um pequeno acelerador para retirar as pessoas da naturalização da miséria, um meio temporário de correção histórica da condição imutável da pobreza. Se a política de cotas é essencial em sociedades estratificadas, pode-se imaginar a sua necessidade neste Brasil amaldiçoado pela escravidão e etnicídio dos povos indígenas.

Nos meios de comunicação observa-se o triunfo de uma enganosa ética do trabalho, o elogio do esforço individual, como se seus porta-vozes levantassem como fênix das cinzas das dificuldades para o voo da prosperidade. Gente empobrecida, ao mesmo tempo, amaldiçoa os cotistas, culpando-os pela sua condição de pouco progresso, apesar de trabalharem a vida toda como jumentos. Invariavelmente realizam o elogio do trabalho, do esforço pessoal, sem questionarem aqueles que acumulam os produtos de seu esgotamento e imutabilidade social.

Nos ambientes sociais, invariavelmente, escuto descendentes de imigrantes condenarem a política de cotas. São ignorantes ou hipócritas. A parte rica do Rio Grande do Sul e outras regiões do Brasil é o presente de cotistas do passado. As políticas de colonização do país foram as aplicações concretas de políticas de cotas. Aos servos, camponeses, mercenários, bandidos, ladrões, prostitutas da Europa foi acenado com a utopia cotista. Ofereceram-lhes em primeiro lugar um lugar para ser seu, um espaço para produzir, representado pelo lote de terra; uma colônia para que pudesse semear o seu sonho.

E lhes alcançaram juntas de bois, arados, implementos agrícolas, sementes, e o direito de usar a natureza – a floresta, os rios e minerais – para se capitalizarem. No processo, milhares não conseguiram pagar a dívida colonial e foram anistiados. E quando ressarciram foi em condições módicas.

Sendo cotistas do Brasil puderam superar a maldição de miseráveis, pobres, servos, e de execrados socialmente. Muitos sequer podiam montar a cavalo, hoje, seus descendentes são até patrões de CTG, mas condenam as cotas, a mão, a ponte, o vento benfazejo, que mudaram a vida de suas famílias.

No início, no século XVIII, sobre os territórios dos charruas, minuanos, kaingangs e guaranis se aplicou a cota de “sesmaria”, um módulo de algo em torno de 13.000 (sim, treze mil) hectares. Se exterminou dois povos nativos para se formar a oligarquia. Em seguida, na metade do mesmo século, aos casais açorianos, destinaram-se “datas”, equivalentes a 272 hectares. No século XIX, aos imigrantes, concederam-se as “colônias”, de mais ou menos 24 hectares. E vieram as colonizadoras particulares e as secretarias do Estado sobre os territórios dos kaingangs e guaranis. E depois a reforma agrária. E mais os programas de expansão da frente agrícola no Brasil central, no Mato Grosso e na Amazônia, com filhos do Rio Grande, na maioria as primeiras gerações dos imigrantes.

Portanto, o Rio Grande é o produto dos cotistas, os quais demandaram sobre outras regiões do país.

E nesta história, a conclusão é óbvia: dificilmente se encontra um indivíduo que não tenha tido familiar cotista. A formação do mercado capitalista de força de trabalho é outra conversa. Faz parte do sistema. Como integra a perversão social o fato histórico de que os proprietários tendem ao individualismo, à baixa solidariedade, ao acúmulo sem compromisso cidadão. Demonstram isto os herdeiros dos cotistas do passado e dos programas de incentivos recentes, com a discriminação, a falta de solidariedade, exacerbado racismo, e o típico deboche dos idiotas.

Tau Golin é jornalista e historiador.


Estudantes criam sutiã elétrico contra estupro na Índia

Projetada por grupo de estudantes, lingerie é capaz de causar queimaduras severas em agressores e pode ser recurso para ajudar a reduzir os casos de violência contra mulheres no país, que passaram de 300 mil em 2013

O terrível estupro coletivo e assassinato de uma estudante em Nova Délhi, em dezembro de 2012, gerou grande indignação na Índia. Dezenas de milhares de pessoas por todo o país expressaram seu choque com o crime, e o Legislativo, enfim, tornou mais rígidas as leis contra estupro.

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O ocorrido também foi a motivação que faltava para a estudante de engenharia Manisha Mohan, de 22 anos, criar um novo, e incomum, sistema de defesa para mulheres: um sutiã elétrico. Com a ajuda de mais dois colegas, ela fez pesquisas e trabalhou em diversos modelos antes de criar um protótipo de lingerie que reage quando provocado.
- Eu comecei trabalhando com pessoas que tinham relação com o campo eletrônico, tive discussões e aí (o projeto) começou a evoluir – disse Manisha à agência alemã de notícias Deutsche Welle (DW). “(A ideia) foi para um outro nível quando tivemos reconhecimento no mundo todo.”

Poder feminino

Antes de o produto ser disponibilizado no mercado, os engenheiros estão dando os retoques finais na lingerie, que recebeu o nome de “Equipamento para Blindar a Sociedade” (SHE, que, na sigla em inglês brinca com o pronome “ELA”).

Manisha ainda não sabe exatamente quando a peça será comercializada, mas ela acredita que deve ser em breve. O sutiã tem um sensor de pressão conectado a um circuito elétrico que pode causar um choque pesado 3.800 kilovolts, capaz de queimar um estuprador. No momento em que os sensores de pressão são ativados, um GPSinserido no dispositivo alerta a polícia.

- O sutiã tem um equipamento eletrônico dentro de um bolso forrado por duas camadas de tecido – explicou a estudante. “O bolso isola a mulher e é à prova d’água. Então estamos tentando incorporar todas as peças elétricas ali dentro, junto com os sensores que detectam a quantidade de pressão sobre os seios de uma mulher.”

A tecnologia parece ser simples. O sensor de pressão foi calibrado para apertos, beliscões e quando os seios são agarrados – a força exercida por um abraço não ativa o dispositivo. Também há um botão para que a mulher possa vestir o sutiã sozinha quando estiver em um lugar perigoso.

Seguro e confortável

Quem já usou o sutiã diz que a peça é confortável. As experiências realizadas com a peça têm sido, no geral, positivas.

- Acho que o sutiã vai ser extremamente útil porque tanto mulheres como meninas poderão se movimentar com confiança por grandes cidades em horas consideradas de risco – disse a estudante Revathi.

Manisha também acha que o sutiã será confortável. “Uma vez que vai ser semelhante à textura de um papel e já que a maioria das peças usadas por mulheres têm revestimento, não acho que será tão difícil para uma mulher usá-lo”, disse.

Manisha foi selecionada para a prestigiosa Residência de Pesquisadores e Inovadores, um programa de 20 dias oferecido pelo presidente da Índia, Pranab Mukherjee, no palácio presidencial. O programa permite que inovadores mostrem seus talentos.

O lançamento comercial do sutiã não poderia ter vindo em um momento mais apropriado, com um aumento no número de denúncias de crimes contra as mulheres na Índia.

Dados oficiais apontam que, em 2013, o número de crimes como estupro, assassinato e abuso sexual aumentou mais de 25% em relação ao ano anterior. Pelo menos 309.546 crimes contra mulheres foram denunciados à polícia no ano passado. Em 2012, o número de denúncias foi de 244.270."


COTA EM TODOS OS PODERES

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O Instituto de Advocacia Racial e  Ambiental (Iara) pediu  liminar (decisão provisória,  enquanto o mérito não é julgado)  ao Supremo Tribunal Federal  (STF) para que a cota de 20%  para negros e pardos nos  concursos do Executivo federal  seja adotada também no Legislativo (o Senado já aderiu), Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.A ação foi distribuída para a ministra Carmen Lúcia, mas a eventual liminar terá de ser concedida pelo presidente em exercício, Ricardo Lewandowski, em razão do recesso, que vai até 1º de agosto. O Iara alega desrespeito ao Estatuto da Igualdade Racial, segundo o qual as políticas de ação afirmativa do Estado devem contemplar toda a administração pública federal, estadual, distrital e municipal.


COLUNA DE ANCELMO GOIS

Frei David, da Educafro, das cotas, está divulgando este cartaz que faz uma alusão aos “brancos” do mensalão, presos em regime semiaberto e que poderão trabalhar fora da cadeia, enquanto a regalia é dificultada aos “pretos”.
É que a maioria carcerária, formada por pobres, condenada ao semiaberto não consegue arranjar emprego fora. Em São Paulo, apenas um em cada cinco presos no semiaberto deixa o presídio para trabalhar.

Irmãos petistas...
Para Frei David, o objetivo é chamar a atenção dos “irmãos do PT e de outros partidos envolvidos neste processo para o drama do preso pobre, preto ou branco, condenado a regime semiaberto”.
Ah, bom!

Não é fofo?
Um fã ali ao lado anotou. Ao menos 32 pessoas que foram ao Mineirão assistir ao martírio da partida Brasil x Chile tiraram foto ao lado de Patrícia Poeta, simpatia quase amor. O coleguinha Renato Maurício Prado, também assediado, brincou:
— Poxa! Só marmanjo quer tirar foto comigo.

Liberou geral
O pessoal da divisão de combate ao tráfico de entorpecentes da Polícia Federal foi deslocado para trabalhar em outras áreas da Copa.

Escolta da seleção
Na volta de BH, a nossa seleção, de folga, dispersou no Rio, sábado à noite. Ainda assim, uma procissão de batedores levou uns poucos gatos pingados até a Granja Comary.

Viva a paz!
Quem chamou a atenção outro dia foi o coleguinha Marcelo Barreto. Estes hinos nacionais cantados antes dos jogos da Copa são quase todos belicistas. “Como tem sangue nas letras!”, constata o apresentador do “Seleção SporTV”.
O mais emocionante e bonito deles, “A Marselhesa”, da França, fala em inimigos degolando “nossos filhos, nossas mulheres” e que a resposta será que “nossa terra do sangue impuro se saciará”. Já o hino americano fala de “guerra”, “bombas”, “sangue” e “inimigos”.

Segue...
Estes cantos de guerra são antigos. Mas ainda hoje fazem sentido num mundo, é pena!, que destinou US$ l,75 trilhão, em 2012, a gastos militares, segundo o Instituto da Paz de Estocolmo (Sipri).

‘Ouvirundum’...
Hino Nacional brasileiro não foge à regra guerreira. Lá tem um “Verás que um filho teu não foge à luta/Nem teme, quem te adora, a própria morte”.
Já o hino argentino repete três vezes: “Juremos com glória morrer.”

Cá entre nós...
Não custa repetir: cantar nosso hino à capela é sublime. Mas vaiar o hino dos outros chega a ser crime.

Delay na Copa
Incrível, mas o famoso delay de TVs, comum entre decodificadores distintos de sinal, embarcou, ontem, no voo 2556, da Azul, que saiu às 19h49m de BH com destino ao Rio. Nos pênaltis do jogo Costa Rica x Grécia, as TVs das dez primeiras fileiras estavam, pelo menos, dois segundos adiantadas das demais.
Então, que desmancha prazer!, quem estava atrás ficou sabendo pelos gritos dos da frente que a cobrança de Umaña eliminou os gregos.