Edição da Mimunegra celebra 70 anos da atriz e cantora Zezé Motta

Evento acontece sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro. Entrada é gratuita

Edição da Mimunegra celebra 70 anos da atriz e cantora Zezé Motta

Homenagem

Evento acontece sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro. Entrada é gratuita
por Portal BrasilPublicado: 26/12/2014 17h12Última modificação: 26/12/2014 17h12
Divulgação/Valéria Martins/MinCZezé é a homenageada da 4ª edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra

Zezé é a homenageada da 4ª edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra

Em 27 de junho deste ano, a atriz, cantora e escritora bissexta Zezé Motta completou 70 anos de idade. Foi também em 2014 que Maria José Motta de Oliveira (seu nome de batismo) comemorou 50 anos de carreira como atriz, com presença marcante em teatro, cinema e televisão.

Sua atuação política também merece registro: eterna ativista contra o racismo, Zezé é criadora e presidente de honra do Cidan (Centro de Informação e Documentação do Artista Negro) e teve seu nome indicado coletivamente ao Prêmio Nobel da Paz, em 2005, numa lista da qual constavam mil mulheres de várias nacionalidades.

Por causa de tudo isso, Zezé é a homenageada da quarta edição da Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra (Mimunegra), que acontece neste sábado (27) no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro.

"Zezé Motta é uma de nossas profissionais mais impactantes", ressalta a atriz e produtora Iléa Ferraz, idealizadora do evento ao lado da também atriz Jana Guinond. "Ela sempre foi uma mulher de muita atitude, especialmente em questões raciais", acrescenta Iléa, amiga de longa data da homenageada  e sua inspiração para estudar artes cênicas.

A mostra, que busca colocar em evidência a participação da mulher negra nas artes, tem programação extensa.

Além da exposição de fotos de Zezé Motta com trabalhos assinados por brasileiros e estrangeiros, o público poderá homenagear a atriz num pequeno tablado instalado no foyer do teatro. Valem esquetes teatrais, números de dança, leitura de poesia ou depoimentos.

Na ocasião, também será entregue o Prêmio Divas, dedicado a artistas negras. O show de encerramento será, claro, da própria Zezé, que cantará músicas de Dona Ivone Lara, com participação da cantora inglesa Folakemi. A Mimunegra tem apoio da Fundação Cultural Palmares.

Programação

15h: Abertura da exposição fotográfica Zezé Motta

15h às 18h: Visitação à exposição

18h30: Abertura solene da cerimônia de entrega do Prêmio Divas

19h: Entrega do Prêmio Divas

20h30: Show "Zezé Mota canta Dona Ivone Lara", com participação especial da inglesa Folakemi

4ª Edição da Mimunegra – Zezé Motta

Teatro Dulcina: Rua Alcindo Guanabara 17, Cinelândia. Sáb (27), a partir das 15h.

Entrada franca.

https://www.facebook.com/mimunegra?fref=ts

https://mostramimunegra.blogspot.com.br


Será que O EMBRANQUECIMENTO do Legislativo se deve ao fato do conservadorismo dos Partidos ser, ainda, um obstáculo que impede o "Líder Negro" de representar o seu povo?

Em país com maioria da população negra ou mestiça, brancos monopolizarão os cargos que serão ocupados a partir de janeiro, mostra a nova edição da Revista Congresso em Foco

"O sistema político só favorece quem tem dinheiro”, diz Leci Brandão, deputada estadual reeleita em São Paulo

A mais acirrada disputa presidencial das últimas décadas suscitou discussões acaloradas sobre um país que se dividiria entre o vermelho, do PT, e o azul, do PSDB. Poucos notaram a cor que, de fato, predominou nas urnas – o branco. Se o mapa nacional fosse pintado de acordo com os políticos que se elegeram em outubro, pouco restaria da imagem de nação multirracial: de cada quatro eleitos, três se apresentam como brancos aos eleitores.

Pela primeira vez, os candidatos foram obrigados este ano a informar sua cor à Justiça eleitoral. O balanço final não poderia ser mais revelador das contradições de um país que se fez, como poucos no mundo, da mistura de raças e se cobriu historicamente sob o manto da “democracia racial”, tese pela qual todos viveriam harmonicamente e em igualdades de condições, independentemente de sua raça.

Passados 126 anos da Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravatura, os parlamentos e o comando dos Executivos brasileiros ainda são de acesso restrito a pretos e pardos – dois dos termos empregados no Censo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para definir a cor dos brasileiros. Embora representem mais da metade da população e do eleitorado, esses grupos conquistaram apenas 24% das cadeiras em disputa.

Dos 1.627 candidatos eleitos, 1.229 se declararam brancos (76%). Os pardos ficaram com 342 vagas; os pretos, com 51; os amarelos (de origem oriental), três, e os indígenas, duas. Os dados são de levantamento da Revista Congresso em Foco com base nas informações prestadas pelos eleitos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O critério utilizado pelo TSE foi o da autodeclaração, feita em alguns casos pelo próprio candidato ou pelo diretório partidário.  A lógica das urnas repete o que se vê nas grandes empresas e repartições públicas: quanto mais alto o cargo, menor a chance de um negro ocupá-lo. Dos 27 governadores eleitos, 20 são brancos. Nenhum se diz preto ou indígena. No novo Congresso, de cada 100 cadeiras, 80 serão ocupadas por políticos que se definem como brancos. Dos 540 congressistas eleitos, 81 deputados e cinco senadores se declararam pardos e apenas 22 eleitos para a Câmara se identificaram como pretos. No Senado, não há um negro sequer entre os 27 recém-eleitos. Atualmente existem apenas dois que assim se definem: Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta (PR-ES), ambos na metade do mandato.

As cores da eleição
Como os 1.627 candidatos eleitos em 2014 se declararam à Justiça eleitoral e a desproporção entre o resultado das urnas e a representação racial da sociedade

Eleições 2014 Brancos Pardos Pretos Amarelos Indígenas
Presidente da República 1 - - - -
Governadores 20 6 - 1 -
Senadores 22 5 - - -
Deputados federais 410 81 22 - -
Deputados estaduais 776 250 29 2 2
Eleitos 1229 342 51 3 2
Como se classificam % da população % de eleitos
Brancos 47,7 75,6
Pardos 43 21
Pretos 7,6 3,1
Amarelos 1,1 0,2
Indígenas 0,4 0,1

Apartheid

“O negro vive um apartheid social no país em relação à representação parlamentar. Aquele mesmo modelo segregacionista que a gente criticava na África do Sul existe por aqui de forma clara”, critica o filósofo Alexandre Braga, diretor de comunicação da União dos Negros pela Igualdade (Unegro) e defensor de cotas raciais para as eleições legislativas. Pesquisas indicam que os negros e pardos até conseguem se candidatar em níveis próximos ao de sua representação na sociedade. Mas, esmagados por problemas como falta de espaço nos grandes partidos e de captação de recursos financeiros para bancar suas campanhas, acabam engolidos pelo atual modelo eleitoral, assim como as mulheres.

“Este país é plural, mas isso não se traduz em sua representação política, que não tem nada a ver com o povo brasileiro”, afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), reeleita para o seu segundo mandato. “Isso acontece porque o sistema político só favorece quem tem dinheiro. Quem não tem fica sem representatividade e suas pautas não são atendidas”, reforça. Além da sambista, apenas outros dois parlamentares se declaram negros entre os 94 deputados estaduais de São Paulo.

Racismo

A presença tímida de negros e pardos nos cargos eletivos contrasta com o seu predomínio nos mapas da exclusão social. Eles estão no topo do ranking das vítimas da violência urbana e do contingente da população de baixa renda e escolaridade. Presidente da Comissão da Igualdade Racial da Assembleia da Bahia, o deputado Bira Corôa (PT) acredita que os obstáculos para o negro avançar na política começam na educação e no emprego, cujos indicadores, em geral, são inferiores aos dos brancos. “Apesar das conquistas sociais com as cotas e a melhor distribuição de renda, a estruturação dos poderes ainda é racista”, critica o deputado estadual, que ficou na primeira suplência de sua coligação. Há apenas dois negros entre os 63 eleitos para o Legislativo baiano, estado que reúne a maior população preta do país.

Para o historiador e cientista político Antônio Marcelo Jackson, da Universidade Federal de Ouro Preto, o racismo brasileiro é mais “sofisticado” do que o praticado em países onde negros e brancos historicamente não se misturam. Para ele, teses racistas ainda do século 19, que associam o branco ao trabalho intelectual e o negro e o índio à força física e às emoções, ainda exercem influência sobre o imaginário do eleitor brasileiro. “Nosso tipo de racismo não é de segregação espacial, como nos Estados Unidos e na África do Sul. Ele transita por outras esferas, como quem está ou não no poder. A pessoa pode adorar um jogador ou cantor negro, mas jamais votar em negro para cargo político”, exemplifica.

Embranquecimento

Uma das principais referências do movimento negro no país, o frei franciscano David dos Santos entende que as urnas evidenciam a dificuldade de grande parte dos brasileiros em assumir sua negritude. Um problema que atinge, segundo ele, tanto parcela dos candidatos eleitos que se declaram brancos mesmo não o sendo, quanto os eleitores que não votam em candidatos negros por não se sentirem por eles representados. “Não culpo aqueles que não se assumem porque eles também são vítimas da sociedade que implantou em todos nós a ideologia do embranquecimento, que está impregnada na mente do povo negro”, afirma o religioso, presidente da ONG Educafro e ativista das cotas raciais.

Para David, a mudança dessa realidade está em curso com o número crescente de  jovens negros que saem formados das faculdades. Segundo ele, essa nova geração terá maiores condições de se fazer representar politicamente porque sabe da importância de reconhecer sua origem. “Hoje o negro não vota em negro porque não assume sua negritude. Quando crescer sua consciência vai balançar o poder branco. Quem não assume sua cor não tem condição de representar seu povo. A exclusão dos excluídos faz parte do jogo universal de manter que-brados os quebrados”, considera.

Veja a reportagem completa na Revista Congresso em Foco

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Educafro pede que Dilma escolha ministro negro para lugar de Barbosa no STF

A cadeira ocupada por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF) está vaga desde julho e pode ser ocupada por outro ministro negro. É o que defende a organização não governamental (ONG) Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro), em carta enviada à presidente Dilma Rousseff.

No documento, a Educafro “conclama” a usar a questão racial como um dos critérios para a escolha do próximo ministro do Supremo. A Educafro é uma das principais organizações que atuam na defesa da inclusão e de políticas sociais para os negros no país.

“Analisamos como muito positivo o critério estabelecido pela presidenta Dilma quando da aposentadoria da ministra do STF, Ellen Grace, mantendo na vaga outra mulher. A sociedade acolheu com tranquilidade aquela substituição, como vai acolher com tranquilidade a indicação de um membro da comunidade afro-brasileira para a vaga em aberto”, salienta trecho da carta.

Em maio, o ministro Joaquim Barbosa anunciou que se aposentaria da Corte antecipadamente em julho, após 11 anos como ministro. O decreto que oficializou a aposentadoria foi publicado noDiário Oficial da União  no fim de julho. Com a saída de Barbosa, a presidência do STF passou a ser exercida, temporariamente e depois em definitivo, pelo prazo regimental, pelo ministro Ricardo Lewandowski.

“O Joaquim Barbosa saiu. A indicação dele foi um trabalho de articulação forte de negros e do ex-presidente Lula. Então, seria um retrocesso se Dilma indicasse no lugar dele um não negro. Solicitamos à presidenta que ela pense com muito carinho e não decepcione o povo negro”, disse à Agência Brasil o diretor executivo da Educafro, frei David Santos.

Segundo ele, além da representatividade da população negra no país, a escolha de um ministro afrodescendente para o STF também deve considerar também o resultado das urnas.

“Quem elegeu Dilma no segundo turno foi o povo negro. Se avaliarmos os resultados, ela ganhou em todos os municípios de maioria negra e perdeu nos de maioria branca. A posição do país [sobre eventual divisão entre brancos e negros] é positiva, porque a nação precisa se discutir. O confronto de ideias exigirá purificação e seriedade dos dois lados. Nós, negros, não queremos ficar ausentes do debate”, argumentou frei David.

Em junho, a própria Educafro e membros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial  entregaram a Dilma um documento contendo lista com sugestões de nomes para substituir Barbosa. Na ocasião, os nomes sugeridos não foram revelados à imprensa.

Em reunião da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que se reuniu hoje (18), em Brasília, para avaliar o monitoramento e a promoção da igualdade racial no país, frei David defendeu também que o Brasil seja “protagonista” no fóruns mundiais de ações de inclusão dos afrodescendentes. “Precisamos que o Brasil faça esse papel. Afinal, somos mais de 53% da população”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil


A EDUCAFRO conclama o REITOR para considerar a solução COMUNITÁRIA

Universitários EDUCAFRO 

na UNICASTELO,
Agradecemos a todos, por estarem compreendendo os esforços da entidade em vista de se buscar uma solução sólida para todos.
Enquanto entidade, buscamos solução não só para o curso A ou curso B. Nossa meta é conquistar uma solução igual, boa e financeiramente viável para todos.
Propomos ao Reitor que ouça cada curso, pois as reclamações não são só financeiras.
Os problemas em geral, como falta de livros na biblioteca para determinado curso, sejam assumidos por ele, por curso, comprometendo-se com prazos para solução.
O problema específico (financeiro), solicitamos que ouça a realidade do conjunto dos nossos alunos, que são trabalhadores pobres e, como todos eles entraram pelo acordo único/padrão, da UNICASTELO com a entidade EDUCAFRO, que a melhoria deva ser padrão, para todos da EDUCAFRO.
Para a tranquilidade de todos, solicitamos que esta melhoria seja oficializada no novo contrato a ser assinado com a EDUCAFRO. Precisamos de segurança e que vocês possam estudar sem o medo de vir outras mudanças, pois o contrato dará esta estabilidade a todos vocês.
Nossa luta não é individual mas COMUNITÁRIA!
Solicitamos ao Reitor, após ouvir cada curso, uma reunião conclusiva, para definirmos a melhoria global para os membros da Comunidade EDUCAFRO.
O anúncio desta melhoria pode ser numa reunião única com todos, na conclusão dos trabalhos junto a cada curso.
O anúncio pode ser lá no nosso salão São Francisco, fora da universidade para não ter aluno pagante infiltrado. (Não podemos confundir um trabalho social voltado para pobres com os problemas dos pagantes) Pode ser na data que ele indicar, o mais rápido possível.
Estamos aguardando a resposta dele.
Confiança!
Deus não abandona os seus!

Pós em universidade Federal

Família Educafro,

 

 Aí está mais uma grande oportunidade de fazer pós-graduação FEDERAL e curso de capacitação gratuitos!

Retificação de cronograma do edital 981/2014. As inscrições para o CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – SP (IFSP-SP) (pós-graduação) em PROEJA FORAM PRORROGADAS ATÉ O DIA 16/01/2015. Confira o novo cronograma no documento abaixo. As demais informações constam no edital 981/2014.

As inscrições poderão ser feitas exclusivamente na Secretaria dos cursos de pós-graduação, na Rua Pedro Vicente, 625. Horário: 09h às 12h e 15h às 19h (exceto aos sábados, domingos e feriados). www.https://spo.ifsp.edu.br/

 Curso de Capacitação para Museus - Em Santos –

INSCRIÇÕES no SITE www.sisemsp.org.br, de 17 de dezembro de 2014 a 16 de janeiro de 2015.

Local: Museu Pelé – Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº (Antiga Rua São Bento, nº392, Valongo - Santos/SP)
Horários
: das 9h às 17h
Carga Horária:
 120 horas/aula
Vagas:
 40 / As aulas começam em fevereiro de 2015.
Adesão: gratuita


Mendigo que foi criado em lixões conquista vaga na melhor universidade do mundo

Justus passou 13 anos estudando e aprendeu inglês, francês, suaíli e lingala

Durante boa parte da sua infância, Justus UwayesuUwayesu, viveu como mendigo nas ruas de Ruanda, pequeno país da África Central, e morou dentro de um carro incendiado em um depósito de lixo.”Não havia chuveiro, e eu não tomava banho”, contou. Ele já chegou a ficar um ano sem tomar banho.

Justus nasceu na zona rural do leste de Ruanda e quando tinha 3 anos perdeu seus pais, vítimas de um combate motivado por questões políticas, onde mais de 800.00 pessoas morreram em apenas 100 dias. A Cruz Vermelha conseguiu resgatar um irmão e duas irmãs.

Um casal começou a cuidar das crianças, mas a quantidade de órfãos na região foi crescendo e a família abandonou os quatro.”Foi um momento muito escuro, porque eu não podia ver um futuro. Eu não podia ver como a vida poderia ser melhor ou como eu poderia sair daquela situação de vida”, contou.

Certo dia, a criança viu sua vida mudar completamente. Clare Effiong, fundadora de uma ONG em New Rochelle, Nova York, decidiu no ano 2000, através de viagens pelo país, conhecer histórias de vida para ajudar crianças que se encontravam pelo mundo. Ao encontrar com Justus, perguntou qual seria seu maior desejo. “Eu quero muito ir para a escola”, contou.

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Após completar seus estudos, ele conseguiu muito mais. Hoje, Justus Uwayesu, faz parte da maior universidade do mundo, Harvard. Justus passou 13 anos estudando e aprendeu inglês, francês, suaíli (uma das línguas oficiais do Quénia) e lingala (idioma materno na região noroeste da República Democrática do Congo).

 

Ele começou a estudar e conseguiu vaga em uma escola especializada em ciência. Durante os estudos, trabalhou na caridade e abriu uma escola de culinária para garotas, no campus do próprio orfanato. Em Harvad ele estudou através de uma bolsa integral, matemática, economia e direitos humanos. Atualmente, ele diz ter 22 anos (ainda não se sabe a data exata do seu aniversário) e faz parte de 1.667 alunos da sua área.


Fonte: geledes


Vestibular Unesp 2015 tem redação sobre escravidão e preconceito racial

A redação da segunda prova da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizada nesta segunda-feira (15), teve como tema "O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil." A prova teve ainda 12 questões discursivas de linguagens e uma redação. O tema da redação foi "O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil".

A redação trouxe quatro textos de apoio: um sobre a Lei Áurea; um artigo sobre um estudo sobre a participação do negro nas 500 maiores empresas do país; e dois trechos dos artigos "Racismo e anti-racismo no Brasil" e "Nem preto nem branco, muito pelo contrário".

Fizeram a prova nesta segunda-feira 40.289 candidatos. Outros 5.295 não compareceram aos locais de prova. O índice de abstenção foi de 11,6%. No domingo (14), o índice registrado foi de 10,6%.

Texto 1
O Brasil era o último país do mundo ocidental a eliminar a escravidão! Para a maioria dos parlamentares, que se tinham empenhado pela abolição, a questão estava encerrada. Os ex-escravos foram abandonados à sua própria sorte. Caberia a eles, daí por diante, converter sua emancipação em realidade. Se a lei lhes garantia o status jurídico de homens livres, ela não lhes fornecia meios para tornar sua liberdade efetiva. A igualdade jurídica não era suficiente para eliminar as enormes distâncias sociais e os reconceitos que mais de trezentos anos de cativeiro haviam criado. A Lei Áurea abolia a escravidão mas não seu legado. Trezentos anos de opressão não se eliminam com uma penada. A abolição foi apenas o primeiro passo na direção da emancipação do negro. Nem por isso deixou de ser uma conquista, se bem que de efeito limitado.
                                                                                                                                                                                                   (Emília Viotti da Costa. A abolição, 2008.)
Estudantes aprovados prestaram a segunda fase do vestibular da Unesp neste domingo em Araraquara (Foto: Orlando Duarte Neto/G1)
Texto 2
O Instituto Ethos, em parceria com outras entidades, divulgou um estudo sobre a participação do negro nas 500 maiores empresas do país. E lamentou, com os jornais, o fato de que 27% delas não souberam responder quantos negros havia em cada nível funcional. Esse dado foi divulgado como indício de que, no Brasil, existe racismo. Um paradoxo. Quase um terço das empresas demonstra a entidades seriíssimas que “cor” ou “raça” não são filtros em seus departamentos de RH e, exatamente por essa razão, as empresas passam a ser suspeitas de racismo. Elas são acusadas por aquilo que as absolve. Tempos perigosos, em que pessoas, com ótimas intenções, não percebem que talvez estejam jogando no lixo o nosso maior patrimônio: a ausência de ódio racial.
Há toda uma gama de historiadores sérios, dedicados e igualmente bem-intencionados, que estudam a escravidão e se deparam com esta mesma constatação: nossa riqueza é esta, a tolerância. Nada escamoteiam: bem documentados, mostram os horrores da escravidão, mas atestam que, não a cor, mas a condição econômica é que explica a manutenção de um indivíduo na pobreza. [...]. Hoje, se a maior parte dos pobres é de negros, isso não se deve à cor da pele. Com uma melhor distribuição de renda, a condição do negro vai melhorar acentuadamente. Porque, aqui, cor não é uma questão.
                                                                                                                                                              (Ali Kamel. “Não somos racistas”. www.oglobo.com.br, 09.12.2003.)
Texto 3
Qualquer estudo sobre o racismo no Brasil deve começar por notar que, aqui, o racismo é um tabu. De fato, os brasileiros imaginam que vivem numa sociedade onde não há discriminação racial. Essa é uma fonte de orgulho nacional, e serve, no nosso confronto e comparação com outras nações, como prova inconteste de nosso status de povo civilizado.
                                                                                                                                 (Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. Racismo e anti-racismo no Brasil, 1999. Adaptado.)
Texto 4
Na ausência de uma política discriminatória oficial, estamos envoltos no país de uma “boa consciência”, que nega o preconceito ou o reconhece como mais brando. Afirma-se de modo genérico e sem questionamento uma certa harmonia racial e joga-se para o plano pessoal os possíveis conflitos. Essa é sem dúvida uma maneira problemática
de lidar com o tema: ora ele se torna inexistente, ora aparece na roupa de alguém outro.
É só dessa maneira que podemos explicar os resultados de uma pesquisa realizada em 1988, em São Paulo, na qual 97% dos entrevistados afirmaram não ter preconceito e 98% dos mesmos entrevistados disseram conhecer outras pessoas que tinham, sim, preconceito. Ao mesmo tempo, quando inquiridos sobre o grau de relação com aqueles que consideravam racistas, os entrevistados apontavam com frequência parentes próximos, namorados e amigos íntimos. Todo brasileiro parece se sentir, portanto, como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.
                                                                                                                                    (Lilia Moritz Schwarcz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário, 2012. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma redação de gênero dissertativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil


UNIVERSITÁRIOS POBRES DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS FAZEM PROTESTO POR BOLSA MORADIA E ALIMENTAÇÃO

Nove jovens carentes que conseguiram uma tão sonhada vaga na universidade pública pelas COTAS para NEGROS e outros POBRES, lutam por um direito garantido por lei e negado pelo MEC: direito a ter alimentação e moradia durante sua faculdade. Em forma de protesto, eles estão acampados em um prédio do campus da Universidade Federal do Rio Grande - RS, em São Lourenço.
   Reivindicam moradia e alimentação e que, no período das férias, como moram muito em outros Estados, necessitam que esse auxilio não sejam cortados.  O valor é de apenas R$300,00.
Lutam para que a bolsa não seja cortada.
 
    A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), está intermediando a tensão, mas até o momento nada foi concretizado. Dizem que o MEC não enviou orçamento que possa cobrir a necessidade de todos os universitários pobres.
 
     Os jovens estudantes estão empenhados em ficar até que essa situação seja resolvida,do contrário,continuarão acampados no recinto da universidade, resistindo bravamente, e lutando contra a arbitrariedade do MEC.
     
     A EDUCAFRO está convicta de que as mais de dez reuniões realizadas pela EDUCAFRO no MEC,lutando por bolsas moradia e alimentação, não foi e não será em vão.  Só com o ministro Henrique Paim, a EDUCAFRO fez duas reuniões e ele prometeu buscar solução, em nível nacional, para esse problema. 
 
      Esperamos que não termine este governo sem que o Ministro Negro Paim, venha a atender esta reivindicação do seu povo negro,em prol de todos os empobrecidos.

Jovem de Feira de Santana é aceito por academia de cinema em Nova York

Acorda Cidade

O feirense Tiago Rocha, roteirista e diretor do Filme Sem Regras - premiado em três categorias no Festival Nacional de Cinema Cristão, no Rio de Janeiro -, foi aceito pela New York Film Academy. A instituição é considerada uma das mais sólidas escolas em educação na área de cinema do mundo. Ela foi projetada para atender uma nova geração de profissionais de cinema que desejam aprender a fazer seus próprios filmes.

O feirense Tiago Rocha, roteirista e diretor do Filme Sem Regras - premiado em três categorias no Festival Nacional de Cinema Cristão, no Rio de Janeiro -, foi aceito pela New York Film Academy. A instituição é considerada uma das mais sólidas escolas em educação na área de cinema do mundo. Ela foi projetada para atender uma nova geração de profissionais de cinema que desejam aprender a fazer seus próprios filmes.

Ele informou que foi aprovado nas 3 etapas (teste de proficiência em língua inglesa, avaliação de projeto e documentação e entrevista) para o curso intensivo que dura quatro semanas. As aulas começarão no dia 05 de janeiro de 2015, em Nova York.

Campanha

O jovem iniciou uma campanha nas redes sócias para angariar fundos para custear seus estudos no exterior. Ao todo ele precisa levantar 18 mil reais e pede a colaboração das pessoas que sentirem o desejo de ajudá-lo. (Veja como ajudar no final da matéria).

Graduado em letras com inglês na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Tiago é amante das artes performáticas e vem desenvolvendo na cidade um projeto voluntário de teatro musical e cinema com a companhia de artes Semeartcia.

Desde criança sempre amou inglês e sonhava em estudar nos Estados Unidos, mas sua família não tinha condições de pagar os cursos. O pai dele é pedreiro e mãe trabalhava com serviço gerais.

O jovem conta que pegava livros que as pessoas jogavam fora e estudava sozinho, e assim aprendeu inglês. Depois de alguns anos começou a estudar a língua e chegou a se formar em letras com inglês pela Uefs, e hoje é fluente.

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Na tentativa de realizar o sonho, Tiago se inscreveu em três programas de intercâmbio na Universidade, passou nos três mas nunca conseguiu viajar. Ano passado teve seu visto negado duas vezes, embora tenha sido uma grande frustração, ele não desistiu do objetivo.

CONTATOS:
https://www.facebook.com/tiago.r.dejesus
thyago_shmytt@hotmail.com
75-81301316
75-91787600

https://www.youtube.com/watch?v=cHP8O8ivWjA&feature=share
(VIDEO DA CAMPANHA EM INGLÊS, ative a legenda em português)

DADOS
TIAGO ROCHA DE JESUS
CAIXA ECONOMICA/CONTA POUPANÇA
AGENCIA: 3138
OPERAÇÃO: 013
CONTA: 00027508-6

 

fonte: Acorda Cidade


ONU lança Década Internacional para os Afrodescendentes

Especialistas e diplomatas defenderam, nesta quarta-feira (10), nas Nações Unidas, a busca de um mundo sem racismo, discriminação e intolerância, a propósito do lançamento da Década Internacional para os Povos de Descendência Africana

Especialistas e diplomatas defenderam a busca por um mundo sem racismo, discriminação e intolerância

 

A ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) manifestou sua satisfação pelo lançamento da Década Internacional dos Afrodescendentes, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10/12), em Nova York.

“Consideramos uma ocasião propícia para que todos os países membros das Nações Unidas renovem seu compromisso com a igualdade racial no mundo”, declarou a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR.

Segundo Bairros, no Brasil - onde vivem cerca de 100 milhões de afrodescendentes - tem melhorado a situação desse segmento nos últimos anos, a partir de um maior acesso à educação e ao emprego, graças aos programas governamentais.

“Precisamos de um planeta onde predominem o reconhecimento, a justiça e o desenvolvimento para todos os seres humanos”, afirmou, por sua vez, a responsável pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre as pessoas de Descendência Africana, Mireille Fanon-Mendes.

Na coletiva de imprensa pelo lançamento da Década, a especialista lamentou que muitos são marginalizados, invisibilizados e sofrem penúrias econômicas e sociais de maneira permanente, devido à cor negra de sua pele.

De acordo com a também integrante do Grupo de Trabalho, a jamaicana Verene Shepard, o objetivo de dedicar o decênio 2015-2024 aos afrodescendentes é concluir o mesmo em uma situação bem diferente da atual. “Temos esperanças de conseguir mudanças importantes ou, pelo menos, dar passos nesta luta contra o racismo e a xenofobia”, afirmou.

Shepard recordou que o problema da discriminação é muito complexo, por ter suas raízes em séculos passados, em fenômenos como a colonização e a escravidão.

A especialista assinalou que a educação e o fortalecimento da justiça representam pilares para reverter o cenário de abusos em que vive grande parte dos afrodescendentes, inclusive onde constituem a maioria da população.

"Como disse, o assunto é bem complexo, e passa por questões tão elementares como deixar de considerar os negros uma ameaça quando cruzam as fronteiras ou quando enfrentam o crime", sublinhou.

 

fonte: Seppir