A Família EDUCAFRO esperava mais do Governo Federal.
Somos 53,7% da população brasileira.
Merecemos, pelos menos 3 Ministros/as Negros!
Dilma e o PT estão errando…
Vamos continuar lutando por esta meta.
O PMDB é omisso e nunca se esforçou para entender as demandas do povo negro.
Não investe em formação de negros nos seus quadros.
É sempre a mesma “panela”, herdeiros dos senhores de engenho.
Vamos enfrentar abertamente os erros de cada partido com referencia
aos direitos do nosso povo negro!

ONGs pelos direitos das mulheres querem maior orçamento para novo ministério

Criado em 02/10/15 17h48 e atualizado em 02/10/15 18h02
Por Andreia Verdélio Edição:Fábio Massalli Fonte:Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (2) a criação do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos dentro da reforma administrativa feita pelo governo. Após a junção das secretarias de Direitos Humanos, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de Políticas para Mulheres em uma única pasta, os movimentos sociais que atuam em favor dos direitos humanos e igualdade racial e de gênero pedem um orçamento maior para a sustentação e implementação de políticas públicas.

Segundo Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, organização voltada à comunicação e direitos das mulheres, as três secretarias têm um orçamento de cerca de R$ 250 milhões. “Isso é muito pouco em um país constituído de 50% de mulheres e 52% de negros. Não podemos conviver com esse orçamento, o ajuste não pode ser somente corte”, disse.

A coordenadora da ONG Crioula, Jurema Werneck, criticou a junção. “Isso demonstra que o governo federal ainda não entendeu seu dever de enfrentar as desigualdades e nem sabe como fazer.  Juntar tudo pode não atender a nenhuma das perspectivas e desmantelar o que já estava sendo montado. Foi um erro, uma traição do pacto que eles fizeram com o campo democrático popular na construção de mecanismos capazes de reduzir desigualdades”, disse.

A atual ministra da Seppir, Nilma Lino Gomes, ficará à frente da nova pasta. Para Jacira, do Instituto Patrícia Galvão, apesar de a junção não ser positiva, a escolha de uma mulher e uma mulher negra para o comando do ministério é simbólica e, politicamente, de grande importância. Manter os nomes das antigas secretarias no ministério também foi uma conquista para a diretora.

“As políticas para as mulheres, para igualdade racial e para os direitos humanos não foram invenções de nenhum governo, são frutos de lutas históricas dos movimentos sociais brasileiros. Não poderíamos diluir como cidadania [nome cotado para o novo ministério], não poderíamos perder essa denominação histórica, que, a nosso ver, significa um alargamento da democracia”, disse Jacira.

O ministério terá uma Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, comandada por Eleonora Menicucci; uma Secretaria Nacional de Igualdade Racial, dirigida por Ronaldo Barros; e uma Secretaria Nacional de Direitos Humanos, liderada por Rogério Sottili.

Editor Fábio Massalli

 


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