Família EDUCAFRO recebe mais um símbolo de reconhecimento nacional

A Família EDUCAFRO foi agraciada, no dia 25/11/2015, pelo Senado Federal com a COMENDA ABDIAS DO NASCIMENTO, um importante símbolo de reconhecimento à luta de diversos voluntários,professores e associados que fazem parte desse projeto que já incluiu mais de 40.000 negros e brancos pobres nas Universidades Públicas e Particulares com Prouni, Fies e Bolsas de Estudo nos últimos 10 anos. Muito mais queue nos 500 anos anteriores da história do Brasil.

Após a cerimônia, o Frei David, que representou a família Educafro nesse ato solene, concedeu entrevista falando da importância dessa comenda entrevista foi apresentada no programa O Senado é mais Brasil de hoje, dia 25/11/2015.

 

Ao ser perguntado sobre os conquistas do movimento negro no Brasil, Frei David expõe que : "Tivemos muitas conquistas, mas grande parte delas estão sendo corroídas pelas universidades irresponsáveis que não geram mecanismos de fiscalização e garantia da política pública".

Referente à existência do preconceito racial no país ele explica que "Preconceito sempre exisitiu e vai mudar à medida em que o negro começar a colocar-se em todos os lugares da sociedade,"

A entrevista na íntegra pode ser verificada através do link :

https://www12.senado.leg.br/radio/1/senado-e-mais-brasil/comenda-abdias-nascimento-2013-homenagem-a-carlos-da-silva-santos


Possível Fraude No Itamaraty

ONG desconfia que candidatos se declararam negros só para conseguir vaga no Itamaraty

A Educafro acionou a Procuradoria-Geral da República para averiguar a situação e fala em "atalho"

NONATO VIEGAS
26/11/2015 - 09h28 - Atualizado 26/11/2015 14h21
Palácio Itamaraty  (Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE)

A ONG Educafro, do Frei David, protocolou na quarta-feira (25) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pedeaveriguação do resultado do concurso do Itamaraty para diplomatas. A suspeita da ONG é que candidatos se declararam negros somente para se aproveitar da cota estipulada para o concurso. O resultado do concurso foi divulgado na terça-feira (24) e previa 6% das vagas para negros.

“Alguns candidatos induvidosamente brancos, provavelmente motivados pela insegurança em atingir as notas classificatórias no disputado concurso, buscaram um “atalho” e se declararam negros”, diz um trecho da representação.

Segundo a ONG, a suspeita ganhou corpo a partir da comparação dos nomes dos candidatos aprovados no concurso por meio da cota para negros com seus perfis em redes sociais.

Procurado, o Itamaraty afirmou que seu único critério para acesso à reserva de vagas é a autodeclaração dos candidatos.

 

FONTE: https://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/11/ong-desconfia-que-candidatos-se-declararam-negros-so-para-conseguir-vaga-no-itamaraty.html


A Ocupação das Escolas do Estado de São Paulo Revelada

Em virtude do plano de fechamento de Escolas Estaduais em São Paulo, diversos estudantes se organizaram nos bairros em um movimento estudantil que está ocupando várias escolas em apoio ao não fechamento de qualquer unidade educacional.

Para elucidar os andamentos dessas ocupações estudantis, realizamos uma visita à Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, localizada no bairro de Perus, município de São Paulo, classificada como a maior escola pública da América Latina, com cerca de 3500 alunos e constatamos diversos estudantes unidos em prol ao mesmo propósito: o não fechamento de escolas públicas no estado de São Paulo.

A estudante Jaqueline de Oliveira Celestino, 18 anos, enfatiza que, ”essa ação do Estado não irá melhorar a qualidade de ensino, estão apenas preocupados em cortar investimentos na Educação. Se ocorrer irá prejudicar muitos pais de família e alunos que terão que se deslocar por grandes distâncias para conseguirem acesso à educação.”

Ressaltam que apesar de não haver, no primeiro momento, alteração na citada escola ocupada, se solidarizam com o atual movimento estudantil, pois entendem que a luta de qualquer estudante por uma educação de qualidade deve ser a luta de todos estudantes.

Diversas pessoas da comunidade são solidárias à essa nobre luta desses jovens estudantes e ativistas que buscam o direito de terem uma educação de qualidade.

Jaqueline ainda expõe: “Educação não é custo, é investimento. Existe um investimento nas ETECS que não existem sequer na maior Escola Pública da América Latina. Acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais aos alunos são inexistentes. Durante os 92 dias da última greve dos professores do estado, haviam cerca 10% de professores presentes na escola, mesmo assim, os alunos que compareceram receberam nota 5,0 nos boletins de todas as matérias mesmo sem ter feito avaliação.”

Os estudantes entrevistados apontam como solução inicial para a melhoria da educação no Estado de São Paulo, o fim da aprovação automática, a contratação de professores de todas as matérias e o uso integral dos livros didáticos comprados.

O estudante Erick Barros de Almeida, 18 anos, que cursa o 1º ano do Ensino Médio na E. E: Gavião Peixoto nos revelou: “Só tenho professores de matemática, biologia, química, educação física e artes. As notas das outras matérias são lançadas como se eu tivesse tido as aulas e as provas, no mínimo 5,0 pontos que são necessários ao funcionamento da progressão continuada. Só repetem alunos que não comparecem durante todo ano. Os professores raramente utilizam em sala de aula os livros didáticos disponibilizados.”

Aproveitamos a oportunidade para constatar junto aos estudantes que a quadra poliesportiva encontra-se fechada há mais de 4 anos, computadores estão encaixotados há mais de 3 anos sem uso, existe constante falta de verbas para a limpeza da escola, além de milhares de livros didáticos novos que são jogados no lixo por falta de utilização.

Os estudantes pretendem continuar a ocupação das escolas até que a Secretaria Estadual de Educação retroceda na ação de reorganização das escolas e estão determinados à boicotar o SARESP, que é uma avaliação aplicada pelo Governo Estadual paulista visando diagnosticar a educação básica e tem data prevista para aplicação nos dias 24 e 25 de novembro. Segundo os estudantes essa avaliação é apenas uma forma do Governo "maquiar" a péssima qualidade da educação ofertada e não traduz a realidade do ensino público. Durante esse período estão se mantendo com ajuda de coletivos de movimento estudantis constituídos, associações e das pessoas de comunidades vizinhas às escolas ou de voluntários.

As pessoas que queiram doar mantimentos ou sintam vontade de participar da movimentação, devem priorizar o envio de lanches secos para que os estudantes continuem se mantendo na luta ou comparecer à alguma das escolas ocupadas para se juntar à essa ocupação. Para tanto disponibilizamos NESSE LINK um mapa interativo com todas as escolas ocupadas atualmente.
[h4]Fotos da E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto[/h4]


RELATOS DE RACISMO

O que fazer quando sofremos racismo ? Muitos ficam triste, entram em depressão e até cometem suicídio, mas não foi o caso de Frei David que foi mais além e a cada dia que passa luta contra o racismo constantemente nos dias atuais. Veja essa matéria publicada pela BOL, onde mostra como é chocante as histórias de racismo.

"Me colocaram numa mesa chamada Navio Negreiro"; veja 5 relatos de racismo

 

Flávio Ilha
Colaboração para o UOL, de Porto Alegre

Os relatos de racismo sempre envolvem ocorrências traumáticas, quando não violentas mesmo. São histórias que ficam para a vida inteira, caso da cantora Elza Soares que presenciou sua primeira experiência nos anos de 1940. Ou no caso do Frei David, que mudou radicalmente sua postura pessoal depois de ser humilhado junto aos negros de sua turma de seminário.

Confira abaixo alguns registros dramáticos de racismo.

Divulgação

Elza Soares, 85, cantora que lançou "A Mulher do Fim do Mundo"

  • "Eu era uma criança, não tinha nem dez anos, mas já ajudava a minha mãe, que lavava roupa para fora. Como era comum naquela época [início dos anos 1940], não podíamos usar o elevador social dos prédios, só o de serviço. Uma coisa estúpida. Mas naquele dia, que eu nunca esqueci, o elevador de serviço estava dando defeito. Com uma trouxa de roupa nos braços, minha mãe não viu que a cabine estava em outro andar quando abriu a porta e se esborrachou no fosso. Foi uma cena desumana. O porteiro não avisou sobre o defeito e tampouco nos deixou usar o elevador social. Empregados, quase sempre negros, não podiam. Minha mãe se machucou bastante, mas mesmo assim ninguém foi solidário com ela. Teve que sair pelos fundos, para não incomodar os moradores. Só muitos anos depois, já adulta, é que consegui processar essa imagem. Eu sabia o que era o racismo, mas não desconfiava que podia tomar essa dimensão. É uma doença que continua até hoje. E para a qual, infelizmente, não tem vacina."
Divulgação

Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas, 54, vereador (PDT) em Porto Alegre

  • "Era estudante de direito e combinei com um amigo de universidade, como sempre fazíamos nas sextas-feiras, de nos encontrarmos depois da aula. Ele era branco e estudava engenharia. Tínhamos uns 20 anos, mais ou menos. Desci do ônibus e fui caminhando pelo Bom Fim [bairro boêmio de Porto Alegre nos anos de 1980], que estava cheio de gente, até dar de cara com uma patrulha da Brigada Militar. Eles vieram direto em mim. Perguntaram o que eu estava fazendo, para onde ia, o que levava na pasta. Diziam que eu não tinha que estar ali. Quando informei que era estudante de direito, que ia encontrar um amigo, riram. Mostrei o que tinha pasta, mas eles não se satisfizeram e jogaram tudo o que tinha dentro no chão, incluindo minha marmita e uma versão do Código Civil – que virou meu amuleto. Ninguém me ajudou. Quando pedi que juntassem meus pertences, ficaram furiosos. Fui salvo pelo comandante da operação, um capitão negro que juntou minhas coisas sozinho e me devolveu a pasta. Percebi ali que a violência policial contra os negros é uma exigência da sociedade."
Divulgação

Frei David Raimundo dos Santos, 63 anos, frade, fundador da ONG Educafro

  • "Foi quando eu era seminarista no interior de São Paulo. Era 13 de maio de 1966 e os meus colegas de seminário, quase todos descendentes de italianos ou alemães, resolveram homenagear o dia da abolição dos escravos com um almoço. Nós, os poucos negros ou pardos da turma, fomos convidados a sentar na mesa central do refeitório, decorada com as palavras 'Navio Negreiro'. Quando vi aquilo me recusei e sentei numa mesa lateral, com todos os outros colegas. Pois os organizadores daquilo me pegaram à força, me arrastaram e me fizeram sentar na marra junto aos outros negros, no que considerei uma ofensa gravíssima. Arrumei as malas para ir embora, mas fui convencido a ficar pelo padre do local. Ele me recomendou que deixasse o ódio passar e que tomasse aquele episódio como bandeira de luta para um mundo melhor. E, de fato, aquele episódio alterou radicalmente a direção da minha vida. Foi a partir de então que tirei a foto do meu pai, que era negro, do fundo da minha mala, e coloquei-a ao lado da fotografia da minha mãe, branca, com os meus objetos pessoais."
Rodrigo Lobo/Roi Roi Filme

Fabiana Moraes, 41, jornalista e socióloga, autora do livro "No país do racismo institucional"

  • "Fui a primeira pessoa da minha família a entrar numa universidade. Na minha turma, de 40 alunos eu era uma das duas negras. Foi justamente a partir desse lugar que comecei a perceber com mais nitidez os olhares que tinham como base a cor da minha pele. Comecei a ser tratada como 'nega', o que não acontecia no Alto José Bonifácio [bairro da periferia de Recife], onde meu pai ainda mora. Comecei a estagiar no sétimo período do curso de jornalismo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em um jornal. Estava no lugar que queria, começando a fazer o que queria: escrever sobre a cidade, sobre cultura, sobre política. Tempos depois fui contratada. Aí um colega veio me parabenizar e falou que era muito legal que eu tivesse conseguido emprego em um lugar de prestígio. Ele me contou: 'Uma colega da turma disse que estagiar no jornal seria o máximo que você conseguiria na vida'. A explicação dessa pessoa é que eu 'não tinha base' para mais. Aquilo me doeu muito. E tenho certeza de que esse comentário não seria destinado a alguém que viesse de um colégio famoso, alguém branco, de sobrenome conhecido."
Divulgação

Nayce Samara, 22, modelo que relatou seu caso de racismo no Facebook

  • "Estava voltando para casa depois de um desfile e, dentro do ônibus, que ia para a Celândia [cidade-satélite de Brasília], havia duas senhoras sentadas. Eu estava em pé ao lado delas, com um turbante, que eu costumo usar bastante. Como elas cochichavam sobre mim, tentei ouvir. Diziam que eu até era bonita, mas que com aquele lenço de macumbeira para cobrir o meu cabelo ruim, eu ficava feia. Fiquei muito triste e com raiva também, rebaixada, enojada, mas apenas consegui dizer para elas que ruim era o preconceito que tinham, não o meu cabelo. Elas ficaram sem graça e tentaram se explicar, mas eu disse que não era preciso. Como já estava próximo do meu ponto, fui para a parte de trás do ônibus e engoli. O racismo é diário, comum. Ruim é sobreviver dia a dia nessa sociedade doente, racista, homofóbica, machista e preconceituosa. Mas ficar calada, para mim, não é mais uma opção. Chega."
(Colaborou Cristiane Capuchinho)
FONTE: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2015/11/19/me-colocaram-numa-mesa-chamada-navio-negreiro-veja-5-relatos-de-racismo.htm

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 

 

 

 

 

 A Educafro irá compor a mesa .

E o articulador deste evento é o consultor da Educafro, de Irapuã.

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ADVOGADO DA EDUCAFRO CONSEGUE INDENIZAÇÃO DE R$ 50.000,00

A EDUCAFRO parabeniza o Tribunal Regional do Trabalho que de maneira brilhante reformou a sentença de primeiro grau que não puniu tamanho abuso da empresa, e informa que repudia toda a forma de exclusão social, discriminação aos trabalhadores e a nefasta prática de ASSÉDIO MORAL, cada dia mais comum no ambiente de trabalho.

GRUPO EMPRESARIAL CAOA  viola direitos de empregados ao consultar no SERASA a vida financeira dos trabalhadores e pressioná-los de forma grosseira, violando direitos de privacidade.

Grave abuso, que gerou a condenação da empresa em segunda instância (Tribunal Regional do Trabalho) na quantia de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por DANOS MORAIS devidos à trabalhadora, além da expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho, que ainda poderá adotar outras medidas para punir a conduta ilícita da empresa. Processo 00026848420145020046 (número TRT02)”

 

Se você for vítima de abusos por parte dos empregadores procure a EDUCAFRO, que conta com uma equipe de advogados voluntários especializados em defender os direitos dos mais vulneráveis.

 

FAMÍLIA EDUCAFRO,

LUTE POR SEUS DIREITOS!