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Para ONG, bancos precisam ter cota para negro

O diretor-executivo da ONG Educafro, Frei David Santos, defendeu nesta segunda-feira (28), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), a criação de cotas para negros nas instituições bancárias. Segundo ele, os bancos têm descumprido metas para a inclusão de afro-brasileiros.

ONG defende cotas para a contratao de negros nos bancos

Conforme Frei David, a medida não seria inédita no mundo. Os Estados Unidos, afirmou, obrigam os bancos a contratarem um percentual mínimo de negros para trabalhar em suas agências:

Queremos cota, porque cota dá realmente resultado. Cota na universidade deu resultado, cota no serviço público dá resultado — disse Frei David.

Pesquisa encomendada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em 2008 apontava que naquele ano apenas 12% dos funcionários dos bancos da cidade de São Paulo eram negros. Já em 2014, o número subiu para 16%, mas, de acordo com Frei David, o índice está abaixo do aceitável.

Subiu para 16% o número de negros por quê? Porque nós, negros, marcamos em cima, exigindo nossos direitos. Mas, mesmo assim, nesse ritmo, quantos anos a Febraban vai levar para atender a nossa real demanda? Nós, afro-brasileiros, somos 53,7% da população. Em quatro anos, a Febraban subiu em apenas quatro pontos percentuais a quantidade de negros contratados — afirmou.

Durante o debate, que teve como tema o processo de inclusão social em instituições bancárias, outros participantes relataram que os bancos tampouco cumprem a cota de deficientes físicos que deveriam ser contratados, nos termos da Lei 8.213/1991.

Em 2014, prestem bem atenção, dobrou o número de trabalhadores com deficiência, mas mesmo assim continuamos abaixo, muito abaixo da Lei de Cotas. Ela diz que teriam de ser no mínimo 5%, no mínimo 5%. Isso são números da Febraban. Eles mesmos colocam que eles não cumprem a Lei de Cotas. Somente um banco alega que cumpre essa Lei de Cotas. Nenhum outro cumpre – disse José Roberto Santana da Silva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), se comprometeu a promover o diálogo entre os sindicalistas, a Educafro e os bancos. Ele também anunciou que vai solicitar à Febraban dados consolidados sobre a inclusão de negros, deficientes e mulheres nas instituições financeiras.

Participaram ainda da audiência pública o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, Alessandro de Miranda, e o consultor Legislativo do Senado Mario Theodoro.

 

FONTE: https://qualconcurso.jusbrasil.com.br/noticias/317612901/ong-defende-cotas-para-a-contratacao-de-negros-nos-bancos

 


EECUN - Iº Encontro Nacional de Estudantes e Coletivos universitários Negros

A EDUCAFRO convoca os Universitários Negros para lotar um ônibus e participar deste momento único da história da Comunidade Negra Universitária!
Apareça na sede São Paulo e reserve sua vaga!

Ou envie um email para: secretariaexecutiva@educafro.org.br

Seguem algumas informações sobre o Iº Encontro Nacional de Estudantes e Coletivos universitários Negros - EECUN.

Um Encontro que resulta da mobilização de centenas de estudantes negros pelo Brasil que visam enegrecer a universidade, romper os muros do acesso ao conhecimento especializado e, construir uma universidade voltada a realidade dos estudantes negros.
Neste texto abaixo encaminho Carta convite, links de reportagens videos que ajudam a contar um pouco do custoso processo de construção do EECUN:
I - Vídeo sobre a primeira reunião presencial do EECUN na UFSCar em SP: :https://www.youtube.com/watch?v=visIpExQOaA
II - Entrevistas de representantes da Executiva Nacional de organização do EECUN
III - Vídeo sobre a segunda reunião presencial do EECUN na UFMG em Minas Gerais:
IV - Álbum com fotografias da primeira reunião nacional do EECUN:
 V - Matéria do portal Alma Preta sobre o Encontro:
 VI - Link para o evento no facebook:

Segue abaixo a Ata de Reunião que aconteceu 30/04/2016  de organização da militância EDUCAFRO para o EECUN.

 

Encaminhamentos:

 

Todas as pessoas que se inscreveram para militância Educafro para o EECUN, passaram pelos critérios de seleção da Entidade que são:

 

1- Ser negro ou negra.

2- Ser universitário(a) ou com no mínimo 06 (seis) meses associado na EDUCAFRO.

3- Pagar a taxa de inscrição no evento (20 reais), até 06 de Maio no site: www.eecun.com.br

4- Pagar a taxa de contribuição da Educafro (30 reais) até 07 de Maio na Educafro.

5- Comparecer as reuniões preparatórias ou justificar ausência.

 

Obs: Os casos dos já inscritos, recém chegados ou militantes antigos da Educafro, ainda não associados e que já efetuaram os pagamentos da taxa de inscrição do EECUN e da Educafro, serão analisados individualmente pela coordenação da militância.

 

A saída do ônibus da EDUCAFRO será no dia 12 de maio as 22h00.

 

O que levar? – Barraca, Cobertor, Colchão, Produtos de higiene pessoal.

 

As atividades do EECUN serão certificadas pela organização.

 

Refeição: R$ 2,00 cada refeição (Almoço e jantar).

 

Alojamento: O acampamento será em área coberta e fechada da UFRJ, sem custo adicional.

 

A próxima reunião de formação para EECUN (07/05/2016) às 14:00hrs.

 

* Nesta reunião apresentaremos Resultado da seleção dos militantes EDUCAFRO.

* Confirmação do roteiro afro no Rio de Janeiro.

* Confirmação do horário de retorno a SP.

* Formação da Equipe de coordenação do Curso de Formação de Lideranças Negras Educafro.


Cotistas em risco

Universitários negros e de baixa renda, que entraram no programa do governo, não estão recebendo mais o auxílio federal para custear despesas de moradia e alimentação. Com isso, muitos têm de abandonar seus cursos

Raul Montenegro (raul.montenegro@istoe.com.br)

No começo de 2015, as cotas para jovens negros e pobres ajudaram a estudante Thais Vieira Costa, de 18 anos, a realizar um sonho: ser aprovada no vestibular do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A alegria da jovem, porém, durou pouco tempo. Chegando a Salvador, ela não conseguiu obter da instituição os auxílios de residência e alimentação que contava receber. Essa ajuda possibilita a alunos de baixa renda manter os estudos longe de casa. Thais procurou estágios e trabalhos em outras áreas, sem sucesso. Chegou até a morar de favor, mas em maio do ano passado a situação ficou insustentável. Voltou para a casa da mãe, na zona norte de São Paulo (SP), e atualmente está desempregada. Para piorar, o abandono ocorreu antes da conclusão do primeiro semestre da faculdade, o que a coloca às vésperas de ser jubilada. “Eu passei na prova, mas o acesso me foi negado”, diz. “Fiquei muito frustrada. Tive depressão depois disso.” Como Thais, milhares de universitários de todo o Brasil que entraram no Ensino Superior graças à Lei de Cotas estão sob ameaça de deixar seus cursos por não terem como custear despesas sem auxílio federal. “Estamos prejudicando o futuro do País porque o número de pobres abandonando os cursos é escandaloso”, afirma frei David Santos, diretor-executivo da ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro). O educador contabiliza ter conversado com cerca de 50 pessoas na mesma situação da jovem paulistana. “As cotas são uma política necessária. No entanto, se não forem aperfeiçoadas, podem ser um tiro no pé.”

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EXCLUÍDO
O quilombola Agnaldo Guimarães, 25, passou em duas
universidades federais, mas não pôde se matricular nos
cursos por não ter garantia de receber a bolsa-auxílio

O problema é endêmico e se espalha por diversas universidades federais do País. Na de Pernambuco (UFPE), por exemplo, 7,2 mil alunos serão afetados a partir do próximo mês com o corte R$ 3,4 milhões no orçamento para as bolsas. Em alguns casos, os pagamentos cairão para um valor quase dez vezes menor. O estudante de engenharia elétrica Péricles da Silva Barbosa, 29 anos, foi um dos prejudicados. Antigo morador do conjunto habitacional gratuito do campus de Recife, ele precisou deixar a residência por causa de uma reforma que começou em 2012 e até hoje não foi concluída. Desde então, passou a receber cerca de R$ 900 da instituição, porém o benefício será diminuído a um valor entre R$ 100 e R$ 400 em maio. A poucos meses do fim do curso, Péricles teme ser despejado da casa onde vive após a redução da ajuda. Só o aluguel custa R$ 700, bem mais do que ele receberá da universidade daqui para frente. “Se eu não conseguir dinheiro estarei na rua. Temo pelo dia em que não vou ter onde morar,” diz. “Não quero nem pensar em desistir, mas sei que, se não houver um lugar para ficar, não haverá outro jeito.”

Outros alunos nem precisaram começar as aulas para perceber que, sem ajuda, não haveria dinheiro para pagar as contas. Aos 25 anos, o quilombola Agnaldo Guimarães cresceu estudando em escolas públicas na zona rural de Cavalcante (GO) e, devido à pobreza, ficou longe da sala de aula por quatro anos antes de concluir o colegial. Depois de uma tentativa frustrada, foi aprovado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Engenharia Florestal na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e para Matemática na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Mas conversando com discentes dos dois campi soube que as coisas não seriam tão fáceis. “Cheguei a fazer matrícula na UFSC e liguei para lá perguntando sobre a bolsa-auxílio”, afirma. “A moça que me atendeu falou que os benefícios demorariam de três a quatro meses para sair. E que nem havia garantia de que eu os receberia.” Guimarães acabou desistindo porque não teria dinheiro para fazer a mudança e se manter em outra cidade. Ele hoje faz faculdade numa universidade particular paulistana graças a uma bolsa de estudos da Educafro. “Eu me senti traído. Como é que o governo fala que a educação é para todos?”

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Sancionada em 2012, a Lei das Cotas garante 50% das vagas do Ensino Superior federal a alunos pobres, negros e indígenas. Mas a disponibilidade das bolsas não acompanhou a necessidade da legião de recém-chegados. “Se você dobra o número de vagas e coloca um processo de inclusão, é preciso aumentar o apoio”, afirma Renato Hyuda de Luna Pedrosa, coordenador do Laboratório de Estudos em Educação Superior da Universidade de Campinas (Unicamp). “Não adianta só criar as cotas.” Outras modalidades de auxílio, além das de moradia e alimentação, também estão sob ameaça em diversos campi. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, estudantes de baixa renda manifestaram preocupação ao parar de receber ajuda de custo para compra de material acadêmico, e já fazem contas para fechar o apertado orçamento mensal. Procurado, o Ministério da Educação afirma que os recursos estão sendo repassados às instituições, que são as responsáveis pela sua aplicação. E que eles inclusive aumentaram nos últimos anos (leia quadro). O fato, no entanto, é que as verbas não estão chegando ao bolso dos estudantes carentes. Procuradas, nenhuma das universidades mencionadas na reportagem respondeu aos questionamentos enviados por ISTOÉ. Com jovens impedidos de estudar, não se vê melhora num dos raros consensos nacionais em época de crise política: o de que só a educação é capaz de fazer do Brasil um país melhor.

Fotos: FELIPE GABRIEL; João Castellano/Istoé

 

 

FONTE : https://www.istoe.com.br/reportagens/451095_COTISTAS+EM+RISCO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage


FRAUDE NAS COTAS: A CULPA É DE QUEM?

As ações afirmativas estão, sem dúvidas, entre as maiores conquistas recentes do movimento negro no Brasil, juntamente com a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e da lei 10.639–03.

Segundo dados oficiais da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), cerca de 150 mil estudantes negros(as) ingressaram em instituições federais de ensino superior nos primeiros três anos da Lei de Cotas 12.711–2012.

Mas será que deveríamos comemorar esse número? Será que todos(as) esses(as) estudantes são mesmo negros(as)? Se forem, são 150 mil estudantes negros cotistas a mais ingressando na universidade, o que implica, no mínimo, em algumas medidas: na necessidade do aumento dos recursos destinados à assistência estudantil; na ampliação do pessoal técnico especializado para o atendimento das demandas especificas deste grupo; e em um rearranjo das universidades para não tornar a formação superior ainda mais hostil à presença de estudantes com perfil socioeconômico de baixa renda. E isso tem sido feito?

Para além dos pontos mencionados, há a necessidade urgente de se estabelecer uma forte fiscalização do sistema de ações afirmativas, tanto nas universidades quanto nos concursos públicos. Dia a pós dia estouram denuncias de fraudes nas cotas, desde Salvador até o limite da fronteira Sul do país os casos se multiplicam.

Há poucos dias a estudante Thaís Vieira, negra e cotista da Universidade Federal da Bahia, teve que desistir do curso e voltar para São Paulo, pois durante todo o tempo em que esteve na universidade não conseguiu assistência estudantil. Mesmo após várias tentativas, ela se deparou com as negativas da universidade, que por sua vez, pôs a culpa na atual crise econômica. Somente na UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), localizada região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), no município de Foz do Iguaçu, cerca de 200 estudantes receberam o aviso de corte de bolsas para 2016.

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo tiveram que realizar vários seminários com a representação de acadêmicos, juristas e entidades do movimento negro para discutir como impedir as recorrentes tentativas de fraudes nos concursos públicos.

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Em setembro de 2015, estivemos na Comissão Permanente de Direitos Humanos do Senado Federal, com a finalidade de tratar da legalidade das cotas, das tentativas de fraude e da necessidade de fiscalização das politicas de ação afirmativa. A audiência foi presidida pelo o senador Paulo Paim e teve como tema:

Cotas para negros e o conflito entre o Direito Administrativo e o Direito Constitucional

A fim de retomar as cobranças e denuncias feitas naquela oportunidade, transcrevo aqui na íntegra a minha fala registrada na ata oficial da audiência:

“O Sr. Presidente (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT — RS) — Muito bem, João Bosco Borba, Presidente da Anceabra! De imediato, passo a palavra a Danilo Rosa de Lima.

O Sr. Danilo Rosa de Lima— Bom dia a todas e a todos! É uma satisfação enorme estar aqui e poder me expressar para trazer um pouco das nossas aflições e questionar sobre alguns dos nossos sonhos que estão sendo frustrados.

Antes de tudo, eu quero dizer novamente da grande figura do Senador Paulo Paim, com iniciativas tão belas quanto esta.

Eu pude acompanhar a audiência homenageando Abdias do Nascimento. Foi emocionante. É bastante importante lembrar isso. Inclusive, Abdias do Nascimento escreve o livro O Quilombismo e o dedica à juventude negra brasileira. Então, é uma referência sempre presente, quando não nos nossos discursos, nos nossos corações.

Para hoje, a inquietude a partir de algumas falas é inevitável. Trazendo um pouco do que já adiantou o Senador, do ingresso até o diploma, existe uma jornada que é, para o estudante negro, dolorosa, sofrida, conflitante, combativa e, muitas vezes, determinante, porque faz com que os estudantes, por conta de um problema de racismo ou de falta de políticas necessárias, abandonem a sua universidade e, mais, com que se sintam tão violentados na sua subjetividade que não queiram mais entrar na universidade, não queiram mais participar desse espaço. Eu acho que essa é uma discussão que precisamos fazer.

Eu tenho acompanhado alguns dados sobre as políticas afirmativas, e, se não me engano — corrija-me, Secretário, se eu estiver equivocado –, são 150 mil estudantes negros que ingressaram por meio das políticas afirmativas. São estudantes negros, destaco novamente. E aí eu fico me perguntando qual é o montante adicional de recursos que têm sido liberados ou articulados pelo Governo Federal para garantir que os estudantes permaneçam na universidade, porque entendemos que o estudante negro entra com demandas específicas, assim como o estudante indígena entra com demandas específicas, sobretudo às ligadas à questão financeira. Então, qual o recurso está sendo articulado para isso? Como a questão do corte tem nos afetado? Isso está claro para todo mundo?

Eu sou um estudante que tenho bolsa de pesquisa, mas também não tenho. E aí eu volto à referência do sonho frustrado: você ingressa na universidade, mas, às vezes, não tem condição nenhuma de permanecer na universidade. A minha bolsa está atrasada.

Então, você tem de criar alternativas para se manter. E, com certeza, esse não é um fato isolado.

Esta é outra questão que me deixa bastante inquieto: se existe uma previsão normativa no sentido de que as comissões avaliadoras sejam instrumentos efetivos que podem ser usados para o combate às fraudes, por que nós, entidades negras, movimentos negros e Governo não assumimos a postura de utilizar esse instrumento de forma objetiva como um método de barrar a fraude?

Eu tenho plena convicção de que o direito positivo, a lei por si só, não resolve o problema do negro. Há uma lei que criminaliza o racismo que não é de hoje, e esta audiência é evidência clara de que o racismo no Brasil ainda é um problema estrutural que precisamos vencer. Então, tão somente estar escrito na lei que existe uma previsão não garante nosso direito. Penso eu que nosso esforço, nossa dedicação tem de ser no sentido de efetivar esses comitês em todas as esferas, tanto nos certames dos concursos quanto nas cotas nas universidades. Precisa haver comissões que avaliem isso. Eu vejo, na minha universidade, que existem pessoas que, definitivamente, não têm o perfil étnico-racial marcado, mas que estão utilizando a política de cotas. Isso é visível.

Por fim, eu acho que o Governo tinha de ter esse protagonismo. O movimento negro tem denunciado isso há bastante tempo. Eu acho que deveria sair do Governo…

(Soa a campainha.)

O Sr. Danilo Rosa de Lima— …a assertiva de posicionar os comitês avaliadores nacionalmente como instrumento central e essencial para o combate ao racismo e às fraudes nas ações afirmativas.

Era isso.

Obrigado pela oportunidade.

O Sr. Presidente (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT — RS) — Muito bem, Danilo Rosa de Lima, que, de forma objetiva e direta, ficou no tempo!”

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E as instituições de ensino?

Mas, além destes pontos apresentados, se quisermos vencer a batalha contra as fraudes, será preciso trazer outro polo fundamental neste debate: as instituições de ensino superior e os gestores públicos que organizam concursos.

Se por um lado há um indivíduo mau-caráter que intencionalmente provoca dano ao direito de ação afirmativa dos estudantes negros(as) e que deve responder criminalmente por isso, por outro lado, a instituição muitas vezes é conivente e não faz efetivamente nada para evitar ou punir as fraudes.

As instituições que apresentam recorrentes casos de fraude nos processos seletivos com ação afirmativa também precisam ser judicialmente responsabilizadas e seus gestores enquadrados por improbidade administrativa, uma vez que não estão exercendo zelo pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade com o bem público.

Danilo Lima é ex. Diretor de DCE — UFSCar e conselheiro municipal juventude em SP. Compõe coordenação do Coletivo Nacional de Juventude pela Igualdade Racial — CONAJIR, bem como a da Juventude Educafro, é articulador Fórum Nacional de Juventude Negra e membro do Grupo de Estudos Étnico-Raciais na Universidade Federal de São Carlos. Danilo é também um dos articuladores nacionais do EECUN, Encontro de Estudantes de Coletivos Universitários Negros.

Postado originalmente: Portal Alma Preta.


TRANSFERÊNCIA EXTERNA USP 1º SEMESTRE DE 2016 E 2017 INSCRIÇÃO ATÉ 11/04/2016

ATENÇÃO UNIVERSITÁRIO EDUCAFRO PARA QUEM FIZER A INSCRIÇÃO NO PRAZO, A REUNIÃO PARA MAIORES ESCLARECIMENTOS SERÁ NO DIA 14 NA REUNIÃO DE ACOLHIDA QUE ACONTECE ÀS 18 HS

Inscrição

Inicialmente, o candidato deverá acessar o site www.fuvest.br e cadastrar-se em "Usuários", caso não tenha se cadastrado na Fuvest anteriormente.

Em seguida, para se inscrever no processo de pré-seleção, também pelo site da Fuvest, o candidato, na condição de "Usuário", indicará um dos quatro seguintes municípios para realizar a prova: Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos ou São Paulo e o curso desejado. As escolhas de local de prova e de curso não poderão ser alteradas posteriormente.

O candidato informará, também, se é ou não é pessoa com deficiência. Se sim, o comprovante de inscrição indicará a obrigatoriedade de envio à Fuvest da documentação pertinente.

O pagamento da taxa (R$ 160,00) deverá ser efetuado na rede bancária até a data-limite de 12.04.2016 (terça-feira), indicada no boleto que será gerado ao final da inscrição e que poderá ser impresso pelo candidato.

Inscrição para a prova de pré-seleção (tanto para ingresso no 2º semestre de 2016 como no 1º semestre de 2017): 31.03 a 11.04.2016.

Data-limite para pagamento da taxa (R$ 160,00): 12.04.2016.

- Divulgação dos endereços dos locais de prova: 25.04.2016.

- Prova de pré-seleção pela Fuvest: 01.05.2016.

Para a etapa de pré-seleção haverá 766 vagas, assim distribuídas:

- Cursos da Área de Biológicas: 150 vagas
- Cursos da Área de Exatas: 440 vagas
- Cursos da Área de Humanidades: 176 vagas

FONTE : https://www.fuvest.br/tran2017/informes/ii012017.html


Neta de Cartola abandona voo para protestar

A solidariedade da neta de CARTOLA, Nilcemar, deve ser a atitude
a crescer entre o povo negro brasileiro: solidariedade com seus irmãos
que sofrem racismo, no ato do racismo e depois!
 
Lute já contra o racismo institucional, como o dos bancos e o individual,
como o praticado por este piloto!
 
EDUCAFRO - Diretoria

Neta de Cartola abandonou voo em protesto por ator expulso
Após presenciar cena, Nilcemar Nogueira protesta no Facebook: 'Abaixo o racismo'

POR O GLOBO 31/03/2016 16:17 / atualizado 31/03/2016 18:37

Nilcemar Nogueira, neta do sambista Cartola, condenou atitude de comandante - Leo Martins / Agência O Globo
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RIO— Após testemunhar a retirada de um casal negro de um voo da Avianca, a neta dos sambistas Dona Zica e Cartola, Nilcemar Nogueira, publicou em seu perfil no Facebook um texto repudiando a situação, que classificou como “abuso de poder” e “racismo”. Na manhã desta quinta-feira, conforme informou o Blog da Patricia Kogut, o ator Érico Brás, humorista do "Zorra", da TV Globo, foi expulso do avião junto com sua mulher, Kênia Maria, pelo comandante da aeronave. Nilcemar também saiu do voo, em protesto.

O tumulto começou quando a mulher de Brás colocou uma bolsa embaixo do assento a sua frente, antes de o avião decolar de Salvador com destino ao Rio de Janeiro. Em instantes, segundo Brás, o comandante do voo apareceu para dizer que a bagagem de mão não poderia ficar ali. "Foi extremamente grosseiro e mal educado", disse o ator. De acordo com o post de Nilcemar, o “comandante foi extremamente grosseiro com uma passageira, que com uma voz doce assustada reclamou dos maus tratos, tudo ocasionado pela solicitação que ela colocasse a bolsa de mão em um bagageiro cheio não aceitando que a mesma ficasse sob o banco da frente.”

A neta do famoso compositor da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, que também é diretora do Centro Cultural Cartola, complementou o relato dizendo que o comandante teria sido questionado por Érico por sua atitude e devido a isso determinou que a Polícia Federal tirasse o casal do voo. Nilcemar, então, avisou que se Brás fosse retirado ela também sairia. De nada adiantou. A carioca encerra o relato protestando: “Abaixo abuso de poder, abaixo racismo já.”

- Disse que não tinha motivo para sair do voo e eles me falaram que eu era uma ameaça. Não sou terrorista. Eu me senti extremamente impotente. Infelizmente esse é o tipo de tratamento. As pessoas te olham por causa da sua cor. Registrei uma denúncia na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e vou acionar meus advogados quando chegar no Rio - disse Érico Brás ao blog de Patrícia Kogut.

Outros passageiros se retiraram do voo em solidariedade ao casal.

A Avianca declarou em nota que "mantém a sua prioridade na segurança de voo, em respeito a todos os seus passageiros. No caso referido, a Polícia Federal foi acionada, como é praxe no setor, porque um grupo de clientes recusou-se a seguir as orientações dos comissários sobre a acomodação das bagagens"

Na opinião do Frei David Santos, diretor-executivo do Educafro, o casal foi vítima de racismo. Segundo ele, esse tipo de tratamento é recorrente.

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— Há uma doença social no Brasil gerada por uma classe economicamente razoável que tem difculdade em ver o negro em espaço não tradicionalmente frequentado por negro. Esse comandante dirige dezenas de voos, o índice de negros que vê é muito baixo e quando vê, observa com desconfiança, como a polícia. Queremos que a justiça puna exemplarmente, será um ato educacional para conjunto da sociedade brasileira que precisa respeitar os negros— disse.

Presidente da comissão de Igualdade Racial da OAB-RJ, Marcelo Dias, defende que para combater esse tipo de atitude, um dos pontos principais é que as vítimas levem os casos à Justiça:

— Não tenho dúvida que foi um ato de racismo. Se o ator fosse branco tenho certeza que o comandante não tomaria essa atitude de retirá-lo do voo. Existe uma prática em parte da sociedade de tratar o cidadão negro como cidadãos de segunda categoria. O caminho é levar à justiça todos esses casos, que acontecendo diaramente, nao são casos isolados. Quando o negro começa ocupar determinados espaços, como universidades, aeroportos, o racismo aflora.

FONTE: https://oglobo.globo.com/