Frente Nacional Antirracista e Educafro cobram de Mendonça devolução de ação em defesa da Amazônia

Frente Nacional Antirracista e Educafro cobram de Mendonça devolução de ação em defesa da Amazônia

Ministro pediu vista há 70 dias de ação que cobra do governo medidas para preservação da floresta

No último 7 de abril, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vistas e suspendeu o julgamento no plenário de uma ação que trata da defesa da floresta amazônica. Já se passaram 70 dias e Mendonça não devolveu a matéria para ter sua apreciação finalizada.

 

A relatora dessa ADPF 760 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) é a ministra Cármen Lúcia, que, no seu voto, deu prazo de 60 dias para o governo adotar providências e apresentar um plano para fiscalização ambiental na região.

Entidades da sociedade civil, com a Educafro à frente, cobram e apelam ao “espírito cristão” de Mendonça, para que devolva o quanto antes a ação que está parada. E questionam:

“Se esse pedido de vistas não fosse feito, perguntamos: os nossos irmãos Bruno Pereira e Dom Phillips estariam mortos?” – afirmam as entidades, na “Carta aos irmãos ministros e ministras do STF”.

O texto é apresentado em nome da Frente Nacional Antirracista. A ação foi protocolada em novembro de 2020 por sete partidos (PSB, Rede, PDT, PT, PSol, PCdoB e Partido Verde), além de algumas entidades.

A ação, para os signatários, tem papel relevantíssimo para se “evitar a atual situação de descaso do Governo Federal com as pautas ambientais, indígenas e dos povos quilombolas da Amazônia brasileira”.

Em sua manifestação, Cármen Lúcia classificou a gravidade e urgência da questão como “estado de coisas inconstitucional”.

Uma breve introdução.

 

AMAZÔNIA - ADPF 760 E O ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL

A Frente Nacional Antirracista, através da EDUCAFRO Brasil lembra que a Ministra Carmen Lúcia, em abril 2022, deu liminar na ADPF 760, em defesa da Amazônia, Povos Indígenas, Povos Quilombolas, Ribeirinhos e Protetores da Floresta, onde DEFINIU QUE O GOVERNO FEDERAL TERIA 60 DIAS PARA PROTEGER ESSE OUTRO BRASIL.

Nesta ADPF a Minstra Carmen Lúcia decretou "ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL" no cenário da Amazônia. Inesperadamente o Ministro Pastor, André Mendonça pede vistas e a engaveta. Isso é atitude de uma pessoa que é PASTOR? A quem ele quer agradar? A DEUS ou aos poderosos do Governo Federal?

Solicitamos que você e sua entidade entre nesse link : Entidades/pessoas que querem assinar e/ou colaborar, enviando sugestões para a melhoria do texto. Prazo: até 25/6 (google.com) e assine essa petição.

 

Segue a carta na Integra:

CARTA AOS IRMÃOS MINISTROS E MINISTRAS

DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL BRASIL

Assunto:

ADPF 760  X  ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL

 

 

 

A FRENTE NACIONAL ANTIRRACISTA, composta por mais de 600 entidades, da qual a EDUCAFRO Brasil faz parte, vem até Vossas Excelências manifestar a preocupação com a demora na liberação do pedido de vistas no julgamento da ADPF 760 que tem como relatora a irmã Ministra Carmén Lúcia, que deu liminar intimando o Governo Federal a tomar providencias em 60 dias. Já se passaram mais de 70 dias. Se esse pedido de vistas não fosse feito, perguntamos: os nossos irmãos Bruno Pereira e Dom Phillips estariam mortos?

A referida ADPF tem papel relevantíssimo para se evitar a atual situação de descaso do Governo Federal com as pautas ambientais, indígenas e dos povos quilombolas da Amazônia brasileira. A Ministra Carmén Lúcia classificou a conjuntura como um ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL - recebe esta classificação quando o quadro de violação é generalizado e sistêmico, atacando os direitos fundamentais, causado pela inércia ou incapacidade reiterada e persistente das autoridades públicas em modificar a conjuntura.

A ADPF 760 foi protocolada em novembro de 2020 pelos partidos PSB, REDE, PDT, PT, PSOL, PCdoB e Partido Verde, em articulação com outras 10 entidades. A ação pede a retomada da execução do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) para que as metas climáticas assumidas pelo Brasil sejam cumpridas. O país se comprometeu, em 2009, a reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020, tendo como base de comparação a média de desmatamento registrada entre 1996 e 2005. Para que isso fosse alcançável, o país deveria registrar, no máximo, por ano, uma área desmatada de até 3 mil km². Entre agosto de 2019 e julho de 2020, o Brasil registrou na Amazônia o desmatamento de mais de 11 mil km² segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – um número três vezes maior do que a meta.

A importância do PPCDAm: Criado em 2004 para diminuir o desmatamento na Amazônia e criar condições de desenvolvimento sustentável na região, o PPCDAm englobou importantes ações de proteção a floresta, como a criação de Unidades de Conservação (UCs) e o reconhecimento de Terras Indígenas.

 

Segundo dados do Inpe, desde que o PPCDAm foi criado, em 2004, até 2012, o desmatamento registrado na Amazônia caiu 83%. A partir de 2013, com o enfraquecimento do Plano – inclusive orçamentário – os índices voltaram a crescer, até atingirem níveis de desmatamento histórico em 2020.

 

No texto da ADPF 760, tem-se que o desmonte dos órgãos de proteção,

  • falta de recursos e a falta de fiscalização – em 2020 foram registradas 60% menos autuações ambientais em comparação a 2018 – podem ter contribuído para esses números

Temos o temor de que o aumento registrado no desmatamento na região possa alcançar um “ponto de não retorno” da floresta, o que pode interferir diretamente no regime de chuvas de toda a América do Sul, Central e demais continentes, e nos modos de vida das populações amazônicas.  “O alerta é enfático: tão logo atingidos 20% a 25% de desmatamento, a Amazônia passará por mudanças irreversíveis, com irremediáveis perdas aos serviços ecossistêmicos por ela prestados”, aponta o texto.

A nossa irmã Ministra Carmén Lúcia, em apresentação de voto

concedendo a liminar pontuou o seguinte:

  1. reconhecer o estado de coisas inconstitucional quanto ao desmatamento ilegal da Floresta Amazônica e de omissão do Estado brasileiro em relação à função protetiva do meio ambiente ecologicamente equilibrado e
  1. determinar que:
  2. a) a União e os órgãos e entidades federais competentes (Ibama, ICMBio, Funai e outras indicadas pelo Poder Executivo federal), dentro de suas respectivas competências legais, formulem e apresentem um plano de execução efetiva e satisfatória do PPCDAm ou de outros que estejam vigentes, especificando as medidas adotadas para a retomada de efetivas providências de fiscalização, controle das atividades para a proteção ambiental da Floresta Amazônica, do resguardo dos direitos dos indígenas e de outros povos habitantes das áreas protegidas (UCs e TIs), para o combate de crimes praticados no ecossistema e outras providências comprovada e objetivamente previstas no Plano, em níveis suficientes para a coibição do desmatamento na Amazônia Legal e de práticas de crimes ambientais ou a eles conexos.

Esse plano deverá ser apresentado a este Supremo Tribunal Federal em até sessenta dias, nele deverão constar, expressamente, cronogramas, metas, objetivos, prazos, projeção de resultados com datas e indicadores esperados, incluídos os de monitoramento e outras informações necessárias para garantir a máxima efetividade do processo e a eficiente execução das políticas públicas, considerados os parâmetros objetivos mencionados abaixo, devendo ser especificada a forma de adoção e execução dos programas constantes do plano, os recursos a serem destinados para atendimento dos objetivos, devendo ser minudenciados os seguintes parâmetros objetivos de aferição para cumprimento da decisão, a serem marcados pela progressividade das ações e dos resultados:

  • Até 2023, a redução efetiva proposta e os instrumentos e as

providências a serem adotadas para o atendimento daquela finalidade referente aos índices de desmatamento na Amazônia Legal, conforme dados oficiais disponibilizados pelo INPE/PRODES, em níveis suficientes para viabilizar o cumprimento da meta de 3.925 km² de taxa anual de desmatamento na Amazônia Legal, correspondente à redução de 80% dos índices anuais em relação à média verificada entre os anos de 1996 e 2005, que deveria ter sido cumprida até o ano de 2028;

  • A redução efetiva e contínua, até a eliminação, dos níveis de desmatamento ilegal em       TIs       e          UCs    federais             na        Amazônia       Legal, conforme             dados oficiais           disponibilizados             pelo     INPE/PRODES, respeitados os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais;
  • O desempenho efetivo por instrumentos especificados de atuação para a fiscalização pelos órgãos competentes e de investigação das infrações ambientais e aquelas a eles conexos, com os meios para garantia de eficácia dos resultados, incluídos os casos em que haja punições, sempre na forma da legislação vigente, com a atuação das entidades federais competentes (Ibama e, quanto couber, ICMBio e Funai) contra o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, a prática de tráfico de madeira e de animais, na forma da previsão de resultados definidos no Eixo de Monitoramento e Controle do PPCDAm, ainda que na forma de planejamento que suceda àquele plano;
  • A forma prevista e os meios adotados para o cumprimento imediato ou progressivo, com planejamento até dezembro de 2023, como consta do PPCDAm, dos demais resultados previstos nos Eixos Temáticos do PPCDAm, apresentando-se o cronograma de execução das providências;

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. Pela gravidade do quadro de comprovada insuficiência estrutural das entidades públicas competentes para combater o desmatamento na Amazônia Legal, que inviabiliza a efetividade da implementação do PPCDAm, a União deverá, no prazo máximo de sessenta dias, preparar e apresentar a este Supremo Tribunal Federal, plano específico de fortalecimento institucional do Ibama, do ICMBio e da Funai e outros a serem eventualmente indicados pelo Poder Executivo federal, com cronograma contínuo e gradativo, incluindo-se a garantia de dotação orçamentária, de liberação dos valores do Fundo Amazonia e de outros aportes financeiros previstos, e também de melhoria, aumento e lotação dos quadros de pessoal, conforme proposta de viabilidade, em níveis que demonstram o cumprimento efetivo e eficiente de suas atribuições legais para o combate efetivo e ininterrupto do desmatamento na Amazônia Legal e das áreas protegidas, conferindo-se, para todos os atos, a apresentação, os modos e os prazos para a execução do plano de fortalecimento institucional, com ampla transparência das informações, instrumentos de participação social e demais instrumentos necessários para garantia do controle social das medidas, das metas e dos resultados;

 

  1. Para garantir o direito republicano à transparência e à participação da sociedade brasileira (inc. XXXIII do art. 5o., inc. VI do art. 170 e art. 225 da Constituição do Brasil), titular dos direitos fundamentais à dignidade ambiental, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, ao direito de cada um e de todos à saúde, à vida digna e aos direitos dos grupos específicos cujos direitos fundamentais estão versados nesta demanda, como os povos indígenas, os povos e as comunidades tradicionais e as crianças e adolescentes, para franquear o controle social, inclusive por parte da sociedade civil organizada e da comunidade científica, entre outros, determino à União e às entidades federais Ibama, ICMBio e Funai e outras indicadas pelo Poder Executivo federal que passe a apresentar, no prazo máximo de quinze dias e com atualização mensal, em sítio eletrônico a ser indicado pela União, relatórios objetivos, transparentes, claros e em linguagem de fácil compreensão ao cidadão brasileiro, sempre que possível ilustrados por mapas, gráficos e outras técnicas de comunicação visual, contendo as ações e os resultados das medidas adotadas em cumprimento aos comandos determinados por este Supremo Tribunal Federal, a serem disponibilizados publicamente em formato aberto, se possível integrado com o Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente – SINIMA, ao qual deve ser dada ampla publicidade. Ficam ressalvadas desta exigência prévia e nos prazos estabelecidos os casos em que a informação se refira a operações ou providências para investigação e apuração de infrações, cujos resultados dependam de diligências sigilosas e que podem ter a sua eficiência comprometida pela publicidade prévia;
  1. A submissão ao Observatório do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Poder Judiciário (Portaria nº 326, de 16.12.2021) do Conselho Nacional de Justiça de relatórios mensais produzidos pelos órgãos competentes do Poder Executivo, do IBAMA e do ICMbio, até dezembro de 2023, relacionados às medidas de cumprimento das determinações previstas nos itens acima com os resultados obtidos, no combate ao desmatamento da Amazônia, à implementação de medidas de fiscalização e a implementação do PPCDAm ou de outros planos adotados para o cumprimento das metas estabelecidas.

E para nossa tristeza após o prazo previsto na decisão da Ministra tivemos a infeliz notícia de que Bruno Pereira e Dom Philips vieram a ser cruelmente assassinados, torturados e martirizados por um sistema que usa pequenos trabalhadores para executar os assassinatos. Queremos que as investigações cheguem em quem manda e manipula o sistema para gerar essas atrocidades. Não nos contentamos só com as prisões dos “peixes pequenos”.

Se houvesse o cumprimento da decisão Liminar da ADPF 760, talvez o sangue desses irmãos inocentes não estaria sendo derramado pela terra e não estaríamos nesse estado de angústia e sofrimento, com medo de mais mortes.

Por isso, a FRENTE NACIONAL ANTIRRACISTA, a EDUCAFRO Brasil e outras entidades querem contar com a postura límpida dos ministros do STF, no sentido de intercederem junto ao Cristão e Pastor, Ministro André Mendonça, com o objetivo de que ele venha a ter na mente e no coração o que nos conclama Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, Mateus, Capitulo 5:

 

O Sermão da Montanha: “Bem-Aventuranças”

“Vendo as turbas, subiu ao monte. Após assentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

Bem-aventurados os pobres, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados.

Bem-aventurados os mansos. porque eles herdarão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos. porque eles receberão misericórdia.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino de Céus.

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e {mentindo} disserem todo mal contra vós, por causa de mim.

Alegrai-vos e regozijais-vos, porque é grande a vossa recompensa nos Céus, pois assim perseguiram os Profetas anteriores a vós.”

 

 

 

 

Solicitamos a ação do Presidente do STF, Ministro FUX e demais Ministros/as, com o objetivo de dialogar com o nosso irmão, Ministro André Mendonça e ele possa, rapidamente, devolver os autos para análise e julgamento do Plenário. Essa situação de descaso precisa ser solucionada a fim de aliviar a população brasileira e mundial, em especial os irmãos da Amazônia (Indígenas, Quilombolas, Ribeirinhos, Indigenistas, Defensores das florestas, repórteres nacionais e internacionais) que tanto necessitam das medidas protetivas, sabiamente e corajosamente adotadas pela Ministra Carmém Lúcia, na ADPF 760 e na Liminar.

 

Através desta carta estamos, também, solicitando a admissão da EDUCAFRO Brasil e das demais entidades interessadas a entrarem nos autos como AMICUS CURIAE. Entendemos ser um instrumento eficiente para aumentar a participação da sociedade civil nesta demanda, que visa a plena defesa do nosso direito de se pautar um julgamento emergencial numa opção que gere rapidez e se chegue a praticar a justiça.

Contamos com a colaboração dos Ministros e que a fé, tanto pregada pelo Ministro André Mendonça, que pediu vistas, seja revertida em boas obras, fazendo um grande benefício ao REINO DE DEUS, ao mundo e ao povo do Brasil.

 

Pelas entidades: Frei David Santos OFM

Diretor Executivo da EDUCAFRO Brasil

(11)9 6173-3341 ou (11)9 7688-9207 ou (24) 9 8182-0978

 

Obs.: 1) Frente à urgência, após a divulgação e entrega desta primeira versão aos Ministros do STF, iremos submeter essa carta a outras entidades, para o enriquecimento e assinaturas e, em breve entregaremos uma segunda versão e definitiva, a qual será anexada à primeira versão.

 

Obs.: 2) Entidades/pessoas que querem assinar e/ou colaborar, enviando sugestões para a melhoria do texto, favor entrar no link abaixo: Prazo: até 25/6

Entidades/pessoas que querem assinar e/ou colaborar, enviando sugestões para a melhoria do texto. Prazo: até 25/6 (google.com)

Fontes: Entidade cobra de Mendonça devolução de ação em defesa da Amazônia (metropoles.com)
Foto: Univaja


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Local? Auditório da FGV Rio
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Utilize o metro e solte na estação Flamengo. Ao sair da estação, dobre a direita na Rua Marques de Abrantes em direção a Praia de Botafogo. Ao chegar na Praia de Botafogo, dobre a direita e siga para a sede da Vale do Rio Doce, a entrada será por lá.
Existem diversas linhas de ônibus que passam pela Praia de Botafogo.

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A EDUCAFRO Brasil tem seu sangue nesta luta das cotas. Na foto vê-se parte da delegação de dois ônibus, junto com o Senador Paim, fazendo orações antes de uma forte intervenção em favor da aprovação do projeto das cotas para negros

A EDUCAFRO Brasil tem seu sangue nesta luta das cotas. Na foto vê-se parte da delegação de dois ônibus, junto com o Senador Paim, fazendo orações antes de uma forte intervenção em favor da aprovação do projeto das cotas para negros,

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/06/maioria-e-a-favor-de-cotas-raciais-em-universidades-34-sao-contra-diz-datafolha.shtml

 

 

Metade é a favor de cotas raciais em universidades; 34% são contra, diz Datafolha

Apoio é maior entre quem tem filhos em escola privada; há previsão de revisão do instrumento neste ano
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Paulo Saldaña

BRASÍLIA

Metade da população se declara a favor das cotas raciais nas universidades públicas, mostra pesquisa Datafolha. O apoio é maior, de 60%, entre as pessoas com filhos em escolas particulares —que, teoricamente, seriam preteridos com a ação afirmativa.

Quanto mais jovem, escolarizada e de maior renda a pessoa, maior é o apoio às cotas raciais nas universidades. Posicionam-se contrários à ação afirmativa 34%. Outros 3% se mostraram indiferentes e 12% disseram não saber responder.

Lei de Cotas completará 10 anos em 2022Lei de Cotas completará 10 anos em 2022

A pesquisa Datafolha foi feita em parceria com o Cesop-Unicamp sob a coordenação da Ação Educativa e do Cenpec —organizações sociais sem fins lucrativos que atuam na educação pública e são a favor das cotas raciais nas universidades públicas.

O levantamento, realizado em março, mas só divulgado agora, aborda várias agendas educacionais. A pesquisa ouviu 2.090 pessoas a partir de 16 anos em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

"Esse apoio é significativo porque as cotas raciais mostraram o potencial de democratização do ensino superior brasileiro", diz Denise Carreira, da Ação Educativa.

A primeira universidade de grande porte a reservar vagas foi a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), em 2003. No mesmo ano, a UnB (Universidade de Brasília) seria a pioneira a ter cotas raciais. Foi com a Lei de Cotas, de 2012, que todas as federais passaram a adotar a política.

As cotas passaram a ser implementadas de forma escalonada até chegar, em 2016, à reserva de 50% das vagas para a escola pública. A legislação exige separação de cadeiras para pretos, pardos e indígenas de acordo com a proporção da população de cada estado, além de preconizar corte de renda.

A lei prevê possibilidade de revisão do programa de acesso neste ano, uma década após seu início.

Evidências têm se acumulado sobre o efeito positivo da inclusão com as cotas ao transformar o retrato racial e social das universidades para algo mais próximo da realidade da sociedade —que financia a universidade pública.

Estudos e análises também indicam que não houve prejuízos de qualidade no desempenho do alunado. A USP (Universidade São Paulo), com histórico de rejeição às cotas, decidiu em 2018 adotar a reserva também com critérios raciais. Pesquisa concluída neste ano mostrou que a diferença de notas entre cotistas e não cotistas é pequena e cai durante o curso.

O recorte racial das cotas sempre esteve no centro dos debates mais intensos: fruto da mobilização do movimento negro, enfrentou resistências de vários setores da sociedade e de dentro do mundo acadêmico. Essa pesquisa Datafolha não traz perguntas sobre as cotas sociais.

Estudo recente do pesquisador Adriano Senkevics, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mostrou que a participação de pretos, pardos e indígenas nas instituições federais de ensino superior vindos da escola pública passou de 27,7%, em 2012, para 38,4% em 2016.

Dados de 2019 mostram uma proporção de 39% desse público nas universidades, segundo pesquisa da Ação Educativa e Lepes (Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação Superior) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Pretos, pardos e indígenas somavam naquele ano 56% da população com idade entre 18 e 24 anos.

"Nossa avaliação a partir das pesquisas é que as cotas são um programa muito bem sucedido, e que de fato contribuiu para mudar a cara das universidades, dos nossos campi, e principalmente nas instituições e cursos mais seletivos", diz Rosana Heringer, coordenadora do Lepes-UFRJ.

João Feres, coordenador do Gemaa (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) da Uerj, explica que ainda há um grande desconhecimento sobre como as cotas funcionam. Isso explicaria, inclusive, por que há aceitação entre as pessoas de maior renda, escolaridade e com com filhos em escola privada.

O Datafolha aponta maior falta de opinião sobre as cotas entre aqueles com filhos em escolas públicas: 11% desse grupo respondem não saber opinar sobre a questão, enquanto o percentual é de 3% no outro grupo.

Entre os que se declaram contrários à ação afirmativa, o índice é numericamente semelhante entre os pais com filhos em escolas públicas (36%) e em privadas (35%). Já quando levada em conta a idade, a diferença fica mais acentuada. No grupo de 16 a 24 anos, 21% se posicionam contra às cotas. Entre os com 60 anos ou mais, esse índice salta para 49%.

Quando foi aprovada, a lei previu que a revisão fosse feita pelo governo. Uma mudança em 2016, quando foi incluída reserva para pessoas com deficiência, retirou essa atribuição e agora o Congresso tem se debruçado sobre o tema.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) já disse ser contrário à política, mas não houve movimentações consistentes no governo para alterá-la. Questionado pela reportagem, o MEC (Ministério da Educação) não respondeu.

A pesquisa Datafolha reforça o caráter ideológico que permeia a avaliação sobre as cotas. A aprovação é maior entre as pessoas que consideram o governo Bolsonaro péssimo (57%) do que entre aqueles que avaliam a gestão como ótima (31%).

Foram apresentadas nesta legislatura na Câmara 19 proposições sobre a Lei de Cotas, segundo o Observatório do Legislativo Brasileiro. Dessas, nove são favoráveis, uma neutra, e nove contrárias, segundo o órgão. Tal disputa está centrada na manutenção do recorte racial.

Segundo Feres, também coordenador do Observatório, o cenário no Legislativo ainda é incerto, mas a crítica às cotas perdeu força nos últimos anos.

Em 2006, mais de uma centena de intelectuais e artistas divulgaram manifesto contrário à proposta. Reportagem da Folha mostrou que mais de uma dezena de signatários mudaram de opinião recentemente.

A política ainda enfrenta entraves, segundo especialistas, com a redução de orçamento para permanência estudantil e um empenho tímido das próprias universidades para garantir o sucesso acadêmico desses estudantes.

Especialistas dizem que traços de um racismo estrutural ainda permeiam a questão ao normalizar a ausência de negros, assim como indígenas e pessoas com deficiência em ambientes como as universidades. Por isso, há a defesa de que esses temas sejam debatidos na educação básica.

A pesquisa Datafolha também fez perguntas sobre a abordagem de discriminação racial nas escolas e respeito a crenças religiosas.

A maioria (81,4%) concorda totalmente que a discriminação racial deve ser discutida na escola. O respeito na escola pública a todas as práticas religiosas —inclusive o candomblé, a umbanda— ou mesmo ao ateísmo é apoiado por 93,7%.

Veja outras oportunidades: https://allmylinks.com/educafro