COLUNA DE ANCELMO GOIS

Frei David, da Educafro, das cotas, está divulgando este cartaz que faz uma alusão aos “brancos” do mensalão, presos em regime semiaberto e que poderão trabalhar fora da cadeia, enquanto a regalia é dificultada aos “pretos”.
É que a maioria carcerária, formada por pobres, condenada ao semiaberto não consegue arranjar emprego fora. Em São Paulo, apenas um em cada cinco presos no semiaberto deixa o presídio para trabalhar.

Irmãos petistas...
Para Frei David, o objetivo é chamar a atenção dos “irmãos do PT e de outros partidos envolvidos neste processo para o drama do preso pobre, preto ou branco, condenado a regime semiaberto”.
Ah, bom!

Não é fofo?
Um fã ali ao lado anotou. Ao menos 32 pessoas que foram ao Mineirão assistir ao martírio da partida Brasil x Chile tiraram foto ao lado de Patrícia Poeta, simpatia quase amor. O coleguinha Renato Maurício Prado, também assediado, brincou:
— Poxa! Só marmanjo quer tirar foto comigo.

Liberou geral
O pessoal da divisão de combate ao tráfico de entorpecentes da Polícia Federal foi deslocado para trabalhar em outras áreas da Copa.

Escolta da seleção
Na volta de BH, a nossa seleção, de folga, dispersou no Rio, sábado à noite. Ainda assim, uma procissão de batedores levou uns poucos gatos pingados até a Granja Comary.

Viva a paz!
Quem chamou a atenção outro dia foi o coleguinha Marcelo Barreto. Estes hinos nacionais cantados antes dos jogos da Copa são quase todos belicistas. “Como tem sangue nas letras!”, constata o apresentador do “Seleção SporTV”.
O mais emocionante e bonito deles, “A Marselhesa”, da França, fala em inimigos degolando “nossos filhos, nossas mulheres” e que a resposta será que “nossa terra do sangue impuro se saciará”. Já o hino americano fala de “guerra”, “bombas”, “sangue” e “inimigos”.

Segue...
Estes cantos de guerra são antigos. Mas ainda hoje fazem sentido num mundo, é pena!, que destinou US$ l,75 trilhão, em 2012, a gastos militares, segundo o Instituto da Paz de Estocolmo (Sipri).

‘Ouvirundum’...
Hino Nacional brasileiro não foge à regra guerreira. Lá tem um “Verás que um filho teu não foge à luta/Nem teme, quem te adora, a própria morte”.
Já o hino argentino repete três vezes: “Juremos com glória morrer.”

Cá entre nós...
Não custa repetir: cantar nosso hino à capela é sublime. Mas vaiar o hino dos outros chega a ser crime.

Delay na Copa
Incrível, mas o famoso delay de TVs, comum entre decodificadores distintos de sinal, embarcou, ontem, no voo 2556, da Azul, que saiu às 19h49m de BH com destino ao Rio. Nos pênaltis do jogo Costa Rica x Grécia, as TVs das dez primeiras fileiras estavam, pelo menos, dois segundos adiantadas das demais.
Então, que desmancha prazer!, quem estava atrás ficou sabendo pelos gritos dos da frente que a cobrança de Umaña eliminou os gregos.


Senado terá cota de 20% para negros em concursos públicos, diz Renan

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou nesta terça-feira (13) que a Mesa Diretora aprovou uma resolução que reserva para negros 20% das vagas em concurso público e em contratos terceirizados de mão de obra na Casa.

A nova regra terá validade para os editais lançados a partir desta quarta-feira (14), quando a regra será publicada no Diário Oficial do Senado. O último concurso realizado pela Casa ocorreu em 2012 e terá validade até o final de 2014.

A reserva de vagas foi anunciada nesta terça, 13 de maio, dia em que se celebra os 126 anos daabolição da escravatura no país. A data foi relembrada por diversos senadores ao longo desta terça.

“Nós estamos reservando, a partir de agora, em todo concurso público para servidor do Senado Federal e em contrato de terceirização também, uma cota de 20% para resgatarmos as contas que nós temos com os afrodescendentes”, declarou Renan.


Sem-fiscalizacao-havera-uma-enxurrada-de-processos-diz-frei-david-sobre-cotas-em-concursos

RIO - A nova lei que prevê reserva de 20% de vagas para candidatos pretos e pardos em concursos públicos federais, sancionada pela presidente Dilma Roussef nesta segunda-feira, já suscita questionamentos de diferentes naturezas. Entre as vozes críticas, está a de um de seus maiores apoiadores, Frei David Santos, diretor-executivo do Movimento Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro). Defensor das cotas como política afirmativa, ele participou da elaboração do projeto original da lei, em 2010. Agora, critica o estabelecimento da cota de 20%, que considera aleatória, e a ausência de normas claras para dirimir dúvidas sobre a etnia dos candidatos.

De acordo com a lei, basta o candidato a um concurso se declarar negro para concorrer a uma vaga reservada às cotas. Para Frei David, seria necessário que a regulamentação previsse uma comissão nos moldes da adotada no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), em que casos polêmicos acabam verificados por uma banca. Nela, o candidato deve comprovar, por exemplo, se teve parente negro.


https://oglobo.globo.com/sociedade/sem-fiscalizacao-havera-uma-enxurrada-de-processos-diz-frei-david-sobre-cotas-em-concursos-12801099#ixzz34xBMJnNg


Um negro no STF

Frei David, diretor da Educafro, encontrou outro dia com Dilma e aproveitou para tirar da manga do hábito uma lista com nove nomes de negros capazes de substituir o presidente do STF, Joaquim Barbosa. O frei está convencido de que seria coerente Dilma indicar um negro para a vaga de Joaquim.


ONU abre inscrições para o Programa de Jovens Profissionais

O programa anual de seleção de talentos das Organizações das Nações Unidas (ONU) já está com inscrições abertas. Este ano, o Young Professional Programme (YPP) vai receber os cadastros de jovens profissionais de seis áreas: economia, direitos humanos, sistemas e tecnologia da informação, fotografia, política e produção de rádio. Para participar, é necessário ter até 32 anos, nível superior, ser fluente em inglês ou francês e ser natural de um dos 67 países selecionados — como Brasil, Estados Unidos, Turquia, Japão, Andorra e Angola. Os países são escolhidos de acordo com sua representação no Secretariado.

As inscrições para as áreas de política e sistemas e tecnologia da informação já estão abertas até 13 de agosto. Candidatos de economia e produção de rádio, por sua vez, poderão se inscrever a partir de 21 de junho. Já os candidatos para vagas em direitos humanos e fotografia poderão enviar a candidatura a partir de 27 de junho.

Na primeira etapa, os candidatos devem enviar um currículo e carta de motivação. Aqueles escolhidos após análise dos perfis farão uma prova, com questões em inglês, que é realizada mundialmente e costuma ser aplicada no mês de dezembro — a prova testa conhecimentos sobre política internacional, a capacidade de análise e síntese. Os aprovados na primeira fase passam ainda por uma entrevista. Caso sejam selecionados, serão contratados segundo disponibilidade de vagas por um período de dois anos na categoria “P2”, podendo depois ser alocados em outros países onde a ONU tem operação. As Organizações destacam, no entanto, que a aprovação no YPP não garante uma vaga imediata.

Mais informações sobre as inscrições e exemplos de provas anteriores podem ser ser obtidos no site do YPP.

 

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