A EDUCAFRO pergunta-lhe: Gostaria de estudar no INSPER?

A EDUCAFRO pergunta-lhe: Gostaria de estudar no INSPER?

Baixe o Edital do concurso de bolsas do curso preparatório para bolsas 100% INSPER e veja todos os detalhes desta fantástica OPORTUNIDADE, Link: https://drive.google.com/file/d/1k3mXnHixfnbZA020CIBGH2T004g0Qm62/view?usp=sharing


80 bolsas de estudos integrais, com materiais didáticos, uniformes e lanche diários

Você mora em São Paulo?
A EDUCAFRO lhe indica:
Um dos mais caros COLÉGIOS do Brasil, Colégio SÃO LUÍS (dos Jesuitas), vai selecionar 80 jovens pobres que querem ser top nos estudos e doar 80 bolsas de 100%!

Inscrições: só de 7 a 13 de outubro

Fará o processo para ingressar na 1a série do Ensino Médio, no ano de 2021.
Início das aulas presenciais: jan. 2021.

São 80 bolsas de estudos integrais, com materiais didáticos, uniformes e lanche diários.

Informações e edital: bit.ly/80bolsassaoluis

A EDUCAFRO.org.br quer seus filh@s sendo os melhores em 3 anos! DIVULGUE! COMPARTILHE!

Puc Rio: mais um dia para inscrições!

Puc Rio: mais um dia para inscrições!

PUC Rio empresta computador e Internet para @s alun@s pobres e da EDUCAFRO, aprovad@s no vestibular.
http://www.puc-rio.br/sobrepuc/admin/vrc/inclusaodigital.html
Hoje: último dia!

Mais detalhes: https://www.educafro.org.br/site/bolsas-puc-rio/


BOLSA DE 100% AINDA NESSE MÊS DE SETEMBRO DE 2020?

Como?

1 - Basta ter feito o ENEM de 2010 até 2019 e ter tirado nota acima de zero na redação!
2 - Escolher a Faculdade mais próxima de sua casa ou trabalho e que tenha o seu curso.
3 - Isenção da taxa de inscrição!
4 - São mais de 90.000 vagas sobrando no ProUni para todo o Brasil!
5 - Nesse domingo, 20/9 às 16:45 horas, a EDUCAFRO vai passar mais informações.
6 - Será na reunião de EMPODERAMENTO AFRO.

No domingo, entre pelo link: https://bit.ly/3mA6jtO

Whatsapp: (11) 9 6173 6869


10 bolsas para o ITA/IME com moradia e alimentação inclusos

Parceria EDUCAFRO + Colégio Objetivo de Teresina

Você deseja seguir uma carreira militar? Ser um Oficial e estudar em instituição tecnológica de alto prestígio?

Para nós da EDUCAFRO, é essencial ver nosso povo tendo acesso a escolas de ponta como o ITA e o IME.

Sendo assim, estamos selecionando 10 pessoas de até 20 anos para ser merecedor@ de bolsa integral de estudos durante ensino médio (1º, 2º e/ou 3º ano), visando sua aprovação em DOIS dos vestibulares mais concorridos do Brasil!

Lembrando que se forem aprovados para a bolsa, durante o período de sua preparação , @s alun@s terão a possibilidade de receber INVESTIMENTO MENSAL de cerca de 3 mil reais mensais entre: acomodação, alimentação, material didático, apoio pedagógico e bolsa integral em um dos mais fortes colégios do Brasil.

O aluno fará ou terminará o ensino médio em Teresina/ Piauí, morando em alojamento para estudantes .

Você terá tudo que precisa para entrar no IME ou ITA! Duas instituições mundialmente respeitadas!

Se entrar no IME ou ITA , fará o curso superior com ajuda de custo, alimentação e moradia, no Estado de São Paulo ou Rio de Janeiro. E ao se formar será um Oficial do Exército ou Aeronáutica.

É A GRANDE VIRADA DE SUAS VIDAS!

IMPORTANTE:
TODOS OS ALUN@S precisarão passar pelo PROCESSO SELETIVO.
Após a seleção prévia pela EDUCAFRO
Você receberá link para a inscrição definitiva no processo seletivo.

Siga as instruções, estude o que vai cair e boa sorte !

Coordenação:
Juiz Federal William Douglas e Professor Pierre Perensin

Para ler o edital BAIXE aqui neste link : https://drive.google.com/file/d/1st000gqrHqBioOY19VHRwzW4jUjJzDrz/view?usp=drivesdk

Se Inscreva aqui neste link:
https://forms.gle/2FAYH1MXrf3NvZLr6


Projeto usa líder tribal e fé para preparar negros para o mercado de TI

O Educafro Tech está desenvolvendo parcerias com empresas e incubadoras que atuam no setor de tecnologia de informação para formar e empregar a população negra e LGBT+

Por Tamires Rodrigues

O mercado de tecnologia de informação tem um alto potencial de geração de empregos no Brasil. Com o atual cenário de desemprego no país, a Educafro, organização que há 40 anos promove a inclusão da população negra em universidades públicas e particulares, percebeu que havia um campo a ser explorado. Foi assim que surgiu o Educafro Tech, projeto voltado para a formação e empregabilidade de negros, negras e LGBT+ no mercado de TI.

"Nós debatemos com as empresas sobre a exclusão do negro no mercado de trabalho. E todas as empresas disseram que não tinha negros se formando em TI. Então decidimos encarar o problema e criamos a Eduacafro Tech", conta Frei David Santos, diretor da associação.

A terceira turma do projeto conta com 60 alunos que farão uma imersão em estudos sobre TI e métodos ágeis. Dez vagas são destinadas a participantes quilombolas, indígenas e/ou de outros estados, com custeio de estadia. O projeto oferece laboratórios equipados e jantar para os participantes.

As aulas são realizadas num formato intensivo, onde os participantes aprendem técnicas, conceito e práticas de tecnologia da informação, conectadas com o debate sobre cidadania e questões étnico-racial.

"Queremos em três ou quatro meses oferecer pessoas preparadas com qualidade para as empresas", afirma.

A Educafro Tech estuda parceria com empresas para conseguir espaço de sala de aula para formar mais alunos. "A NovoLab, em São Carlos (interior de São Paulo), é uma incubadora que trabalha com 57 empresas e reservou espaço para 12 alunos do Educafro Tech. Eles vão poder vivenciar esse aprendizado dentro desse ambiente de tecnologia", diz Santos.

Para que os alunos tivessem uma maior identificação com o conteúdo, os professores do projeto Edimilson Nascimento e Luiz Augusto criaram uma metodologia própria que foi inspirada no chefe tribal Shaka Zulu.

 

 

Representação de Shaka Zulu de 1824 (Reprodução)

 

"Na sua época, Shaka Zulu (1787-1828) criou algumas inovações e estratégias militares. Os mais fortes faziam a base, os mais velhos faziam a retaguarda e davam conhecimento aos outros. Então a gente pensou: 'cara, isso é manifesto ágil'. Eu sou de informática e vi toda estrutura do ágil naquilo. Por que não batizar a nossa metodologia de Shaka Zulu? É preciso ensinar forte, rápido e embasado, que só assim consigo dar emprego para essas pessoas", diz Nascimento.

Segundo os professores, uma das maiores dificuldades nas aulas não é ensinar a técnica, e sim fazer com que seus alunos consigam se enxergar no mercado de trabalho de TI e como programadores. Pensando nisso, eles criaram um ritual nas duas primeiras semanas de curso para que eles consigam estabelecer um vínculo com a turma e auxiliar na evolução de aprendizagem.

"A gente usa um tempo pequeno para dois atos de fé. O primeiro ato de fé é para aquelas pessoas que acabaram de nos conhecer acreditarem de verdade que em duas semanas eu e o Edi seremos capazes de ensinar lógica de programação para eles. O segundo ato de fé é o mais importante: é as pessoas acreditarem que em duas semanas elas serão capazes de aprender lógica de programação. Se esses dois atos de fé forem cumpridos, não vai ter problema que a gente não resolva", afirma Luiz Augusto.

Apesar do pouco tempo que o projeto existe, os professores já conseguem ver transformações sendo feitas nesse processo, com alunos que conseguiram entrar no mercado de trabalho.

"Uma aluna era gerente-geral de uma loja, que passou por uma reformulação. Aí ela ficou desempregada. Mesmo sendo uma pessoa com muita experiência e ter feito muitos cursos, não conseguiu recolocação. Ela ficou apavorada e decidiu mudar de ramo. Foi quando ela viu a proposta de profissionalizar negros no TI e abraçou a ideia. Hoje ela está indo muito bem como programadora", diz Santos.

Postado originalmente em: https://quebradatech.blogosfera.uol.com.br/2019/12/18/projeto-usa-lider-tribal-e-fe-para-preparar-negros-para-o-mercado-de-ti/


Nosso Povo sabe Empreender!

Durante séculos fomos escravizados, maltratados, humilhados. Durante anos nos foi negado os direitos mais básicos do ser humano. Durante décadas fomos desclassificados e fortemente discriminados. Mas somos um povo forte e superamos, um a um, todos esses períodos. E a cada dia mais temos crescido e conquistado o nosso espaço. Ainda falta muito, os desafios são enormes, mas a mudança está chegando.
E uma grande prova disso aconteceu naquela manhã de domingo, dia 21 de Julho, na nossa Reunião Geral. Éramos mais de 500 pessoas no salão, todos cheios de diversidade e potência. Foi quando a Empresária negra Dilma anunciou um a um os nomes vencedores do projeto AfroEmpreendedorismo.
O projeto visa patrocinar com bolsas de R$ 1000 reais, 10 empreendedores negrxs para alavancar seus negócios. Mas além disso, e mais importante, o projeto visa prestar consultoria com profissionais na área do empreendedorismo à esses 10 empreendedores. O projeto contou com um edital robusto e com o acompanhamento da Empresária Dilma e sua equipe.
A cada nome anunciado, a emoção tomava conta do lugar. Era a nossa vitória. A vitória do povo negro. Esses 10 guerreiros são a semente de um futuro cheio de conquistas e nós da EDUCAFRO estamos muito felizes em fazer parte dessa jornada.
Empreender é lutar, é correr atrás, é experimentar novas possibilidades. AfroEmpreender é ser guerreiro. E nós parabenizamos todos os guerreiros AfroEmpreendedores que com inovação, garra e criatividade, mostram ao mundo que somos vitoriosos!
Seguimos juntos!

Cotistas em risco

Universitários negros e de baixa renda, que entraram no programa do governo, não estão recebendo mais o auxílio federal para custear despesas de moradia e alimentação. Com isso, muitos têm de abandonar seus cursos

Raul Montenegro (raul.montenegro@istoe.com.br)

No começo de 2015, as cotas para jovens negros e pobres ajudaram a estudante Thais Vieira Costa, de 18 anos, a realizar um sonho: ser aprovada no vestibular do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A alegria da jovem, porém, durou pouco tempo. Chegando a Salvador, ela não conseguiu obter da instituição os auxílios de residência e alimentação que contava receber. Essa ajuda possibilita a alunos de baixa renda manter os estudos longe de casa. Thais procurou estágios e trabalhos em outras áreas, sem sucesso. Chegou até a morar de favor, mas em maio do ano passado a situação ficou insustentável. Voltou para a casa da mãe, na zona norte de São Paulo (SP), e atualmente está desempregada. Para piorar, o abandono ocorreu antes da conclusão do primeiro semestre da faculdade, o que a coloca às vésperas de ser jubilada. “Eu passei na prova, mas o acesso me foi negado”, diz. “Fiquei muito frustrada. Tive depressão depois disso.” Como Thais, milhares de universitários de todo o Brasil que entraram no Ensino Superior graças à Lei de Cotas estão sob ameaça de deixar seus cursos por não terem como custear despesas sem auxílio federal. “Estamos prejudicando o futuro do País porque o número de pobres abandonando os cursos é escandaloso”, afirma frei David Santos, diretor-executivo da ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro). O educador contabiliza ter conversado com cerca de 50 pessoas na mesma situação da jovem paulistana. “As cotas são uma política necessária. No entanto, se não forem aperfeiçoadas, podem ser um tiro no pé.”

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EXCLUÍDO
O quilombola Agnaldo Guimarães, 25, passou em duas
universidades federais, mas não pôde se matricular nos
cursos por não ter garantia de receber a bolsa-auxílio

O problema é endêmico e se espalha por diversas universidades federais do País. Na de Pernambuco (UFPE), por exemplo, 7,2 mil alunos serão afetados a partir do próximo mês com o corte R$ 3,4 milhões no orçamento para as bolsas. Em alguns casos, os pagamentos cairão para um valor quase dez vezes menor. O estudante de engenharia elétrica Péricles da Silva Barbosa, 29 anos, foi um dos prejudicados. Antigo morador do conjunto habitacional gratuito do campus de Recife, ele precisou deixar a residência por causa de uma reforma que começou em 2012 e até hoje não foi concluída. Desde então, passou a receber cerca de R$ 900 da instituição, porém o benefício será diminuído a um valor entre R$ 100 e R$ 400 em maio. A poucos meses do fim do curso, Péricles teme ser despejado da casa onde vive após a redução da ajuda. Só o aluguel custa R$ 700, bem mais do que ele receberá da universidade daqui para frente. “Se eu não conseguir dinheiro estarei na rua. Temo pelo dia em que não vou ter onde morar,” diz. “Não quero nem pensar em desistir, mas sei que, se não houver um lugar para ficar, não haverá outro jeito.”

Outros alunos nem precisaram começar as aulas para perceber que, sem ajuda, não haveria dinheiro para pagar as contas. Aos 25 anos, o quilombola Agnaldo Guimarães cresceu estudando em escolas públicas na zona rural de Cavalcante (GO) e, devido à pobreza, ficou longe da sala de aula por quatro anos antes de concluir o colegial. Depois de uma tentativa frustrada, foi aprovado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Engenharia Florestal na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e para Matemática na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Mas conversando com discentes dos dois campi soube que as coisas não seriam tão fáceis. “Cheguei a fazer matrícula na UFSC e liguei para lá perguntando sobre a bolsa-auxílio”, afirma. “A moça que me atendeu falou que os benefícios demorariam de três a quatro meses para sair. E que nem havia garantia de que eu os receberia.” Guimarães acabou desistindo porque não teria dinheiro para fazer a mudança e se manter em outra cidade. Ele hoje faz faculdade numa universidade particular paulistana graças a uma bolsa de estudos da Educafro. “Eu me senti traído. Como é que o governo fala que a educação é para todos?”

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Sancionada em 2012, a Lei das Cotas garante 50% das vagas do Ensino Superior federal a alunos pobres, negros e indígenas. Mas a disponibilidade das bolsas não acompanhou a necessidade da legião de recém-chegados. “Se você dobra o número de vagas e coloca um processo de inclusão, é preciso aumentar o apoio”, afirma Renato Hyuda de Luna Pedrosa, coordenador do Laboratório de Estudos em Educação Superior da Universidade de Campinas (Unicamp). “Não adianta só criar as cotas.” Outras modalidades de auxílio, além das de moradia e alimentação, também estão sob ameaça em diversos campi. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, estudantes de baixa renda manifestaram preocupação ao parar de receber ajuda de custo para compra de material acadêmico, e já fazem contas para fechar o apertado orçamento mensal. Procurado, o Ministério da Educação afirma que os recursos estão sendo repassados às instituições, que são as responsáveis pela sua aplicação. E que eles inclusive aumentaram nos últimos anos (leia quadro). O fato, no entanto, é que as verbas não estão chegando ao bolso dos estudantes carentes. Procuradas, nenhuma das universidades mencionadas na reportagem respondeu aos questionamentos enviados por ISTOÉ. Com jovens impedidos de estudar, não se vê melhora num dos raros consensos nacionais em época de crise política: o de que só a educação é capaz de fazer do Brasil um país melhor.

Fotos: FELIPE GABRIEL; João Castellano/Istoé

 

 

FONTE : https://www.istoe.com.br/reportagens/451095_COTISTAS+EM+RISCO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage