Cais do Valongo busca reconhecimento da Unesco

RIO - Já declarado patrimônio carioca e nacional, o Cais do Valongo, na Zona Portuária, está prestes a obter mais um reconhecimento. Nesta terça-feira, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura começarão a elaborar o dossiê técnico para a candidatura do Cais do Valongo ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O primeiro passo ocorreu em janeiro, quando a proposta de candidatura foi aceita pela entidade. Revelado em 2011 durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o Valongo tornou-se monumento emblemático da cultura negra no país. Lá desembarcaram mais de 500 mil negros escravizados, entre 1811 e 1843, vindos, em sua maioria, do Congo e de Angola.

O pedido de inclusão na lista da Unesco ocorre justamente no contexto das comemorações dos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro e da década do afrodescendente, instituída pela Assembleia Geral da ONU.

A candidatura faz parte de um processo de valorização e reconhecimento das origens africanas da cidade. O trabalho será acompanhado pelo Comitê Consultivo da Candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade, composto por membros de associações sociais e comunitárias, pesquisadores e representantes das três esferas de governo. A posse e a primeira reunião do comitê será nesta terça-feira, às 16h, no Palácio Gustavo Capanema, no Centro.

O Valongo foi declarado patrimônio nacional em novembro passado. Na ocasião, a Unesco considerou o local parte da chamada "Rota do Escravo", projeto lançado pela instituição em 2006 para destacar o patrimônio material e imaterial relacionado ao tráfico de escravos no mundo. Construído para ser ponto de desembarque e comércio de escravos, em 1843 ele foi transformado no Cais da Imperatriz para receber Teresa Cristina, que se casaria com dom Pedro II. Em 1911, ele foi aterrado e deu lugar à Praça do Commercio.

 


Xingado de escravo, cubano do Mais Médicos hoje reclama de falta de especialistas

O médico cubano Juan Delgado, 40, que foi xingado de escravo e virou símbolo do programa Mais Médicos, está tendo dificuldades para marcar consultas com especialistas e agendar exames para seus pacientes no interior do Maranhão.

"Demora muito tempo para conseguir exames diagnósticos e consultas próprias das especialidades para definir um tratamento adequado para o paciente", afirma o médico em entrevista à BBC Brasil.

Delgado atua em aldeias indígenas do interior do Maranhão. Ele atende ao principal objetivo do projeto, que é levar atendimento básico a locais com escassez de profissionais de saúde, mas está esbarrando em um novo gargalo da saúde pública brasileira exposto pelo Mais Médicos.

Em Cuba, segundo Delgado, não há "as dificuldades que vemos no Brasil para realizar consultas com especialistas e qualquer exame diagnóstico."

Ele afirma que um exame de ultrassom, por exemplo, leva mais de um mês para ser agendado – algo que diz ocorrer em todo o Brasil. Para contornar o problema, usa as perguntas feitas aos pacientes e o exame físico.

O médico também encontrou outras dificuldades no interior, como a ausência de infraestrutura adequada para consultas e de remédios, que "escasseam às vezes". Esses são argumentos frequentemente usados por entidades médicas para justificar a rejeição de brasileiros a postos de trabalho nos rincões do país.

Mas Delgado não pensa em desistir por causa disso: "Supero esta dificuldade e realizo o atendimento. O médico cubano vai ao lugar para onde mandarem. Para salvar e cuidar de qualquer vida não vemos as dificuldades. Isso é parte de nossa formação", afirma.

Delgado diz que não voltou a sofrer ataques como os que ocorreram em Fortaleza. Logo após sua chegada, ele e outros médicos cubanos foram vaiados e chamados de escravos por profissionais brasileiros.

As ofensas foram baseadas no fato de que, ao contrário dos outros médicos que participam do programa, os cubanos recebem apenas uma parte da bolsa de R$ 10 mil. O convênio do governo brasileiro é com a Opas (Organização Panamericana da Saúde), que repassa o pagamento ao governo de Cuba. Os médicos cubanos ficam com US$ 1.245, ou cerca de R$ 3.000 -o que, segundo Delgado, é suficiente para seus gastos.

À época, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou o protesto de "corredor polonês da xenofobia", e a presidente Dilma Rousseff pediu desculpas a Delgado.

O médico diz acreditar que, passado um ano do início do programa, mesmo os que participaram do protesto "pensam de outra forma".

"Chegamos aqui não para tirar os pacientes deles, mas para ir a outros lugares onde a população não teria acesso a um médico. Acho que a relação dos médicos brasileiros e cubanos deve ser próxima."

Gargalo

Desde agosto do ano passado, o Mais Médicos distribuiu cerca de 14 mil profissionais pelo interior do país e periferias de grandes cidades - quase 80% deles, segundo o Ministério da Saúde, são cubanos.

O programa ampliou o acesso ao atendimento básico, mas colocou em evidência a falta de exames e profissionais especializados nestes locais.

O Mais Médicos prioriza o atendimento primário de saúde, que busca prevenir e resolver a maior parte dos problemas sem a necessidade de encaminhamento para hospitais especializados. Com menos gente nos hospitais, fica mais fácil atender a todos. Mas, quando o problema exige, o atendimento especializado é necessário.

O Ministério da Saúde atribui as críticas de Delgado ao fato de ele trabalhar com saúde indígena, em local de difícil acesso, e afirma que consultas e exames em polos indígenas costumam demorar até 15 dias para serem realizados.

A demora para marcação de consultas e exames, no entanto, já foi apontada também por profissionais do Mais Médicos que trabalham em outros locais. O próprio ministro da Saúde, Arthur Chioro, já disse que, em muitos locais, a expansão da atenção básica aconteceu mas há um “estrangulamento” na atenção especializada.

Indígenas

Quando os profissionais estrangeiros chegaram ao Brasil, também causou polêmica a não exigência de fluência na língua portuguesa por parte dos médicos.

Delgado diz que isso trouxe alguma dificuldade no início mas que, agora, já não tem problemas com o português. Já a língua indígena - ele trabalha com as etnias Ka'apoo e Awá- é "muito difícil".

"Conto com os índios que falam português para atender aqueles que não falam", diz.

 

Delgado diz que os indígenas ficaram muitos felizes de ter um médico nas aldeias. Ele mora no município de Zé Doca, a cerca de 300 km da capital do Estado, São Luís, e passa dois dias em aldeias mais próximas e três nas mais distantes.

"Recebi com muita surpresa [o trabalho com os índios], porque nunca pensei que, no século em que vivemos, ainda havia pessoas vivendo nas condições desfavoráveis em que vivem os indígenas, com muitos se alimentando do que caçam ou pescam", afirma.

Delgado diz que vive como qualquer outro brasileiro. Fala com sua família diariamente, usa a internet - parte da entrevista à BBC Brasil foi concedida por meio do Whatsapp, aplicativo que ele passou a usar no Brasil - e passou férias em Cuba.

Diz que pretende cumprir seus três anos de contrato no Brasil - e, "com muito interesse", gostaria de assinar outro contrato para ficar no país até 2019.

Atendimento

Em nota enviada à BBC Brasil, o Ministério da Saúde afirmou que consultas e exames em polos indígenas costumam demorar no máximo 15 dias. A pasta informou que o polo de saúde indígena em que Delgado trabalha possui duas equipes com profissionais variados como médicos, dentistas, enfermeiros e psicólogos.

Diz que há três postos de saúde na região e que todas as aldeias possuem um local para atendimento, mas destaca que a área é de difícil acesso, com pista de chão batido –quando chove, às vezes o transporte é feito por rios-, o que dificulta a distribuição de medicamentos.

Segundo o ministério, pacientes que precisam ser atendidos em hospitais de referência têm veículos e horas de voo para transporte.

Fonte BBC Brasil


Inscrições para os privados de liberdade serão abertas dia 30

Serão abertas na terça-feira, 30, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 das pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa. O prazo se estenderá até 30 de outubro próximo, pelo horário oficial de Brasília.

As provas serão realizadas em 9 e 10 de dezembro próximo, nos estabelecimentos prisionais ou socioeducativos indicados, em cada unidade federativa, pelas secretarias de segurança pública e de justiça e por órgãos de administração penitenciária e de promoção dos direitos da criança e do adolescente.

Cada estabelecimento indicará um responsável pedagógico e firmará termo de compromisso e responsabilidade com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação do Enem. Isso deve ser feito on-line, na página do Inep, a partir desta quinta-feira, 25, até às 23h59 de 20 de outubro, pelo horário de Brasília.

O responsável pedagógico fará a inscrição dos participantes e acompanhará todo o processo do exame, até o acesso aos resultados obtidos por aqueles que fizerem as provas. Caberá ainda ao responsável pedagógico pedir a certificação ou a participação do inscrito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC.

Provas — No primeiro dia de provas, em 9 de dezembro (terça-feira), serão aplicadas as de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia) e de ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia), com duração de 4 horas e 30 minutos. No dia 10 (quarta-feira), será a vez de matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação), além da redação. Esta segunda etapa tem duração de 5 horas e 30 minutos, incluída a redação.

A inscrição para o Enem nas unidades prisionais será feita exclusivamente pela internet, na página do Inep. O responsável pedagógico deve indicar o número da unidade prisional ou socioeducativa e o cadastro de pessoa física (CPF) do participante.

Na edição de 2013, o Enem para privados de liberdade recebeu 30.322 inscrições.

Edital do Inep nº 19/2014, sobre o Enem de 2014 para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 25.

FONTE Mec


Papa muda interlocutores da Igreja

Papa muda interlocutores da Igreja

Ao contrário de outros pontífices, Francisco, coerente com sua opção pelos pobres, quer ouvir aqueles que os representam

Líderes de movimentos populares de vários países terão encontro com o papa Francisco nos próximos dias 27, 28 e 29 de outubro, em Roma. Do Brasil estarão presentes João Pedro Stédile, pelo MST e Via Campesina, e representantes da Central de Movimentos Populares, Levante Popular da Juventude, Coordenação Nacional de Entidades Negras, Central Única dos Trabalhadores, Movimento de Mulheres Camponesas e um indígena do povo Terena.

A carta-convite é assinada por Stédile e por Juan Grabois, que representa o Movimento dos Trabalhadores Excluídos e a Confederação de Trabalhadores da Economia Popular, da Argentina.

O evento é um desdobramento do simpósio “As emergências dos excluídos”, realizado em dezembro de 2013, no Vaticano, do qual Stédile e Grabois participaram.

Denominado Encontro Mundial de Movimentos Populares, ele contará ainda com a participação de 30 bispos, “de distintas regiões, que mantêm fortes vínculos com o trabalho social e os movimentos populares.”

O evento resulta da articulação do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, presidido pelo cardeal ganês Peter Turkson, com diversas organizações populares. Tem como objetivos partilhar o pensamento social de Francisco; elaborar uma síntese da visão dos movimentos populares em torno das causas da crescente desigualdade social e do aumento da exclusão no mundo; refletir sobre as práticas organizativas dos movimentos populares; e propor alternativas populares para “enfrentar os problemas que o capitalismo financeiro e as transnacionais impõem aos pobres, com a perspectiva de construir uma sociedade global com justiça social, a partir da realidade dos trabalhadores excluídos”, frisa o convite. Enfim, “discutir a relação dos movimentos populares com a Igreja e como avançar nesse sentido.”

Entre painéis e oficinas previstas, destacam-se: “Exclusão social e desigualdade”; “Desigualdade social à luz do documento Alegria do Evangelho”; “Doutrina social da Igreja”; “Meio ambiente e mudanças climáticas”; “Movimentos pela paz”; e “Articulação Igreja e Movimentos populares”.

É a primeira vez na história da Igreja que um papa convoca líderes de movimentos sociais para um encontro de três dias, e não uma simples audiência protocolar, como a que monitorei em 1980, em São Paulo, ao levar um grupo de sindicalistas, entre os quais Lula e Olívio Dutra, para um encontro com João Paulo II, na capela do colégio Santo Américo.

Há, nessa iniciativa, algo inédito: outrora os papas, ao debater a conjuntura mundial, convocavam banqueiros, empresários, homens de negócio. Francisco, coerente com a sua opção pelos pobres, quer ouvir aqueles que os representam, provocando uma mudança significativa na qualidade de interlocutores da Igreja Católica.

Em seu documento “Alegria do Evangelho” (de novembro de 2013), Francisco considera o capitalismo intrinsecamente injusto: “Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível erradicar a violência. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é injusto na sua raiz” (59).

LEIA TODAS AS


Instituto oferece pela primeira vez o curso de jogos digitais

O Instituto Federal do Rio de Janeiro está fazendo processo seletivo para o curso superior de tecnologia em jogos digitais. São 35 vagas para o segundo semestre letivo de 2014. O curso, com duração de seis períodos, é o primeiro nessa área a ser oferecido na rede federal de educação. As inscrições vão até a próxima quinta-feira, 25.

A seleção será feita com base nas notas das edições 2012 ou 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e podem concorrer os candidatos que concluíram o ensino médio e tenham alcançado, no mínimo, 400 pontos na média aritmética das notas das provas do Enem, desde que não tenham tido nota zero em nenhuma delas.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 25 de setembro, na página do instituto na internet, por meio do preenchimento do formulário de inscrição e envio do boletim do Enem, com o número de inscrição e as notas obtidas em cada uma das provas. Ao se inscrever, o candidato deverá optar por concorrer nas modalidades de ampla concorrência ou de ação afirmativa, observando os requisitos para ter direito à reserva de vagas.

Segundo o diretor-geral do campus Engenheiro Paulo de Frontin, Rodney Albuquerque, o curso dispõe de laboratório completo, com softwares de ponta, sistema de banda larga de alta qualidade e redes internas de fibra e wi-fi. “Um curso de vanguarda, preparado com muito esmero por toda equipe e com professores mestres e especialistas”, diz Albuquerque.

O campo de atuação do tecnólogo em jogos digitais é bastante amplo. Segundo o diretor, o aluno formado vai ter acesso a conhecimentos para atuação nas áreas de simulação, audiovisual, jogos para internet, dispositivos móveis, maquete 3D para o ramo imobiliário, TV, cinema, entre outras.

Assessoria de Comunicação Social

Leia o edital e faça sua inscrição na página do instituto

Fonte: Mec


Estudante de rede pública pode inscrever vídeo em festival

Estão abertas até 10 de outubro as inscrições para o festival Imagens EMdiálogo, que reúne produções audiovisuais de estudantes do ensino médio de escolas públicas de países do Mercosul e associados. O festival integra o portal EMdiálogo, criado em 2009 pelo Observatório Jovem da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pelo Observatório da Juventude da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Hoje, faz parte de uma rede de dez universidades federais brasileiras.

Transformar a realização audiovisual nas escolas em canal de comunicação para o diálogo sobre o direito à escola pública de qualidade é uma das propostas do festival. O evento é realizado on-line para permitir a divulgação da produção dos estudantes do ensino médio público, sobretudo do interior do Brasil. Cerca de 60% das inscrições provêm de cidades situadas fora das regiões metropolitanas.

Na terceira edição do Imagens EMdiálogo, a página do festival na internet reúne 132 vídeos de diversos gêneros, oriundos de mais de 50 municípios de mais de dez unidades da Federação. O conjunto de vídeos constitui acervo que articula pensamentos, experiências e arranjos criativos no campo do cinema e educação.

Para fazer a inscrição, o realizador deve estar matriculado em escola pública de ensino médio e ter produzido vídeo com duração de até cinco minutos sobre o tema Uma Escola sem Muros. Os filmes podem ser de ficção, de animação, documentário e experimental.

Mais informações na página do festival na internet.

Assessoria de Comunicação Social

Matéria republicada com correção de informações

fonte: MEC


Lista de estudantes convocados para o exame está disponível

A lista eletrônica de convocados para as provas da edição de 2014 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) está disponível na internet a partir desta sexta-feira, 19. Fazem parte da lista dos habilitados para o exame alunos concluintes regulares dos cursos de bacharelado, licenciatura e tecnológicos, como estabelece o artigo 1º da Portaria Normativa nº 8, de 14 de março último.

Os estudantes devem ser informados da convocação pelos coordenadores dos cursos, que têm acesso exclusivo à lista, constante do sistema on-line do Enade. Cabe, portanto, às instituições de educação superior divulgar amplamente entre os estudantes os nomes daqueles habilitados a fazer as provas, marcadas para 23 de novembro, às 13h (horário de Brasília). O exame é obrigatório para os selecionados e condição indispensável para a emissão do histórico escolar. O convocado deve fazer as provas, independentemente da organização curricular adotada pela instituição em que estuda.

Realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sob a orientação da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), o Enade de 2014 conta com o apoio técnico de comissões assessoras de área (CAA). O exame, parte integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), mede o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos, às habilidades e competências, aos conhecimentos sobre a realidade brasileira e mundial e sobre as demais áreas do conhecimento. 

Assessoria de Comunicação Social do Inep

Acesse a página do exame na internet 

Confira a Portaria Normativa nº 8, de 14 de março de 2014

 

fonte: MEC


IBGE admite erro em Pnad e desigualdade cai

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) admitiu na sexta-feira passada (19/09) ter cometido erros nos cálculos da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013, divulgada na quinta-feira (18). O equívoco gerou distorções de alguns dados, como a concentração de renda. Ao contrário de subir, como havia sido informado anteriormente, a desigualdade social no Brasil recuou entre 2012 e o ano passado.

Os dados anteriores apontavam uma ligeira alta do índice de Gini ─ que mede a concentração de renda ─ no período. Ou seja, um aumento da desigualdade social no país.

O índice de Gini vai de zero a um. Quando mais próximo de zero, melhor distribuída é a renda.

De acordo com o novo levantamento apresentado pelo IBGE, o Gini do trabalho, que mede exclusivamente a distribuição dos rendimentos do trabalho, caiu de 0,496 para 0,495 (o que para o instituto significa estagnação) – antes, a Pnad registrava alta para 0,498.

Já o Gini que considera todas as rendas recuou de 0,504 para 0,501 (anteriormente o índice apontava um aumento para 0,505).

O avanço ainda que sutil da desigualdade, como revelavam os dados anteriores, foi objeto de cobertura extensiva da imprensa brasileira, inclusive da BBC Brasil, uma vez que a concentração de renda no país vinha caindo gradativamente desde 2001. Caso os dados originais estivessem corretos, 2013 teria sido, assim, o primeiro ano em que a trajetória de queda da desigualdade no país teria sido interrompida.

Segundo o IBGE, os erros ocorreram em sete Estados: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

"No processo de expansão da amostra da Pnad 2013, foi utilizada, equivocadamente, a projeção de população referente a todas as áreas metropolitanas em vez da projeção de população da Região Metropolitana na qual está inserida a capital", informou o órgão por meio de um comunicado.

Por se tratar de uma pesquisa por amostragem, a Pnad usa, para determinados tipos de cálculo, a população da principal região metropolitana dos Estados. Nos sete Estados onde houve erro, entretanto, o IBGE admitiu ter usado informações de mais de uma região metropolitana.

Em entrevista a jornalistas, a presidente do IBGE, Wasmália Bittar, pediu desculpas pelos erros.

"A pesquisa continha erros extremamente graves. Cabe pedir desculpas a toda a sociedade brasileira", afirmou Bittar.

Já o diretor de Pesquisas do órgão, Roberto Olinto, descartou qualquer interferência política na revisão dos dados.

"Não há o menor indício de pressão. Nós encaramos o fato como um acidente estritamente técnico e que será investigado. O processo do trabalho será investigado. O IBGE está extremamente abalado por isso", afirmou.

Olindo também afirmou que a recente greve dos funcionários do órgão não teve impacto no erro.

Dados revistos

O IBGE também alterou outros dados da pesquisa. O rendimento mensal do trabalho, por exemplo, foi reduzido de R$ 1.681 para R$ 1.651 (alta de 3,8% em relação a 2012, contra avanço inicial de 5,7%).

A taxa de analfabetismo também foi corrigida e subiu de 8,3% para 8,5%. A pesquisa inicial mostrava que teria havido queda de 0,5 pontos porcentuais entre 2012 e 2013, de 8,7% para 8,3%.

Já taxa de desemprego não sofreu alteração e ficou em 6,5% no ano passado.

A taxa de desocupação também foi mantida, em 6,5%. Mas, diferentemente dos dados originais, o aumento da população desocupada foi menor: 6,3% contra os 7,2% divulgados anteriormente.

Em choque

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que o governo ficou "chocado" com os erros e acrescentou que criará duas comissões para investigar o que aconteceu. A primeira será formada por especialistas independentes para averiguar a consistência da Pnad. Já a segunda "vai apurar as razões dos erros e as responsabilidades funcionais".

"Lamento que isso tenha acontecido. Houve falta de cuidado num procedimento básico de checagem e rechecagem para quem faz trabalhos de estatística", afirmou Belchior.

Belchior falou ainda do uso eleitoral da situação.

"Em momentos eleitorais, qualquer coisa é usada politicamente".

A ministra do Planejamento também rebateu críticas de que os erros poderiam ter sido causados por um ajuste fiscal ou redução do quadro de funcionários do órgão.

fonte: BBC Brasil

 

 


cartilha de orientação para os egressos do ensino médio que podem se beneficiar das ações afirmativas

A EDUCAFRO e o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa do IESP-UERJ, está DIVULGANDO para todos os Associados da EDUCAFRO esta  cartilha de orientação para os egressos do ensino médio que podem se beneficiar das ações afirmativas em vigor no país.
A versão digital da cartilha é de livre acesso. Logo, seria muito bom que você, associado EDUCAFRO divulgá-la, sobretudo, com os alunos que ainda estão no Ensino Médio.
 A seguir, o link onde a cartilha pode ser lida e baixada:


Reforma política irá solidificar e ampliar conquistas sociais dos negros no Brasil'

Reforma política irá solidificar e ampliar conquistas sociais dos negros no Brasil'

Diretor da Educafro diz que plebiscito é essencial para ampliar participação de negros na política. Hoje, só 9,8% do Congresso Nacional são ocupados por pretos ou pardos

São Paulo – O plebiscito popular para a realização de uma Constituinte exclusiva que defina reformas no sistema político brasileiro representa, na visão do diretor-executivo da ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), Frei David Raimundo, um instrumento essencial para consolidar as conquistas sociais da população negra. Ele acredita que, por meio de uma Assembleia Constituinte, a política de cotas raciais nas universidades públicas, estabelecida em 2012, e também nos concursos federais, sancionada neste ano, será solidificada e ampliada.

“Seja quem for o presidente da República, essa política não pode ser mexida mais, a não ser que se volte a discuti-la na Câmara dos Deputados e no Senado, e que se mude as leis. Mas isso seria uma afronta a nós, negros. Portanto, a Constituinte vai consolidar essas conquistas e ampliar tantas outras”, defende.

A população brasileira é hoje composta por maioria negra. Na última amostragem feita pelo IBGE, em 2010, 50,7% dos brasileiros se declararam pretos ou pardos. No entanto, segundo o diretor da Educafro, essas pessoas ainda estão, em grande parte, excluídas de cargos políticos no Congresso Nacional. Somente 9,8% dos senadores e deputados brasileiros são pretos ou pardos, de acordo com estudo realizado pela ONG Transparência Brasil, em 2013. Na Câmara dos Deputados, a parcela corresponde a 10,7%,  só 55 dos 513 deputados são negros. Já noSenado, o número é ainda menor: são três pretos (3,7%), em 81 parlamentares.

Para o diretor da Educafro, os dados alarmantes são evidências de que o sistema político atual é profundamente viciado e mantido por “amarras negativas” criadas pelo sistema financeiro. Por isso, faz-se necessária uma reforma política que altere a forma de governo e estimule e assegure a participação popular. “Se o seu deputado, o seu senador e até o seu candidato à presidência, não for a favor de uma Constituinte do sistema político, dificilmente ele vai ajudar o país a ser melhor em seu mandato”, argumenta Frei Raimundo.

Ouça a entrevista do Frei David Raimundo à radio Brasil atual