Quatro brasileiras são 'jovens líderes globais'

Leila Velez (esq.), fundadora da rede de salões Beleza Natural, foi uma das escolhidas na lista de líderes globais

Quatro brasileiras integram hoje o seleto grupo do Young Global Leaders (YGL). Com perfis diferentes, a cineasta Julia Bacha, a ex-secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, a presidente da companhia aérea TAM, Claudia Sender, e a fundadora da rede de salões Beleza Natural, Leila Cristina Velez, têm se destacado internacionalmente em suas áreas.

O Fórum Econômico Mundial, conhecido por suas reuniões anuais em Davos, na Suíça, seleciona, por um mandato de seis anos, personalidades com menos de 40 anos, que tenham se destacado na política, negócios, mídia, pesquisa, cultura e artes. Na última semana, 214 jovens líderes vindos de 66 países se reuniram em Tianjin, na China, durante a edição 2014 do YGL. Mais da metade dos integrantes desse ano são mulheres.

"A comunidade do YGL reúne os mais proeminentes dirigentes da próxima geração, que obtiveram resultados extraordinários e os ajuda a continuarem a se desenvolver na estrada da liderança", define David Aikman, responsável pela New Champions Community do FEM, da qual o YGL faz parte.

Para Tatiana Lacerda Prazeres, única indicada brasileira que vem do setor público, o grupo reúne pessoas com trajetórias e experiências distintas, mas motivadas a dar uma contribuição para o mundo nas áreas em que atuam. "É muito inspirador o contato", avalia.

Julia Bacha, cineasta brasileira, diz que o que une perfis tão diferentes é a preocupação social. "São pessoas que têm um comprometimento em trabalhar para que o futuro seja melhor do que o agora", diz.

Tatiana não se considera um exemplo para os brasileiros, mas acredita que a nomeação como jovem líder global é um reconhecimento em relação a sua carreira e uma aposta para o futuro. "Olhando para lideranças mundiais, que já passaram pelo grupo e que hoje ocupam posições de destaque, se reconhece que o fórum tem capacidade para identificar pessoas com potencial".

A BBC Brasil preparou perfis de cada uma delas. Leia abaixo:

Julia Bacha

Desde 1998, a carioca de 33 anos, vive em Nova York para onde se mudou para estudar inglês e acabou cursando graduação na Universidade de Columbia. Sua carreira de documentarista começou em 2004, quando escreveu e editou Control Room, um dos documentários políticos de maior bilheteria de todos os tempos nos Estados Unidos. O trabalho teve grande impacto na cobertura da Guerra do Iraque.

Julia se dedica atualmente a um novo filme sobre as mulheres palestinas, que lideraram campanhas de desobediência civil no final dos anos 80, durante a primeira Intifada.

Ela conta que se envolveu com a questão entre Israel e Palestina por acaso. O interesse veio através da colaboração desenvolvida com a cineasta israelense, Ronit Avni, fundadora e diretora da Just Vision, organização sem fins lucrativos, que pesquisa e desenvolve conteúdo sobre líderes palestinos e israelenses comprometidos com a não-violência, da qual Julia é a diretora criativa. Juntas elas dirigiram Encounter Point, em 2006, em Israel.

"Quando cheguei em Jerusalém, vi a importância desse trabalho. Queria realmente mudar a dinâmica, na qual a atenção da comunidade internacional e da mídia está sempre focada nos atores que usam a violência. Enquanto israelenses e palestinos, que adotam a resistência pacífica, a desobediência civil, são em grande parte ignorados", denuncia.

"Nosso trabalho é o de contar as histórias e mostrar quem são os indivíduos que acreditamos que no futuro vamos olhar com a mesma admiração que reservamos a Martin Luther King, Nelson Mandela e Mahatma Gandhi. Esses indivíduos existem!"

Tatiana Lacerda Prazeres

Tatiana, que até o ano passado integrava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, fez história na pasta já que pela primeira vez um funcionário de carreira chegou ao cargo de vice-ministra.

Atualmente, ela é assessora do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Com passagem pelo mundo acadêmico, Tatiana é doutora em Relações Internacionais pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, e autora de dois livros sobre questões comerciais. Ela coordenou a área internacional da Apex-Brasil e passou pela consultoria de Relações Internacionais da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Além de suas obrigações profissionais, ela ajuda jovens pesquisadores que trabalham com temas relacionados a OMC. "Faço uma orientação informal de pessoas estudando comércio internacional. Achei que esta era a melhor forma de contribuir aproveitando o que eu tenho de melhor".

Claudia Sender

Duas outras jovens líderes foram indicadas por suas atuações no mundo dos negócios. Claudia Sender é a primeira mulher à frente de uma companhia aérea brasileira. Com 39 anos, ela comanda os cerca de 30 mil funcionários da TAM e define a estratégia da empresa, que tem faturamento de quase US$ 13 bilhões.

Formada em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo, Claudia mudou de área e fez carreira no mundo corporativo atuando em marketing e planejamento na Whirlpool e na Bain & Company. Ela se especializou na Harvard Business School e apenas em dezembro de 2011 entrou para a maior empresa de aviação do país, como vice-presidente Comercial e de Marketing. Após a fusão com a chilena LAN Airlines assumiu a Unidade de Negócios Doméstica Brasil.

Leila Cristina Velez

Em 1993, Leila Cristina Velez criou aos 19 anos um dos primeiros salões de beleza especializado em cabelos crespos, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Hoje, a Beleza Natural é uma rede de cabeleireiros com quase 20 unidades, 2 mil funcionários e mais de 100 mil clientes por mês. A empresa criou ainda nos anos 90 uma linha de produtos para o negligenciado mercado de cabelos afro no Brasil. O sucesso é atribuído pela companhia ao ganho de "autoestima" em milhares de pessoas, por valorizar os fios naturais e ir contra a corrente das técnicas de alisamento praticadas por salões convencionais.

No último ano, a cadeia de institutos de beleza presente em cinco estados brasileiros, recebeu um incentivo de US$ 32 milhões da GP Investments, para financiar sua expansão para todo o país.

Nascida em uma favela carioca e ex-funcionária do McDonald’s, Leila é formada em Administração de Empresas e fez cursos de Empreendedorismo e Competitividade na América Latina na Columbia Business School e em Harvard .

fonte: BBC


Foto de índio brasileiro vence concurso global

Expor a rica diversidade dos povos indígenas: esse foi o objetivo do primeiro concurso global de fotografia lançado pela ONG Survival International, que luta em defesa dos direitos dos povos indígenas.

E a foto eleita vencedora foi tirada em terras brasileiras. O fotógrafo italiano Giordano Cipriani captou toda a cor e a expressão de um índio da tribo Asurini, do Tocantins, e faturou o prêmio, deixando para trás concorrentes de várias partes do mundo.

A Survival International aproveitou o concurso para lançar o calendário para 2015 We, The People (Nós, As Pessoas, em tradução livre).

As fotografias apresentam, entre outros, registros da tribo Tarahumara, no México, conhecida por ter corredores de longa distância, e o ritual de saltar bois da tribo de Hamer, na Etiópia.


Inscrições para bolsas de estágio nos EUA podem ser feitas até o dia 12 de outubro

Brasileiros que fazem doutorado em ciências humanas, ciências sociais, letras e artes podem se candidatar à seleção de bolsas de estágio em instituições de educação superior nos Estados Unidos. São 30 bolsas, de nove meses de duração, com início em agosto–setembro de 2015 e conclusão em abril–maio de 2016. As inscrições podem ser feitas até 12 de outubro próximo.

A seleção dos candidatos cabe à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação e à Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e o Brasil (Comissão Fulbright), instituições que também vão custear o envio dos estudantes.

Para concorrer, o pós-graduando deve cumprir, entre outros requisitos:

  • Estar matriculado em curso de doutorado no Brasil recomendado pela Capes.
  • Ter proficiência em língua inglesa.
  • Não ultrapassar 48 meses do período total do doutorado.
  • Morar no Brasil no momento da candidatura e durante o processo de seleção.

O candidato deve preencher on-line um formulário com dados pessoais e educacionais, apresentar projeto de pesquisa e encaminhar os documentos solicitados no edital do programa Capes–Fulbright Estágio de Doutorando em Ciências Humanas, Ciências Sociais, Letras e Artes nos Estados Unidos.

Benefícios — Caberá a Capes a cobertura das principais despesas dos bolsistas:

  • Moradia, alimentação e transporte local, no valor de US$ 1,3 mil [R$ 3.021,72, em cotação do dia 12 último] mensais e adicional de U$ 400 [R$ 929,76], no caso de o bolsista estudar em cidade considerada de alto custo.
  • Auxílio-deslocamento de U$ 1.604 [R$ 3.728,34] para permanência de até seis meses ou U$ 3.208 [R$ 7.456,68], se a permanência for de sete a nove meses, valor dividido em duas parcelas.
  • Auxílio-instalação de U$ 1,3 mil [R$ 3.021,72], em parcela única, para permanência de nove meses.
  • Auxílio-seguro-saúde de U$ 90 [R$ 209,20] mensais.

Será responsabilidade da Comissão Fulbright, custear a aquisição de livros ou computadores, até o valor de U$ 2 mil [R$ 4.648,80]; a mensalidade complementar, fixa, de U$ 700 [R$ 1.627,08], durante a permanência do bolsista nos Estados Unidos, e o auxílio para participação em eventos relacionados ao projeto de pesquisa do estudante, no valor máximo de U$ 1,2 mil [R$ 2.789,28].

Conforme o cronograma da seleção, a relação dos aprovados será divulgada em dezembro deste ano. As inscrições, gratuitas, devem ser feitas pela internet, com o preenchimento do formulário da Comissão Fulbright, em inglês, conforme estabelecido no Edital nº 54/2014, divulgado em 3 de setembro último.

fonte: Mec


Revistas excluem adolescentes negras: 'Estou no Brasil, mas me sinto na Rússia

A pedido da BBC Brasil, a estudante de Jornalismo Isabela Reis analisou o conteúdo de três revistas voltadas para o público adolescente em busca de exemplos concretos da falta de representatividade de meninas negras na mídia. O artigo abaixo faz parte de um especial que busca dar voz a jovens nos principais debates que mexem com o Brasil.

 

 

 

A invisibilidade dos negros na mídia brasileira não é assunto novo, mas as revistas para o público adolescente revelam um quadro cruel de exclusão. Em um país onde 57,8% das meninas de 10 a 19 anos se declaram pretas ou pardas (categorias cuja soma é comumente usada para medir a população negra), as publicações juvenis não as enxergam. Somente as brancas estão nas páginas. Não há diversidade.

 

É difícil crescer lidando com produtos que não te contemplam. Como explicar para uma pré-adolescente negra, em plena formação de identidade, que ela é bonita, se a revista preferida ignora seu tom de pele? Como enaltecer a beleza afro, se o conteúdo estimula o embranquecimento? Como acreditar que o crespo é normal, se as reportagens só exibem cabelos lisos? Estamos no século 21 e parece que paramos no tempo. Nós queremos existir.

 

As edições de agosto das três principais revistas para adolescentes do país omitem a população negra. AtrevidaCapricho e Todateen: 294 páginas, apenas cinco fotos de adolescentes pretas ou pardas. NaCapricho, uma imagem estava num anúncio; outra apresentava a nova integrante da equipe de leitoras que colaboram com a revista. NaTodateen, duas fotos estavam no mural de fãs; a terceira, como na concorrente, era da equipe de colaboradoras. E só. A Atrevida não trouxe uma adolescente negra. As cantoras e atrizes pretas ou pardas conseguiram espaço nas publicações pela fama, não pela cor. Foram 114 páginas de padronização e exclusão.

 

As redações sabem da composição do público. Quatro das cinco imagens foram enviadas por leitoras negras. Elas compram, leem, se interessam, interagem, participam, colaboram. Elas estão presente e são ignoradas. Não havia um editorial de moda com modelos negras, uma seção de penteados para cabelos cacheados e crespos ou uma dica de maquiagem para pele negra. As revistas abordam bullying, sexo, masturbação, compulsões, vícios, sempre com personagens brancas, como se as questões não afetassem ou não interessassem as negras.

bbc

Isabela analisou as edições de agosto de três revistas voltadas para adolescentes no Brasil.

O racismo também não foi pauta. Estamos em 2014, as pessoas ainda xingam negros de "macaco" e a juventude negra está sendo massacrada. O Mapa da Violência 2014, da Flacso Brasil, denunciou aumento de 32,4% nos homicídios de negros de 15 a 24 anos entre 2002 e 2012. Para cada jovem branco que morre, 2,7 jovens negros perdem a vida. E ninguém toca no assunto.

As revistas não responderam às tentativas de contato. Se retornassem, conseguiriam justificar? É possível explicar a predominância das brancas nas páginas, quando elas são apenas uma parte das meninas de 10 a 19 anos? Se houvesse lógica nos números, 57,8% das imagens deveriam ser de meninas negras. Não é o que acontece.

Somos aproximadamente 9,7 milhões de cores, de cabelos com personalidade própria, de bocas grandes, de narizes largos, de sorrisos lindos, de leitoras, de público que vai pagar pelas revistas, de lucro. E ainda assim, não estamos lá. A mídia nos vende uma realidade que não existe. Vivemos no Brasil, o país da miscigenação. Ao abrir uma revista, me sinto na Rússia.

É cruel com as crianças que crescem com o sentimento de não pertencer ao universo apresentado nas revistas. É cruel com as adolescentes que se convencem que, ao alisar o cabelo e parar de tomar sol, vão se encaixar no padrão irreal. É cruel com as famílias que precisam trabalhar em dobro para promover a aceitação. Deviam ter as revistas como aliadas, mas elas são, na verdade, um desserviço.

*Isabela Reis é estudante de Comunicação Social da UFRJ e tem 18 anos

 fonte: BBC brasil


Tivemos medo de errar', diz coordenadora de Marina sobre política para religiões afro

Tivemos medo de errar', diz coordenadora de Marina sobre política para religiões afro

 

"Como Marina, sou protestante e não tinha um acúmulo de conhecimento sobre políticas específicas para religiões de matriz africana", diz Valneide Nascimento dos Santos, em entrevista exclusiva à BBC Brasil.

Filiada ao PSB há 17 anos - "meu primeiro, único e último partido" -, Santos demonstrou diversas vezes admiração pelo ex-presidente Lula, criador de políticas como o Brasil Quilombola (destinado a comunidades tradicionais) e das cotas para estudantes negros em universidades.

"Se [o governo Marina] vai ser melhor que o de Lula, não sei. Queremos que seja no mínimo igual", afirma.

Em conversa por telefone, a coordenadora de campanha adianta que a política de cotas raciais de Marina deve ter horizonte máximo de 10 anos.

"Não quero que meus filhos e netos sejam cotistas daqui a 20 ou 30 anos", diz.

BBC Brasil: Que acha das críticas sobre as políticas de Marina para religiões de matriz africana?

Valneide Nascimento dos Santos: Não detalhar foi um erro nosso. Como a Marina, eu que sou a coordenadora nacional sou protestante e não tinha um acúmulo de conhecimento sobre políticas específicas para religiões de matriz africana. Então deixamos para os militantes do PSB de Salvador e da coligação que viessem somar posteriormente. Não foi uma falha do programa, foi uma falha nossa enquanto ativistas negros. Nós deixamos de colocar porque não tínhamos um entendimento sobre como deveria ser, na época.

BBC Brasil: Então o programa será alterado?

Valneide: Não. Se você pegar o programa, já estão incluídas as políticas. O que falta é o detalhamento. Faltou o compromisso com religiões africanas, que nós sabemos que são muito perseguidas pelos evangélicos. Sabemos de terreiros no Rio de Janeiro que foram tocadas fogo. Não queremos que isso se repita. Eu, que estou na coordenação, Marina, que é evangélica, e alguns companheiros, que são da academia, não temos acúmulo de conhecimento. A gente ficou com medo de errar e ter problemas futuros, entendeu?

BBC Brasil: Quais são os comentários de Marina em relação à liberdade religiosa?

Valneide: Ela reconhece a dificuldade do povo de religiões africanas em participar de uma política com mais atuação e visibilidade. Ela mostrou em todas as conversas vontade de fazer as pessoas verem a importância desses cultos como os demais cultos da sociedade. Ela sempre demonstrou abertura em todos os sentidos, não só ela como o Eduardo [Campos]. Eles sempre falaram a mesma língua.

BBC Brasil: Marina diz querer manter a política de cotas raciais "como política emergencial, temporária, com data para terminar". O que significa ser "temporário e com data para terminar"?

Valneide: Nós defendemos cotas com data de dez anos. Dez anos dá para fazer uma avaliação. Não defendemos cotas permanentes, vemos isso como retrocesso.

BBC Brasil: Qual será o horizonte final da política de cotas raciais?

Valneide: Não tenho uma data para falar. Defendemos no máximo 10 anos.

BBC Brasil: As cotas de universidades começaram no início do governo Lula. Não se passaram 10 anos?

Valneide: Você vê que na UNB começou a acabar. Já está sendo discutido, a cada ano diminuem as vagas para negros e negras e estão entrando as cotas sociais, que é algo que acreditamos que vai prevalecer futuramente.

BBC Brasil: Muitos ativistas do movimento negro diz que racismo não tem a ver com pobreza.

Valneide: Tem muitos negros e negras que não defendem cotas para negros, em espécie nenhuma. A gente respeita a opinião de todos, mas tem que respeitar também o partido e a proposta da coligação. Tem que acreditar e ver para crer. É igual Bolsa Família. Concordamos com ele, mas não podemos deixar ter neto e bisneto de Bolsa Família. Não quero que meus filhos e netos sejam cotistas daqui a 20 ou 30 anos.

BBC Brasil: Qual será a política para quilombolas?

Valneide: O governo do presidente Lula, em 2003, avançou muito. Criou a esperança, abriu portas para todos nós para o reconhecimento e a titularização [das terras quilombolas]. Lula foi o cara que criou o "Brasil Quilombola". A presidente Dilma não avançou em nada, parou. Queremos dar continuidade ao "Brasil Quilombola’ que o Lula criou. Não é copiar e colar, é dar continuidade a algo que está dando certo.

BBC Brasil: Se a ideia não é copiar e colar o programa de Lula, qual será a diferença?

Valneide: É dar continuidade ao que o presidente Lula com muita sabedoria criou e Dilma engavetou.

BBC Brasil: A senhora faz duras críticas à Dilma Rousseff e muitos elogios a Lula. O governo Marina em relação ao movimento negro será melhor que o de Lula?

Valneide: Se vai ser melhor, não sei. Queremos que seja no mínimo igual. Vamos abrir as portas para o movimento negro e ouvir. Foi o que Lula fez. A nossa defesa com Marina, e ela participou do governo Lula, é que a população negra seja ouvida, não queremos ser só coadjuvantes. Não vamos só votar, queremos ser votados e participar da gestão. Dilma não abriu para a sociedade.


Políticos 'ignoram grito de jovens por maior representatividade'

Governantes e políticos ainda não foram capazes de responder às demandas, vindas principalmente de jovens, por mais representatividade na política, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Para eles, a desconfiança e a sensação de distanciamento dos jovens em relação ao sistema político, expressas principalmente durante as manifestações de junho de 2013, ainda estão presentes a três semanas do primeiro turno das eleições.

 

Para David Fleischer, professor de Ciência Política da Universidade de Brasília, a incapacidade de implementar os pedidos das ruas fez com que o sentimento de frustração com as instituições políticas evidenciado em 2013 – especialmente entre as gerações mais novas – continuasse neste ano.

"Esse foi o grande grito do ano passado: eu não me sinto representado. Os políticos ensaiaram fazer algumas reformas no sistema político, mas não deu em nada, não reformou nada", disse Fleischer.

Segundo Benedito Tadeu César, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a juventude se sente distante das formas institucionais de política.

"Esta juventude se sente órfã. O jovem não tem interesse por essa política que está aí. Ela não se reconhece nesses intrumentos", disse, acrescenteando que o atual modelo é fruto da sociedade industrial do século 19.

Reforma política

As demandas por novas formas de representatividade e participação políticas estavam no centro das manifestações de 2013 juntamente com reivindicações por melhorias na saúde, transporte e educação.

Durante as manifestações, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, propôs a convocação de um plebiscito que autorizasse uma constituinte exclusiva para a reforma política. Mas a proposta recebeu forte oposição no Congresso e acabou não progredindo.

"Fizemos um compromisso com a reforma política. Enviamos para o Congresso essa reforma política, não foi aprovada. Aliás, eu acredito que reforma política no Brasil vai exigir a participação popular e a consulta popular atráves de um plebiscito”, reiterou Dilma durante o primeiro debate presidencial desta campanha, transmitido pela TV Bandeirantes no dia 26 de agosto.

A necessidade da reforma política foi um ponto levantado por leitores da BBC Brasil em discussões nas redes sociais.


Pistorius é condenado por homicídio culposo da namorada

O paratleta sul-africano Oscar Pistorius foi condenado nesta sexta-feira por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp.

A juíza Thokozile Masipa disse que o atleta agiu de forma "negligente" ao disparar contra a porta do banheiro ao acreditar que sua casa estava sendo invadida.

 

A pena ainda não foi anunciada. Ele pode pegar até 15 anos de prisão, mas especialistas em direito dizem que ele deve ser condenado a algo entre sete e dez anos.

O paratleta, de 26 anos, foi condenado também por disparar sua arma por acidente em um restaurante, em um outro episódio.

Ao ouvir os veredictos, Pistorius sentou, esfregou o rosto e caiu ligeiramente para a frente, disse o correspondente da BBC Andrew Harding, que estava no tribunal.

Não houve grande reação, já que o veredicto era esperado, disse Harding.

Tanto a promotoria quanto a defesa podem apelar contra a decisão.

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Pistorius já havia sido inocentado na quinta-feira da acusação de homicídio doloso.

Mais famoso atleta paraolímpico de sua geração, o corredor matou Reeva Steenkamp na madrugada de 14 de fevereiro de 2013. Ele alegou ter confundido Reeva com um suposto invasor em sua casa. Ela estava dentro do banheiro, e o paratleta disparou contra a porta.

Ao ler o veredicto, a juíza afirmou que "não se pode dizer que o acusado não teve uma crença verdadeira que havia um invasor". Mas disse: "o acusado sabia que havia alguém atrás da porta do banheiro, e ele escolheu em usar uma arma".

"Eu acredito que o acusado agiu precipitadamente e usou muita força. Está claro que sua conduta foi negligente".

 

fonte: BBC-Brasil

 


Programa Inglês sem Fronteiras prorroga prazo para inscrições

O prazo para as inscrições nos cursos presenciais gratuitos de inglês do programa Inglês sem Fronteiras (ISF) foi prorrogado até as 12h da próxima segunda-feira, 15. Há mais de 6 mil vagas oferecidas em 43 universidades federais, voltadas a estudantes da educação superior.

As inscrições são feitas exclusivamente pela internet e, para concorrer às vagas, o candidato deve observar os seguintes requisitos: ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas (NucLi); ser estudante participante e ativo no curso My English, on-line, cuja inscrição tenha sido validada com até 48 horas de antecedência à inscrição no núcleo de línguas; ter concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso.

Para efeito de classificação, terão prioridade: alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras; estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação; estudantes que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso, com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade; bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência, de qualquer curso de graduação, com vínculo institucional.

A carga horária presencial é de quatro aulas de 60 minutos, em pelo menos dois encontros semanais, e os cursos abordam o desenvolvimento de habilidades linguísticas e a preparação para exames internacionais de certificação de fluência em língua inglesa. A duração dos cursos varia de 30 a 120 dias.

Toefl - Continuam abertas as inscrições para a aplicação diagnóstica Toefl/ITP, por meio do programa Inglês sem Fronteiras. Os exames Toefl/ITP [test of english as a foreign language/integral transformative practice – teste de inglês como língua estrangeira/prática transformadora integral] são voltados para os alunos de graduação, mestrado e doutorado das universidades federais, institutos federais e universidades estaduais credenciadas.

Também podem participar servidores e professores das universidades federais e dos institutos federais; alunos de centros de pesquisa cadastrados junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e alunos candidatos a editais do Programa Ciência sem Fronteiras. As inscrições permanecem abertas até 24 de novembro.

O Inglês sem Fronteiras foi elaborado a partir da necessidade de aprimorar a proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários brasileiros, com o objetivo de proporcionar-lhes oportunidades de acesso a universidades internacionais por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. O ISF inclui a oferta de cursos a distância e cursos presenciais de língua inglesa, além da aplicação de testes de proficiência. 

Assessoria de Comunicação Social

Para saber mais, acesse a página do Inglês sem Fronteiras na internet

Para inscrição, acesse o Sistema IsF 


PROUNI-Matriculados têm até 1º de dezembro para tentar bolsa

Os estudantes sem bolsa de estudos matriculados em instituições particulares de educação superior participantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) tem até 1º de dezembro para se inscrever como candidatos a vagas remanescentes. Podem participar dessa etapa do programa estudantes que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e que tenham, na mesma edição do exame, média igual ou superior a 450 pontos e nota na redação que não seja zero.

Antes de fazer a inscrição, o candidato deve se cadastrar no sistema de bolsas remanescentes, na página do programa na internet. No cadastro, o candidato deve informar o número do CPF e a data de nascimento. Esses dados permitem que o sistema de inscrição verifique se o estudante participou do Enem e cumpre os requisitos para concorrer à bolsa.

Licenciatura — Professores da rede pública de ensino no efetivo exercício do magistério da educação básica e do quadro de pessoal permanente de instituição pública podem se inscrever para bolsas nos cursos com grau de licenciatura, independentemente de participação no Enem. Assim, basta que o candidato informe que é professor para prosseguir com o cadastro.


Programa Inglês sem Fronteiras recebe inscrições para cursos até o dia 11

Os candidatos a vagas nos cursos presenciais do programa Inglês sem Fronteiras podem fazer a sua inscrição pelo sistema on-line até 11 de setembro. Nesta edição, o programa oferece 6.045 vagas, com início das aulas em 22 de setembro. Os cursos serão realizados pelos núcleos de línguas (NucLi) das universidades federais credenciadas pelo programa.

Para concorrer às vagas, o candidato deve cumprir os requisitos: ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas (NucLi); ser estudante participante e ativo no curso My English, on-line, cuja inscrição tenha sido validada com até 48 horas de antecedência à inscrição no núcleo de línguas; ter concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso.

Para efeito de classificação, terão prioridade: alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras; estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação; estudantes que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso, com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade; bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência de qualquer curso de graduação, com vínculo institucional.

A carga horária presencial é de quatro aulas de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Os cursos terão a duração mínima de 16 e máxima de 64 horas, conforme a proposta pedagógica de cada NucLi.

As regras para participação nos cursos constam do Edital nº 27, de 20 de agosto de 2014, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, publicado no dia 22 de agosto de 2014, no Diário Oficialda União. Mais informações na página do programa Inglês sem Fronteiras na internet. As inscrições, gratuitas, devem ser feitas no Sistema IsF.

fonte https://portal.mec.gov.br/