Viúva de Beto Freitas diz que Carrefour quer indenizá-la com o mesmo valor pago pela morte de vira-lata. Empresa nega

Os advogados de Milena Alves, viúva de Beto Freitas, assassinado na véspera do dia da Consciência Negra em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre, escreveram uma carta pública demonstrando insatisfação com o valor oferecido pela empresa como indenização a sua cliente. Segundo eles, a oferta foi de R$ 1 milhão.

De acordo com os advogados, o valor foi o mesmo pago pelo supermercado à sociedade — através de repasses a instituições ligadas à defesa dos animais — na ocasião em que um cachorro vira-lata, batizado de Manchinha, foi morto por um segurança que trabalhava em uma das unidades do Carrefour, em São Paulo.

Diz trecho da carta:

— A vida de um homem está sendo igualada e nivelada pelos mesmos balizadores que a vida de um cachorro. Todas as mortes merecem respeito, mas não se pode tratar de forma igualitária a morte entre humanos e animais, mesmo que ambas tenham acontecido por puro preconceito. Será que se o “Manchinha” fosse um Poodle enfeitado e o Beto um loiro de olhos azuis, ambos ainda não estariam vivos aqui entre nós?

Procurado, o Carrefour não informou o valor oferecido a Milena, mas garantiu que a quantia é maior do que R$ 1 milhão. A empresa também justificou os valores. Disse que no processo da morte do cachorro Manchinha, a indenização paga foi por danos morais coletivos, enquanto à Milena, é uma ação individual. O Carrefour também informou que já foram pagos mais de R$ 3 milhões a nove parentes de Beto Freitas e que um Termo de Ajustamento de Conduta está sendo negociado com o Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Publicado originalmente: https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/viuva-de-beto-freitas-diz-que-carrefour-quer-indeniza-la-com-o-mesmo-valor-pago-pela-morte-de-vira-lata-empresa-nega.html

 

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA ABAIXO:

CARREFOUR e FAMÍLIA DO BETO: UM NOVO OLHAR

Quem escreve esta carta são os advogados da ex-companheira do João Alberto Silveira Freitas (Nego Beto) Milena Alves e sua filha, Stephanye, enteada dele e pelo advogado do Sr. João Batista, pai de João Alberto. Aproxima-se a sexta-feira da paixão, onde a morte injusta do Beto traz à tona todas as denúncias contra o poder econômico provindas com a morte de Cristo, queremos prestar contas à sociedade sobre o que andou e o que ainda está em ritmo lento. Queremos justiça!

As elites brasileiras parecem ter um hábito e um prazer mórbido e sadomasoquista secular, de pôr uma pedra sobre o nosso passado de servidão, sofrimento, castigos e holocausto dentro e fora dos navios negreiros. A dor da família do Nego Beto não é diferente dos afro-brasileiros oriundos da mãe África e castigados brutalmente pelos seus senhores brancos. A força que nos permite continuar lutando para que a voz de nosso povo jamais seja amordaçada novamente. Caro leitor, vale lembrar que o Brasil é o país com a maior população negra fora da África - 56,2% - afro-brasileiros (negros e pardos).

Apoiamos integralmente a busca de indenização contra o Carrefour, por parte da sociedade. Entendemos que essa morte feriu todo o povo afro-brasileiro e não pode ficar sem uma punição à altura, para fazer mudar a cultura das empresas e do poder econômico brasileiro, em relação ao povo afro-brasileiro.

Primeiro, cabe relembrar que Beto, homem negro, foi brutalmente surrado e assassinado na noite do dia 19/11/2020, às vésperas do Dia da Consciência Negra, dentro de Hipermercado Carrefour pelos funcionários da empresa de segurança terceirizada Vector Segurança Patrimonial Ltda. Uma sequência infindável de socos, pontapés e asfixia despendidos por causa da sua cor o levaram a morte no local. Tudo isso, foi acompanhado pelos olhares incrédulos da Milena, impedida de prestar socorro pelos demais funcionários que presenciavam o ocorrido. No próximo dia 19 de abril, completaremos seis meses dessa tortura e barbárie.

O intuito central no patrocínio desta causa, além dos interesses da família, no caso, Milena, Stephanye e sogros, é de que, ao final, a morte do Beto sirva como um divisor de águas, ampliando a consciência e o combate ao RACISMO ESTRUTURAL.

Passados alguns meses desde a morte dele, após algumas reuniões com o corpo jurídico do Carrefour, sentimo-nos conquistando pouco avanços, lutando contra um sistema engessado, que além de ser voltado para os poderosos, é racista, hipócrita e capitalista. Vale lembrar que nesse sistema capitalista, o Carrefour S/A comprou Big por R$ 7,5 bilhões. Com a transação, o conglomerado passa a responder por um faturamento de R$ 100 bilhões, somando os R$ 74,9 bilhões do Carrefour, no ano de 2020, com R$ 24,9 bilhões do Big. Fica aqui uma pergunta para os acionistas dessa operação. Quanto vale a vida de um Afro-brasileiro?

Cabe ressaltar que, caso Nego Beto fosse um indivíduo caucasiano, de pele branca e olhos claros, não negro, não pobre e não excluído, como de fato era, estaria vivo e jamais teria sofrido uma morte destas: covarde, violenta e brutal.

O racismo, em especial no Brasil, é uma realidade viva, não uma ficção ou um tema filosófico ou de “esquerda”. Milhares de pessoas negras morrem apenas pela sua cor de pele, porque o policial “achou” que o menino ia sacar uma arma – mas, na verdade, era um celular – ou porque o policial o “confundiu” com um suspeito fugindo – mas, na verdade, estava brincando de correr[1]. Você já ouviu essa expressão? “Preto parado é suspeito, e correndo é ladrão” –. Assim, não se discute que o PRÉ CONCEITO está gravado no DNA da branquitude, que, ao olhar uma pessoa negra, o mesmo se torna suspeito, bandido, ou não goza do benefício da dúvida que os brancos possuem de forma natural. O negro por sua cor, já vem condenado desde o nascimento. Essa mesma condenação aconteceu com o Beto, morto pela ignorância, soberba e preconceito de uma sociedade racista e estruturalmente preconceituosa.

O racismo também é tema dentro do Poder Judiciário. A juíza federal, Adriana Cruz, que é negra, relata um cotidiano curioso: “Às vezes percebo um certo espanto por parte de alguns advogados, quanto entram na sala de audiência e deparam comigo. Acho que a expectativa inconsciente é de encontrar uma juíza branca”[2]. Não podemos esquecer que no Congresso Nacional, só 17,8% dos parlamentares são negros. Câmara e Senado têm 106 das 594 cadeiras ocupadas por pretos e pardos; brancos são maioria nas duas Casas. Fica a pergunta. Como podemos ter Políticas Públicas Efetivas contra o Racismo Estrutural e aplicação das leis: 12.990, 12.288 e 12.711?

Sentimos exatamente isso nos contatos que viemos realizando com a rede Carrefour, a maior rede mundial de comércio de alimentos. Esta rede, numa atitude de soberba, e ainda como se fosse a dona do destino das pessoas, alicerçada num entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, realizou uma proposta leviana, acintosa e desrespeitosa para com a viúva de Beto, e como consequência, ofendendo a sociedade.

Apenas para se ter em mente, aos não operadores do direito, há um entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de limitar as indenizações por morte em 500 salários-mínimos, embora não haja um limitador expresso quanto às ações de danos morais. Entretanto, esta limitação não é utilizada, normalmente, por Tribunais Estaduais, que entendem que os danos morais devem ser analisados caso a caso, tomando-se por base o poder econômico do ofensor e os danos causados ao ofendido. Quase sempre, quando a vítima é negra, colocam as indenizações lá embaixo. Isso é racismo estrutural e precisa ser combatido.

Como já referido, o Carrefour, no mês de março, anunciou a compra da rede BIG, sua concorrente, pela Bagatela de 7,5 BILHÕES DE REAIS[3] e alcançou, no ano de 2019, o lucro líquido de R$ 1,1314 bilhão de euros[4]. Esta poderosa empresa, a maior rede de venda de alimentos do mundo, segue dando as cartas, colocando-se como dona e senhora da situação, aproveitando-se de uma saída jurídica para terminar o assunto do Beto, ofertando valor injusto à sua viúva, frente ao espantoso assassinado.

Apenas para ilustrar a atual situação de vida da Milena, desde a morte do companheiro, ela não teve mais coragem de entrar na sua própria casa. Apesar do contínuo tratamento psicológico, sofre, ainda, de stress pós-traumático, profunda depressão e demais traumas desencadeados por sentir a forte ausência do seu companheiro, morto pelos seguranças do Carrefour a socos e pontapés, sendo tudo gravado pelas câmeras do sistema de monitoramento, semelhante a uma luta de UFC (Ultimate Fighting Championship).

Desde aquela noite, ela não sai de casa desacompanhada. Dorme pouco. Desperta com pesadelos. Tem crises de choro, episódios depressivos e outros tantos sofrimentos diários que estão aniquilando o seu existir. Colocar o lixo, mesmo após cinco meses do ocorrido, só é uma tarefa possível se realizada com a companhia de alguém. Milena nos confidenciou que perdeu seu companheiro, seu amigo e seu esteio, perdeu aquele que a esperava com a janta pronta e a casa arrumada. Beto sempre a aguardava, mesmo ela chegando tarde do serviço como cuidadora.

No que toca ao pai de Beto, Sr. João Batista, a dor não é diferente. Falta-lhe o ar, assim como faltou o ar de Beto naquela noite.

Não conseguimos aceitar a inversão da ordem natural no ciclo da vida. Não estamos nunca prontos, não queremos enterrar um filho.

Quando é tirada da natureza cumprir o ciclo da vida, é-nos dolorosamente terrível e assombra. Beto era o filho de João Batista, sendo impossível medir a dimensão da dor desta perda, ainda mais da maneira que ocorreu.

A perda de um filho é uma ferida que jamais será cicatrizada, tão somente convertendo-se em saudades por alguns momentos, mas jamais será menor. Os pais ficam perdidos na sua dor, um vazio inconsolável, um lamento interminável.

Do valor dado ao “Manchinha” e ao Nego Beto

É de conhecimento público que, aqui no Brasil, o Grupo Carrefour é responsável por bizarrices que denotam falta de respeito com a vida alheia, seja ela de um cachorro ou de um ser humano.

Em 2018, o cachorro “Manchinha” foi morto. Era um cachorro sem dono e vira-lata, que foi assassinado por um outro funcionário de segurança terceirizada do Carrefour, que, covardemente, desferiu golpes no animalzinho que veio a óbito em razão da hemorragia interna oriunda dos ataques com as barras de ferro.

Em um outro estabelecimento do Carrefour, houve um funcionário que faleceu durante o expediente, mas o mesmo foi coberto por guarda-sóis, para que a loja não fosse fechada e a empresa não perdesse seu dia de vendas[5].

Como se vidas fossem apenas brincadeiras para a Gigante Carrefour, no dia 19 de novembro de 2020 mais uma morte acontece: a de Beto, o negro que foi espancado até a morte pelos seguranças do hipermercado.

No caso do cachorro “Manchinha”, o Carrefour realizou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), comprometendo-se a pagar um milhão de reais como indenização à sociedade, distribuindo este valor à diversos órgãos ligados a causa animal.

À Sra. Milena Alves, viúva de Beto, foi oferecida a mesma quantia indenizatória paga pela morte do cachorro “Manchinha.” Não podemos deixar de comparar o Manchinha com o Nego Beto. Parece grosseiro fazer este comparativo, mas torna-se impossível não traçar um paralelo, pois parece que, para o Carrefour, o valor dado a vida de um cachorro e de um ser humano é exatamente o mesmo.

A título de conhecimento, a família de George Floyd, cidadão negro americano, morto por um policial, em 25/05/2020, na cidade Minneapolis, EUA, fechou um acordo para receber uma indenização de US$ 27 milhões de dólares, algo em torno de R$150 milhões de reais[6]. A comparação é inevitável. Em outras palavras, necessitamos alterar a jurisprudência, mas também precisamos mudar a cultura, a partir dessa negociação! Fica mais duas perguntas para a sociedade brasileira. Quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro Vira-lata?

É triste, mas é assim que o hipermercado trata a vida, é este o respeito que demonstra pelo outro, seja ele um cachorro ou um ser humano. O valor é tabelado, não importa se é “Manchinha” ou Beto, a indenização oferecida é a mesma. A vida de um homem está sendo igualada e nivelada pelos mesmos balizadores que a vida de um cachorro.

Todas as mortes merecem respeito, mas não se pode tratar de forma igualitária a morte entre humanos e animais, mesmo que ambas tenham acontecido por puro preconceito. Será que se o “Manchinha” fosse um Poodle enfeitado e o Beto um loiro de olhos azuis, ambos ainda não estariam vivos aqui entre nós?

Em qual curva nos perdemos?

Qual o valor de uma vida?

Senhores acionistas do Grupo Carrefour, quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro?

Até quando vamos permitir que nossa sociedade despenque ladeira abaixo?

Porto Alegre, 31 de março de 2021.

CARLOS ALBERTO BARATA SILVA NETO

OAB/RS 76.596

Email: carlos.barata@bsbv.com.br

Cel: (51) 99918-1902

(Advogado Milena)

 

HAMILTON RIBEIRO

OAB/RS 35.975

Email: advhamilton@gmail.com

Cel (51 9998-9192)

(Advogado Milena)

 

RAFAEL PETER FERNANDES

OAB/RS 64.218

Email: rafael@rafaelfernandes.adv.br

Cel (51 98195-9719)

(Advogado João Batista)


Votação das cotas para negros/as serem coordenadores de cartórios em todo Brasil!

Participe online:
Votação das cotas para negros/as serem coordenadores de cartórios em todo Brasil!

Nesta terça, dia 15/12, às 10 horas

Entre no youtube do Conselho Nacional de Justiça - CNJ

e participe da reunião. Momento histórico na vida dos afro-brasileiros!

https://youtu.be/E6MPHOX9QnM


FRENTE NACIONAL ANTIRRACISTA

A EDUCAFRO orienta a tod@s @s associad@s a repassarem esse comunicado. A partir de segunda, dia 7/12, as quase 600 entidades que compõem a "FRENTE NACIONAL ANTIRRACISTA" estarão em campo, visitando 100 Empresas e fazendo sua missão! O avanço do povo negro está chegando com passos corajosos!

Frente Nacional Antirracista criará interlocução com o setor público, organizações empresariais e sindicais e 100 das maiores empresas do Brasil com reivindicações de combate à discriminação racial

A ideia é defender a criação de Comitês Antidiscriminatórios Externos e Independentes que possam debater, organizar, implementar e fiscalizar mudanças pertinentes a uma agenda antirracista

A Frente Nacional Antirracista, fundada no último sábado (01/12), e que tem como objetivos o combate ao racismo estrutural e institucional e a promoção da participação ampla no debate econômico brasileiro, pretende abrir interlocução com o setor público, entidades empresariais e sindicais e com 100 das maiores empresas brasileiras (neste primeiro momento). Os contatos terão início na próxima segunda- feira, dia 7 de dezembro, em que serão apresentados os princípios e as diretrizes contidos em seu manifesto de criação.

O intuito é construir pautas econômicas, culturais e sociais antirracistas e defender a importância da existência de Comitês Externos e Independentes nestas organizações, que estejam focados em orientar iniciativas, implementar e fiscalizar a execução das agendas propostas pelo Coletivo. Segundo o manifesto da Frente Nacional Antirracista “discussões sobre desigualdade, tributação, politica industrial, meio-ambiente, política salarial, política agrária e urbana, empreendedorismo e tecnologia só ganham sentido quando se considera que o Brasil é composto por uma maioria de pessoas negras, que são historicamente desrespeitadas, ganham os piores salários e são vitimadas pela violência urbana e rural.

O grupo entende que uma resposta dentro do prazo de 20 dias das entidades públicas e privadas e das primeiras 100 empresas acionadas, sinalizará à sociedade interesse por parte das lideranças empresariais por uma mudança na economia brasileira e um real compromisso com o desenvolvimento econômico que leve em consideração as demandas do povo brasileiro.

Além destas 100 primeiras empresas, o objetivo é que as demandas da Frente Nacional Antirracista – que reúne mais de 600 organizações dos mais diversos movimentos sociais como Educafro, Frente Favela Brasil, UNEGRO, Quilombação e Instituto Luiz Gama, dentre outras – sejam apresentadas também para os Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, às associações empresariais (como FIESP), à Diretoria da Bolsa de Valores de São Paulo e às principais Centrais Sindicais do Brasil.

As primeiras 100 empresas a serem convidadas para esta interlocução serão:
1. Adidas
2. Amazon
3. Ambev
4. Apple
5. Arezzo
6. Avianca
7. Avon
8. Azul
9. B2W Digital
10. Banco do Brasil
11. Banrisul
12. BASF
13. Bayer
14. BM&F Bovespa
15. Bradesco
16. Braskem
17. BRF
18. BTG Pactual
19. Bunge
20. C&A
21. Pão de Açúcar
22. Cacau Show
23. Caixa Econômica Federal
24. Cargill
25. Casas Bahia
26. Caterpillar
27. Cielo
28. Claro
29. Coca Cola
30. CSN
31. Eletrobras
32. Embraer
33. Enel
34. Extra
35. Facebook
36. Fiat
37. Fleury
38. Ford
39. General Eletric
40. Gerdau
41. Gol
42. Google
43. GPA
44. Grupo Abril
45. Grupo Boticário
46. Grupo Guararapes
47. Habib's
48. Heineken
49. Hering
50. Honda
51. HP
52. IBM
53. iFood
54. Ipiranga
55. Itaú Unibanco
56. JBS
57. Johnson & Johnson
58. Kalunga
59. Klabin
60. Latam
61. Lenovo
62. LinkedIn
63. Lojas Americanas
64. Marfrig Global Foods
65. McDonald’s
66. Mercado Livre
67. Mercedes Benz
68. Microsoft
69. Mondelez
70. Natura
71. Nestlé
72. Netflix
73. Nextel
74. Nubank
75. Oderbrecht
76. Oi
77. P&G
78. Pepsico
79. Petrobras
80. Porto Seguro
81. Raia Drogasil
82. Renner
83. Samsung
84. Santander
85. Siemens
86. Souza Cruz
87. Tigre
88. TIM
89. Toyota
90. Tramontina
91. Twitter
92. Ultrapar
93. Unilever
94. Usiminas
95. Vale
96. Via Varejo
97. Vivo
98. Volkswagen
99. Walmart
100. Youtube

Queremos lembrar que estas são as 100 empresas para iniciar o trabalho. Vocês podem indicar outras empresas, especialmente as que vocês trabalham e sabem que elas precisam avançar!


Mais de 200 entidades se unem e exigem resposta do Carrefour

Mais de 200 entidades do Brasil se reuniram em mutirão neste sábado e domingo (29/11), para produzir uma carta com todas as exigências que querem fazer a rede Carrefour e seus associados. A carta teve mais de cinco versões. Clique aqui para ler a versão final que foi entregue hoje via Whatsapp para todo o comando do Carrefour.

A previsão é de que amanhã (30/11) a rede Carrefour solte uma nota falando como será encaminhada a próxima reunião com o comitê de diversidade do Carrefour.

Clique no link a seguir para ler a carta >>> EDUCAFRO-Movimento-Negro-CARTA-AO-CARREFOUR-MAIS-DE-200-ENTIDADES-UNIDAS

1 ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras - RS
2 ADNA SANTOS - MÃE BAIANADF
3 Afoxé OmoluPaKérùAwo
4 Afro10 - MG
5 Afrojuristas
6 Afrojuristas RS
7 Aldeia Paranapuã SP - Baixada Santista.
8 Alternativa Popular
9 Amorf- Associação de Moradores de Roda de Fogo
10 AMSK Associação Internacional Maylê Sara Kali /Brasil - DF
11 AMUPAC - ASSOCIAÇÃO DE MÚSICOS DO ACRE
12 Anderson - Jornal Empoderado
13 Anderson Quack
14 AREDACRE - ASSOCIAÇÃO DE REDUÇAO DE DANOS Acre
15 ASCENDA - Associação de Afroempreendedores – GO
16 ASSOCIAÇÃO AFRO CULTURAL LEMI AIYO - RJ
17 Associação Alpha e Omega SP - Baixada Santista
18 Associação Benefícios e Recreativa do Bairro da Felicidade. Salvador-BA
19 Associação Bom Samaritano- Salvador-BA
20 Associação Comunidade - Butantã SP
21 Associação Comunitária para Valorização do Heliópolis - São Paulo
22 Associação ComunitárioMongaguense Sorriso - SP - Baixada Santista
23 Associação Cultural Afro Brasileira de ValinhosValinhos -Sp
24 Associação Cultural dos Povos da Amazônia Belém
25 Associação Cultural e Esportiva de Sapucaia do Sul
26 ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA AFOXE RAIZES AFRICANAS / RJ
27 ASSOCIAÇÃO CULTURAL SEMENTES D'AFRICABarra do Piraí.
28 ASSOCIACAO DAS FAVELAS DE SERGIPE
29 Associação de Capoeira Sete Quedas Nossa Senhora do Socorro -Sergipe
30 Associação de Hip hop e social e cultural. Toledo /Paraná
31 Associação de Moradores Beato João Paulo II.- Rio de janeiro / RJ
32 Associação de Moradores Lagoa Da Vida- Salvador- BA
33 Associação de Mulheres da Zona Rural de Olinda
34 Associação de mulheres de Sussuarana
35 Associação de Mulheres Mariana Crioula / Volta Redonda RJ
36 Associação do Quilombo Urbano Serra das Areias GO
37 Associação dos Moradores do Bairro da Redenção – Manaus
38 ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL E CULTURAL SISTEMA BRASILEIRO DE CAPOEIRA/SBC CAPOEIRARIO DE JANEIRO-RJ -ILHÉUS-BA/MESTRE SAMBURECO
39 ASSOCIAÇÃO ESPAÇO CULTURAL Acre
40 Associação Esportiva Amigos da Erundina -
41 Associação esportiva kiloucura futebol clubeZona leste Itaim Paulista.
42 Associação Esportiva São Lourenço Velho
43 Associação galo de Ouro
44 Associação Missionária Resgatando Vidas a Última Colheita SP - Baixada Santista
45 Associação Promocional de Congados, Moçambiques e Catupes de Araguari
46 Associação propor
47 Associação Quilombo Bom Jesus /Município - Lima Campos/ Maranhão
48 Associação Quilombo do Catucá /Município – Bacabal/ Maranhão
49 Associação Quilombola do Povoado Patioba Japaratuba/SE
50 ASSOCIAÇÃO SERGIPANA DE DESENVOLVIMENTO COMUNITARIO E RESGATE DA CIDADANIA
51 ASSOCIAÇÃO SERGIPANA DE HIP HOP ALIADOS PELO VERSOS
52 Associação skate clube e esportes radicais. Toledo /Paraná
53 Associação Social Casa do povo - Salvador/Ba
54 Associação união para todos Butantã Cambará Butantã
55 ATDSTS - Associação dos Trabalhadores e Desempregados Sem Teto do BrasilSalvador- BA
56 BABÁ FRANCIMAR DE SOUSA DF
57 Bancada preta
58 Banda Lã (hip hop) Limeira – SP
59 Banda percussiva Urbanidade Nagô - Salvador/Ba
60 Black e cia Florianópolis/SC
61 BLOCO AFRO CULTURAL DUDU ODARA
62 BLOCO AFRO CULTURAL OLODUMARE DOS PALMARES
63 Bloco Afro Rum Black DF
65 Boi do Rosário/Município- Pirinópolis /Goiás
66 Capdever- Centro Afro de Promoção e Defesa da Vida Ezequiel Ramin - Salvador/Ba
67 CASA DE CULTURA EATRELA D'OYA
68 CASA DE CULTURA FILHOS DA PAZ /RJ
69 Casa de Oxum
70 Casa de Ubuntu da Cultura Ballroom de SorocabaSorocaba-SP
71 Casa do Hip-Hop Bahia
72 Catálogo de Profissionais aAfro Graduados RS
73 Catálogo de Profissionais Afro Graduados RS
74 Cedhu - Centro de Direitos Humanos Franco Pellegrini - Salvador/Ba
75 Cedine
76 CEN - Coletivo de Entidades Negras - DF
77 Cenpah - Centro de Pastoral Afro Pe. Heitor Frisotti - Salvador/Ba
78 CENTRO ACREANO DE HIP HOP Acre
79 CENTRO CULTURAL ALA-TO-BÉ - Rio de Janeiro
80 Centro Cultural Cambinda Estrela
81 Centro Cultural Conhecendo Nossa História
82 Centro Cultural Quilombinho, Sorocaba –Sp
83 Centro de Articulação de Populações Marginalizadas/CEAP
84 CENTRO DE ESTUDOS E AÇÕES EM DIREITOS HUMANOS - A-COLHER
86 Centro pro Melhoramento Associação Morro do Estado Niteroi- RJ
87 Centro Social Futuro FelizAcari - Rio de Janeiro - RJ
88 CETRAB - Centro de Tradições Afro-Brasileiras - Nacional
89 CEZINHA OLIVEIRA Fundador Bloco Afro Rum Black - DF
90 CHAO Centro Humanitário Abebé de Ouro
91 Cj. Hab. Mascarenhas de MoraesSão MatheusZona Leste - São Paulo
92 Clube da Comunidade Parque Santo AntônioSão Paulo
93 CMA HIP-HOP - Comunicação, Militância e Atitude Hip-Hop - Salvador/Ba
94 Coco dos Pretos
95 Coletivo de Ekedes e Ogãs do Estado do Amapá -AP
96 Coletivo de Mulheres As pretas falam - Salvador/Ba
97 Coletivo de Mulheres Negras Periféricas /Maranhão
98 Coletivo de Mulheres no HipHopOcupaMinart - Amazonas
99 Coletivo em cada Eskina DF
100 Coletivo Mulheres de Axé do DF e Entorno
101 Coletivo NegritudeSussuarana
102 COLETIVO NEGRO VALE RS
103 Coletivo NegrosParicarana - Universidade Federal de Roraima
104 Coletivo Pretas de Frente/ Morro da Cotia/ Complexo do Lins - RJ
105 Coletivo Samba Sorocaba
106 Coletivo Sarau da Onça - Salvador/Ba
107 Coletivo Som na Praça
108 Coletivos MARTE Mulheres Fazendo Arte
109 Comitê Urbano Popular
110 Comunidade Amigos do Dito ( Comunidade de Samba)Limeira SP.
111 Comunidade Cigana Romi Lovara DF.
112 CONEN AMAPÁ
113 Conselho Da Comunidade Negra Campinas - Sp
114 Conselho da PazCampinas- Sp
115 Conselho de Moradores do Novo Horizonte - Salvador/Ba
116 Conselho dos direitos humanosCampinas - Sp
117 Conselho dr Sacerdotes do Culto Afro de Araguari
118 Conselho Estadual de Prevenção, Tratamento, Fiscalização e Repressão do Uso Indevido de Substâncias Psicoativas Conen – AP
119 Conselho Municipal de Promoçao da Igualdade Racial de Araguari
120 Conselho Municipal Dos Direitos da Mulher de Sorocaba -Sp
121 Cosme do Jongo
122 CRIA - Centro de Referência Integral de Adolescentes - Salvador/Ba
123 CRSC Comunidade Recreativa Sócio Cultura Umbanda e Candomblé Ilê OrôOsurúBessém Axé Alaketú - SP - Baixada Santista
124 Cufa
125 Diverso Cultura e Desenvolvimento
126 Dois Terços - Veículo de movimentação LGBTQIA+ - Salvador/Ba
127 Edimara Celi
128 Educafro Brasil
129 Egbe Adifala
130 Embaixada das artesNossas Senhora do Socorro - Sergipe
131 Embaixada solidária e do imigrante. Toledo /Paraná
132 Enilda - Educafro.
133 Família Eclipse ( hip hop)Campinas- SP
134 Família TDHSapopembaZona Leste - São Paulo
135 FEBARJ
136 Fedalisam Cultura e Esporte - Federação das Associações e Ligas Culturais Esportivas Amadoras do Estado do Amazonas
137 Federação Sergipana de Capoeira presidente Mestre Robson Mangangá
138 Feira Cultural Afro MixCampinas- Sp
139 Feira Preta
140 FIRIA HIP HOP / RJ
141 Frente Ampla Suburbana e Associação de Moradores e Amigos de Vigário Geral
142 Frente CDD*Cidade de Deus/Rio de Janeiro
143 Frente Favela Brasil
144 FRENTE NACIONAL DE MULHERES NO HIP HOP SERGIPE
145 Fundação Fonte Cultural Amapá
146 Geraldo Coelho.
147 Gremio RECREATIVO LIMEIRENSE - Limeira /São Paulo
148 GRUPO AFRO CULTURAL IMALE IFE
149 GRUPO AFRO CULTURAL ORUNMILA
150 Grupo Baobá de Capoeira Nossa Senhora do Socorro - Sergipe
151 Grupo Cultural e Religioso JejeSavalu Religião de Matriz Africana - BA
152 Grupo de Capoeira Angola Guerreiro de Palmares - Roraima
153 Grupo Educapoeira - Salvador-Ba
154 Grupo percussivo, Orum DF
155 GVES - Grupo de Valsa Embalos de um Sonho - Salvador/BA
156 Hip Hop Mulher Brasil /
156 HIP HOP NA FITA / RJ
158 Igreja Evangélica Maravilhosa Graça do Maranhão
159 Ilê AlaketuAşeOdé Omo Ifa DF
160 Ilê Ase Alada Meji Ogum IrêOlà
161 Ilê IléAlaketuAséOmiN'LaSorocaba-SP
162 IléAlákètúÀsę Omo LogunèdéSorocaba-SP
163 Instituição Ágape/Sara Almeida - Rio de Janeiro - RJ
164 Instituição Guetto - Gestão Urbana de empreendedorismo trabalho e tecnologia organizada
165 Instituto Cultural e ArtisticoMangalisaNossa Senhora do Socorro- Sergipe
166 Instituto Cultural e Esportivo de Sergipe - Piabinhas do São Braz. Comunidade de pescadores Nossa Senhora do Socorro - Sergipe.
167 Instituto Cultural Educacional Romano ICER- São Paulo
168 Instituto Equânime Afro Brasil
169 Instituto de Desenvolvimento Social dos Catadores e Catadoras de Caranguejo de Sergipe São Cristóvão-SE
170 Instituto de Mulheres do Amapá - IMENA
171 Instituto Dica Ferreira - Maranhão
172 Instituto Idade Mídia - Comunicação para Cidadania BELÉM
173 Instituto Mocambo
174 Instituto Mocambo - AP
175 Instituto nacional Afro Origem - INAO DF
176 Instituto Paredão/ Rio Pequeno SP.
177 Instituto Quilombo Tekoha Toledo /Paraná
178 Instituto Raízes - Teresina /Piauí
179 Instituto Renascer SP - Baixada Santista
180 Instituto SOL /Rio de Janeiro
181 Jd João 23Favela do GoteiraSão Paulo
182 Jovens Periféricos- Salvador BA
183 LADO NORTE - GRUPO ORGANIZADO DAS CULTURAS URBANAS Acre
184 Liga Depsortiva Cultural Afrukpoeira
185 Liga Socorrense de Capoeira Mestre Dedêda
186 Liga Socorrense de Capoeira Nossa Senhora do Socorro - Sergipe
187 Ligação Cultural - Cidade de Deus/Rio de Janeiro
188 LUANDA GABRIELAProdutora b
189 Magno Jose S. Junior DFAfroPoeta - Mov. SLAM DF
190 MANOEL BARBOSA NERESCCN UnB - Kilombo Mesquita
191 Maracatu Mirim Cambinda Estrela do Amanhã
192 Maracatu Mukumby Sorocaba-SP
193 Maracatu Nação Cambinda Estrela
194 Marcelo Carvalho - Observatório da Discriminação Racial no Futebol
195 Marcelo Monteiro
196 MARCOS CAVAÇANICientista Político
197 Margareth Rose /Militante MNUeAfroempreendedora DF
198 Maria Mulher- Organização de Mulheres Negras RS
199 Marianas Mulheres que Inspiram- Associação de Mulheres empreendedoras - MG
200 MARIZETH RIBEIRO DA COSTAProfessora Secretaria de Estado de Educação do DF
201 MCR - movimento cultura de rua -CE
202 MOMUNES - Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba -SP
203 Movimento "Coisa de quebrada" - Salvador/Ba
204 Movimento Axé do PDT - Nacional
204 Movimento Cultural Ancestrais -AP
206 MOVIMENTO DAS SETE MULHERES DE SALVADOR BA
207 MOVIMENTO MULHERES GUERREIRAS DO SANTA MARIA
208 Mulheres de Vena- organização De Mulheres - MG
209 Município - São Luís do Maranhão/Maranhão
210 Negra Amapá
211 Negritar
212 Nova Frente Negra Brasileira
213 NUCAB Núcleo de Cultura Afro-Brasileira -Sorocaba-SP
214 NUCLEO MUCAMBO DE HIP HOP Acre
215 NUMUR - Núcleo de Mulheres de Roraima
216 Odabá- Associação de Afroempreendedorismo RS
217 OGÃ LUIZ ALVESDefensores de Asè - Entorno e DF
218 ONG Heliópolis Forte de Heliópolis
219 Organização da Sociedade Civil Família Força Jovem Futebol e Cultura
220 Ori produções de conhecimento
221 Paróquia São Daniel Comboni
222 Philippe Valentim - Viradão Cultural Suburbano
223 POETAS VIVOS - ACRE
224 Ponto de cultura Ilê Axé Oya Bagan DF
225 Ponto de PregaçãoVila Polopoli - Rio PequenoSão Paulo - SP
226 Pretançaconjunto de pesquisa e desenvolvimento da arte preta Salvador / BA
227 Preto Zezé
228 Prof Juarez Xavier
229 Prof. Dennis de Oliveira
230 Prof. Ivanir dos Santos
231 Quilombo Cultural A Casa do Nando- Rio de janeiro
232 Quilombo do Tajipuru/Tenda Fé Esperança e Caridade/Município - São Luís do Maranhão
233 Quilombo Onnim- Cachoeira- BA
234 Raul Santiago
235 Reakise Music ArtCampinas -Sp
236 Rede Amazônia Negra Pará.Belém
237 Rede Coletivo Amazônia Criativa
238 Rede de apoio humanitário nas e das periferias
239 Rede de Contadoras Negras
240 Rede Quilombaçao
241 Rede Urbana de Mobilização Sociocultural de Valparaíso de Goiás
242 Renê Silva
243 Resgate do Negro do Vale do Caí – RS
244 Resistir Produções – Roraima
245 Rodrigo França
246 Rondinele SaraivaA voz da mente DF
247 São Mateus em Movimento- São MateusZona Leste - São Paulo
248 Sarau Multicultural do Mercado – Belém
249 Sociedade Cultural e Beneficente 28 de Setembro/Sorocaba –SP
250 Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio - Quilombo da Liberdade
251 Terreiro ile ase ABC alaketu, Vitória da conquista -BA
252 Terreiro Ilê AsèOminija - Salvador/Ba
253 Teto Preto
254 União Nacional LGBT Amapá - UMA LGBT -AP
255 União Negra Sorocabana/Sorocaba-SP
256 Vozes do Purus, Apurinã e Jamamadi - Lábrea Amazonas
257 Yalodê Moda Étnica DF
258 Zimbabwe fonográfica -SP


EDUCAFRO ENFRENTA NA JUSTIÇA, A UNIÃO

A EDUCAFRO busca, na justiça federal, obrigar a União a acabar com o desvio de recursos do PNAES, o programa que deveria dar apoio a jovens universitários negros e carentes com bolsa moradia e alimentação

Os desvios foram constatados em auditoria da CGU, (ex: aluguel de ônibus e hotel para levar time de elite, da universidade, para disputar campeonatos, etc.), com dinheiro da moradia e alimentação dos pobres.

As recomendações do CGU, órgão de controle, nunca foram implementadas pelo MEC.

O julgamento no TRF3, que pode impactar positivamente, milhares de vidas de jovens negros e pobres, com estudos afetados pela pandemia do COVID-19, precisa ser acompanhado por toda comunidade afro-brasileira.

Os advogad@s da EDUCAFRO, que são do Escritório Tozzini Freire, pediram para adiar o julgamento e foi aceito pelo juiz.

MOTIVO: a EDUCAFRO, através do Escritório Tozzini Freire conseguiu um fantástico parecer do maior especialista no assunto, Dr Celso Campilongo.

O julgamento deve retomar a qualquer momento.

Mais informações:
www.educafro.org.br


A EDUCAFRO te convoca para uma imersão de 1 ano

*A EDUCAFRO te convoca para uma imersão de 1 ano na luta pelos direitos do povo negro e da população em situação de vulnerabilidade no Brasil.

Será 1 ano da sua vida dedicado exclusivamente à causa do povo negro, ajudando a EDUCAFRO lutar por nossos direitos.

Nesse período você irá morar na sede da EDUCAFRO no centro da cidade de São Paulo, a instituição custeará sua alimentação (café da manhã, almoço e jantar) e você irá participar de processos importantíssimos ao lado da nossa equipe e junto do Frei David.*

Se você se interessou, preencha esse formulário:

https://forms.gle/VFhGaD1tT9Bho3YU6


A EDUCAFRO quer ir ao STF para cobrar da bolsa de valores diversidade em todas as grandes empresas

Qual o problema com a Bolsa e os negros? Uma entidade do movimento negro ameaça recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para obrigar a Bolsa de Valores a estimular a inclusão racial e de gênero nas principais empresas do Brasil. As empresas com ações na Bolsa têm de cumprir uma série de regras. A Educafro quer que a questão da inclusão seja considerada também. A entidade entende que a Bolsa não dialoga e vê racismo estrutural no mercado.

O que a Bolsa diz? A Bolsa afirma que está aberta às sugestões e pensa em adotar medidas, como a criação de um novo índice de negociação para empresas que praticam políticas de inclusão racial.

O que é a Educafro? É uma organização que trabalha pela diversidade e inclusão.
Por que ir ao STF? A Educafro apresentou as propostas à B3 (Bolsa) em setembro e diz que não teve resposta.

"A gente começou a luta pela inclusão há 20 anos. Mas desde então, percebemos que pouca coisa andou. Se formos pressionar empresa por empresa, vai continuar demorando. Então precisamos de um meio que acelere esse processo. E a Bolsa tem essa obrigação."
- Frei David Santos, diretor executivo da Educafro

O que a Bolsa pode fazer? É na B3 que mais de 350 empresas negociam suas ações. Elas precisam seguir ECONOMIA várias regras estabelecidas pela Bolsa para terem ações negociadas. Por isso, acredita a Educafro, se a B3 passar a exigir políticas de inclusão, a redução da desigualdade será acelerada.

"Exclusão é uma doença que está impregnada na estrutura das empresas. Ou decidem enfrentar isso com nosso auxílio, ou terão que fazer por meio do STF."
- Frei David Santos, Educafro

Por que a Bolsa desrespeita a Constituição, segundo a Educafro? A Bolsa é parte do sistema financeiro, e o artigo 192 da Constituição diz que é obrigação do sistema financeiro promover o desenvolvimento equilibrado do país e servir aos interesses da coletividade.

A Bolsa também teria a obrigação de agir, segundo a Educafro, porque o artigo 18 da Lei 6.385/76, sobre o mercado de valores mobiliários, diz que as Bolsas são órgãos auxiliares da CVM para fiscalizar empresas e operações de mercado.

"Nosso objetivo no STF é mostrar que a Bolsa tem obrigação de seguir o artigo 192 da Constituição e isso inclui criar mecanismos que promovam a igualdade racial."
- Frei David Santos, Educafro

O que o movimento negro quer da Bolsa?

Veja as propostas apresentadas pela Educafro para a Bolsa.

1. Criar grupo de trabalho sobre igualdade racial e de gênero
2. Mudar regulamentos de governança corporativa para incluir inclusão racial e de gênero

3. Criar Índice de Equidade Racial e de Gênero, que dê visibilidade às empresas com maior comprometimento com os temas

4. Inserção de perguntas relacionadas a inclusão racial para empresas que queiram fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) que já existe.

5. Ampliar o acesso à educação sobre mercado financeiro.

Qual o compromisso histórico da Bolsa com o movimento negro? A B3 nasceu em 1890, dois anos após a abolição da escravatura. A Educafro sustenta que a Bolsa foi criada para apoiar bancos e companhias com negociação de títulos da época. E que desde o início das atividades ignora os efeitos da escravidão.

"Mesmo com todos as leis brasileiras, tratados internacionais, pesquisas, assassinatos como de George Floyd Miguel, a B3 há 130 anos criou um mundo à parte, no qual segue fiel ao seu propósito de concentrar a renda e manter as desigualdades raciais do Brasil. É urgente atualizar os regramentos de governança corporativa e construir junto à sociedade civil organizada caminhos efetivos de combate ao racismo institucional nas empresas e a promoção da equidade racial no mercado de trabalho"

- Trecho de documento da Educafro

Quais medidas concretas a Bolsa diz que adotará? O ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) vai dar maior peso ao tema inclusão racial em 2021.

Vai incluir mais perguntas sobre diversidade racial nos questionários que as empresas respondem para ECONOMIA entrar no índice de sustentabilidade.

Também avalia a criação de um índice específico para empresas com políticas de igualdade.

"O índice de equidade racial é uma possibilidade. Estamos estudando o mercado. Além de ser um indicador de mercado, o índice tem o papel de ser um indutor."
- Gleice Donini, superintendente de sustentabilidade da B3

" Reconhecemos nosso papel, juntamente com os reguladores dos diferentes mercados em que atuamos e demais atores do setor, de trabalho contínuo e permanente para fomentar as melhores práticas ambientais, sociais e de governança."
- Trecho de carta enviada pela Bolsa à Educafro na quarta-feira (21)

Por que o movimento negro quer novo índice? Na Bolsa, os índices servem de referência para os investidores. Alguns índices reúnem empresas com determinadas práticas (como preocupação ambiental). As empresas precisam provar que seguem essas políticas sustentáveis. As companhias que estão nesses índices conseguem atrair a atenção e o capital de investidores interessados no tema.

Para a Educafro, se a Bolsa criar um índice para empresas com inclusão e diversidade, o investidor preocupado com esse tema saberá quais ações merecem seu dinheiro.

A Bolsa já faz algo pela diversidade? A B3, além de ser um balcão de negócios, é uma empresa também. Como companhia, diz que faz diversas ações de diversidade, como parcerias com Empodera, RDPN (Rede de Profissionais Negros), FBN (Financial Black Network) e Diáspora Black, para vagas de emprego e formação de lideranças entre os negros.

Outras ações realizadas, segundo a B3:

- Aumento da representatividade de jovens negros em estágio (de 8% para 25% desde 2019)

- Ampliação em 15% da candidatura de jovens negros para estágio de 2019 para 2020

- Dobrou o orçamento de diversidade neste ano (não revela valores)

O que diz a entidade reguladora do mercado? A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regula as atividades da Bolsa. Ela diz que a inclusão é importante, mas que não tem competência sobre o tema.

"O Código Brasileiro de Governança Corporativa (CBGC) considera uma boa prática de governança corporativa que as companhias abertas tenham seus órgãos de administração e posições gerenciais compostos com diversidade de conhecimentos, experiências, comportamentos, aspectos culturais, faixa etária, e gênero, ou seja, pessoas com competências complementares e habilitadas para enfrentar os desafios da companhia. A CVM não tem competência para determinar que companhias sigam determinadas políticas ambientais e sociais, cabendo à administração de cada entidade regulada pela autarquia adotar as opções que entender adequadas, dentro do leque de alternativas disponíveis."

- Nota da CVM

Pessoas contratadas para cargos de liderança em 2019 no estado de São Paulo

O que dizem as empresas sobre inclusão?

A Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas), que representa as maiores empresas brasileiras de capital aberto, diz que a adoção de políticas que ajudem a promover igualdade racial e de gênero dentro das empresas é "um tema de grande e evidente relevância", mas diz que não pode impor.

" Temos um universo bastante diversificado de associadas, que engloba setores como os de construção, energia, bancário e de máquinas, entre outros. Trata-se de uma questão essencialmente individualizada: cada companhia adota práticas, mais ou menos amplas, de acordo, muitas vezes, com a própria natureza da sua atividade. Não há, por ora, como a entidade sugerir, e muito menos impor, de forma generalizada, qualquer tipo de orientação nesse sentido."
- Eduardo Lucano, presidente da Abrasca

Pesquisa para saber participação de negros na liderança

Pedro Melo, diretor geral do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), diz que o instituto fará em 2021 uma pesquisa para saber a participação dos negros em cagos de liderança das empresas. "A partir da pesquisa poderemos agir de forma mais efetiva", diz Melo

" Há um tempo para incrementar as posições para cada diversidade. Veja o caso das mulheres. A participação delas nas posições e liderança das companhias está crescendo, mas não na velocidade que a gente gostaria."
- Pedro Melo, diretor-geral do IBGC

Os dados serão considerados na revisão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa. Na atual edição do documento, a palavra diversidade aparece apenas cinco vezes ao longo de 104 página.

Postado originalmente em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/24/movimento-negro-vai-ao-supremo-contra-bolsa-na-luta-por-inclusao.htm


Educafro lançará site para monitorar candidaturas negras e distribuição de verba

Associação mostrará gráficos com a quantidade de verba do Fundo Eleitoral destinada a candidaturas negras por partido; informações serão publicadas em etapas e haverá também um aplicativo

Fernanda Boldrin, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2020 | 20h31

A Educafro deve lançar nesta segunda-feira, 12, um site para monitorar a disponibilidade de candidaturas negras pelo Brasil e a quantidade de verba recebida por elas. A entidade, que foi responsável pela elaboração do texto da consulta ao TSE sobre a utilização do critério racial na divisão de recursos eleitorais, busca agora condensar informações sobre o tema de maneira acessível, para que seja possível fiscalizar a aplicação da regra.

“Vamos lançar a primeira versão (do site) no dia de Nossa Senhora Aparecida, mãe negra do Brasil”, afirma o diretor executivo da associação, Frei David Santos. As informações serão publicadas em etapas, e posteriormente também será lançado um aplicativo.

Na primeira etapa, o site organizado pela Educafro permitirá que o eleitor selecione seu município e consulte o perfil de todos os candidatos negros às eleições de 2020, encontrando informações como o cargo pleiteado, o partido, a coligação (se houver) e o número da candidatura.

Já num segundo momento, a Educafro pretende publicar gráficos com a quantidade de verba do Fundo Eleitoral destinada a candidaturas negras por legenda. As informações terão como fonte os dados oficiais do TSE.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os partidos deverão adotar proporcionalidade de recursos entre candidaturas negras e brancas no pleito de novembro. A medida já havia sido determinada pelo TSE, em resposta a uma consulta apresentada pela deputada Benedita da Silva (PT) e elaborada pelo advogado Irapuã Santana, da Educafro. Mas, a princípio, o critério valeria apenas a partir de 2022. Agora, decisão do STF garantiu a aplicação imediata do critério racial para a divisão de recursos.

A antecipação da regra para as eleições de 2020 foi alvo de críticas de dirigentes partidários. Somando isso ao fato de que esta será a primeira vez que o critério será colocado em prática, pesquisadores e ativistas apontam para o risco de burla da divisão proporcional dos recursos. “Os partido estão acostumados a concentrar (poder), então vamos ter todos os escândalos da concentração e do racismo estrutural vindo à tona nessas eleições”, afirma Frei David.

Segundo ele, para amparar candidatos negros nos casos em que a regra eventualmente não seja cumprida, o site que será lançado pela Educafro contará também com um modelo de petição para que cada candidato possa “denunciar a má distribuição de verbas direto na justiça”. Por meio de publicações e seminários virtuais, a entidade também pretende orientar candidatos e eleitores sobre a distribuição e as regras de proporcionalidade de recursos, assim como debater eventuais irregularidades cometidas por partidos.

“Nós entendemos que, se a comunidade afro-brasileira fizer um trabalho bem feito, e iremos fornecer ferramentas para isso, essa eleição, chamada por nós de ‘eleição da aprendizagem e da reconquista da cidadania’, será um tremendo laboratório para a comunidade negra e para o Brasil”, afirma David.

Para o advogado Irapuã Santana, a possibilidade de a sociedade civil observar se os partidos estão cumprindo as decisões da Justiça também "gera um aumento de qualidade democrática muito grande". "Mais participação popular é sempre benéfico para o país", diz ele.

A Educafro tem reuniões agendadas com ministros do TSE para depois das eleições, para que façam um balanço da implementação das novas regras nas eleições de 2020.

Publicado originalmente: https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,educafro-lancara-site-para-monitorar-candidaturas-negras-e-distribuicao-de-verba,70003470407

 


A luta por novas cores nas empresas

A ausência de negros nas empresas é uma questão de renda ou racismo estrutural?

O movimento negro aumenta pressão por mais diversidade no mundo corporativo.

Confira matéria que aborda este e outros assuntos em torno do tema: Afro-brasileiros em altos cargos: CLIQUE AQUI.


V EMPODERAMENTO DE CANDIDATURAS NEGRAS

Neste sábado: dia 26/09, às 17 horas.
(a sala irá abrir às 16:30 horas e o Frei vai acolhê-los numa conversa livre)

Palestrante:
Dr. Augusto Werneck, Procurador do Estado, Professor e Advogado, membro do IAB.
Ele vai dar dicas de como fazer uma boa campanha.

Público alvo: candidat@s negr@s e eleitores de todo Brasil.

Obs: ele foi um dos Advogados que elegeu políticos marcantes:
1 - Leonel Brizola - PDT
2 - Marcelo Alencar - PSDB
3 - Lindbergh Farias - PT

Ele responderá todas as perguntas de vocês!

Para entrar na sala, clique aqui: https://bit.ly/3mJLRGM

Obs: teremos no começo, no meio e no fim, sorteios de três camisetas: #VidasNegrasImportam* da Polo Wear

Dúvidas? (11) 96173-6869