educafro-coletivo-afro-lgbtq-blog-setembro-2019

COLETIVO AFROLGBTQ+

O que é? O coletivo AFRO LGBT é uma iniciativa que surge em meio a demanda social pela busca da representatividade e identidade da população Negra LGBTQ+. Voltado para formação e contratação de profissionais LGBTQ+s nas diversas áreas de trabalho.

Objetivo: Procuramos promover a contratação de profissionais LGBTQ+s  nas empresas parceiras e estimular o debate na sociedade e nos diversos espaços de resistência.  Inicialmente teremos reuniões semanais de captação e formação de novos membros.

Nossa primeira reunião acontecerá no dia 11/09, ás 18h.

O Afro LGBT surge a partir de um espaço de fala e de uma experiência pessoal, por ser negro, gay e periférico me vi em uma situação bastante complicada, a busca por um emprego de carteira assinada. Em um cenário de crise política e econômica com 13 milhões de desempregados ser contratado não seria fácil, sendo negro, gay e morando na periferia percebi que as chances seriam ainda menores. Durantes meses distribui diversos currículos em diversas empresas e até hoje aguardo um retorno.

Há poucos dias o Ministério da Saúde lançou uma cartilha com dados sobre o suicídio, o índice de suicídios entre jovens negros é 45% maior que o de jovens brancos, o racismo impacta diretamente as nossas vidas. Pensando nisso e querendo fugir dessa estatística aprendi a importância e a necessidade de “aquilombar” – de se aproximar e de se fortalecer com os nossos iguais- é dessa união que surge a rede AFRO LGBT.

Samuel Dias

A Partir da minha experiência pessoal sendo negra, Trans e marginalizada na sociedade, percebi um grande preconceito na contratação de pessoas trans, na qual empresas não oferecem oportunidades de emprego. As empresas institucionalizam a violência que a sociedade tem aos que não se encaixam no padrão normativo -homem, cis, branco, hétero- e quando há uma contratação de transexuais é em sua maioria por empresas terceirizadas, em cargos precarizados e nunca de liderança.

A comunidade LGBT não tem oportunidades de emprego e educação, cerca de 90% dos travestis e transexuais sobrevivem da prostituição. Em minha experiência, passei por uma grande dificuldade na minha formação sendo barrada nas escolas por ser uma garota transgênero, não só pelos funcionários, mas também pelos próprios alunos. Não há razão para excluir alguém pela identidade de gênero. Por isso acredito na necessidade da inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, como um agente de trans-formação social.

Emery Khoury


COLETIVO AFROLGBTQ+

O que é? O coletivo AFRO LGBT é uma iniciativa que surge em meio a demanda social pela busca da representatividade e identidade da população Negra LGBTQ+. Voltado para formação e contratação de profissionais LGBTQ+s nas diversas áreas de trabalho.

Objetivo: Procuramos promover a contratação de profissionais LGBTQ+s  nas empresas parceiras e estimular o debate na sociedade e nos diversos espaços de resistência.  Inicialmente teremos reuniões semanais de captação e formação de novos membros.

Nossa primeira reunião acontecerá no dia 11/09, ás 18h.

O Afro LGBT surge a partir de um espaço de fala e de uma experiência pessoal, por ser negro, gay e periférico me vi em uma situação bastante complicada, a busca por um emprego de carteira assinada. Em um cenário de crise política e econômica com 13 milhões de desempregados ser contratado não seria fácil, sendo negro, gay e morando na periferia percebi que as chances seriam ainda menores. Durantes meses distribui diversos currículos em diversas empresas e até hoje aguardo um retorno.

Há poucos dias o Ministério da Saúde lançou uma cartilha com dados sobre o suicídio, o índice de suicídios entre jovens negros é 45% maior que o de jovens brancos, o racismo impacta diretamente as nossas vidas. Pensando nisso e querendo fugir dessa estatística aprendi a importância e a necessidade de “aquilombar” - de se aproximar e de se fortalecer com os nossos iguais- é dessa união que surge a rede AFRO LGBT.

Samuel Dias

A Partir da minha experiência pessoal sendo negra, Trans e marginalizada na sociedade, percebi um grande preconceito na contratação de pessoas trans, na qual empresas não oferecem oportunidades de emprego. As empresas institucionalizam a violência que a sociedade tem aos que não se encaixam no padrão normativo -homem, cis, branco, hétero- e quando há uma contratação de transexuais é em sua maioria por empresas terceirizadas, em cargos precarizados e nunca de liderança.

A comunidade LGBT não tem oportunidades de emprego e educação, cerca de 90% dos travestis e transexuais sobrevivem da prostituição. Em minha experiência, passei por uma grande dificuldade na minha formação sendo barrada nas escolas por ser uma garota transgênero, não só pelos funcionários, mas também pelos próprios alunos. Não há razão para excluir alguém pela identidade de gênero. Por isso acredito na necessidade da inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, como um agente de trans-formação social.

Emery Khoury